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Cidade de Portalegre

Categoria: Viagens
Comentários: 1
Cidade de Portalegre

Portalegre é uma cidade e distrito na zona do alto Alentejo. Abrangi-o primeiramente sete freguesias urbanas e mais tarde com a criação de diocese, da Sé, e a junção de algumas freguesias, acabou por ocupar dez freguesias.

É uma cidade antiga, com muito para visitar. Existem vários atrativos como a gastronomia, os espaços culturais a visitar, os jardins que dispõe, uns cafezitos na praça onde se reúne a juventude, e nas suas redondezas o longo campo com os animais, nomeadamente touros.

A gastronomia nesta região destaca-se para além dos famosos enchidos, as diversas sopas como a de sarrabulho, de miolo, migas de tomate, de cação entre outras, os pratos de peixe mais escolhidos pelos visitantes costuma ser o da carpa grelhada e ensopado de bacalhau, e na especialidade de pratos de carne o lacão assado, o cozido á moda do Crato, o arroz de lebre, a perdiz de escabeche entre muito mais. Após uma refeição bem aviada, vem sempre o gostinho ao doce, destacando-se a famosa sericaia, as boleimas, rebocados de ovos, as queijadas de Portalegre, os pastéis de Santa Clara, etc…

Normalmente ao fim de semana os museus costumam estar fechados, o mais apropriado para visitar Portalegre é durante a semana para que possa encontrar alguns espaços abertos.

Os museus que poderá visitar em Portalegre são:

-O Museu Municipal de Portalegre, criado em 1918 direcionado para a Arte Sacra, mais tarde transferido para uma casa nobre do século dezasseis, onde hoje permanece riquíssimo em peças dos Conventos de Santa Clara e São Bernardo, para além de doações particulares. Encontra-se encerrado á segunda-feira.

-O Museu José Régio, também conhecido por casa-museu devido a ter sido a casa do escritor durante trinta e quatro anos, onde poderá encontrar várias coleções de escultura e não só. O aparecimento deste museu surgiu após a doação deste escritor para com a Camara Municipal, com a devida condição, após a sua morte a casa ser restaurada e criada como museu.

-O Museu de Tapeçaria de Portalegre de Guy Fino, apresenta-se entre dois núcleos, deparando-se com manufatura de Tapeçarias de Portalegre como processos técnicos da execução da mesma e restante desenvolvimento desta arte. Este museu encerra á segunda-feira e a visita apenas por marcação.

-O Castelo de Portalegre.

Na praça municipal situada no centro da Cidade poderá encontrar durante o dia cafés, e a noite barzinhos com esplanada. Junto a praça está também situado a PSP, o cine teatro, e um dos politécnicos.


Sandra Mendes

Título: Cidade de Portalegre

Autor: Sandra Mendes (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    13-06-2014 às 16:35:03

    No Brasil, existe a cidade de Porto Alegre...hehehh...que interessante existir essa cidade em Portugal, parece ser bem atrativa!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - Cidade de Portalegre

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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