Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Outros > ...e viveram felizes para sempre!

...e viveram felizes para sempre!

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Visitas: 2
Comentários: 3
...e viveram felizes para sempre!

Ano após ano a mulher foi criada com a ideia de que só começaria a ser feliz depois que se casasse. E infelizmente essa ideia continua a ser plantada em nossas meninas através de filmes, novela, livros. No último capitulo das novelas sempre tem um (ou mais) casamento. É o tal final feliz ou “...e viveram felizes para sempre”.

A felicidade como um estado pleno não existe e se existisse se tornaria algo tão comum, tão sem graça que não a valorizaríamos.

Felicidade existe sim, mas em momentos: somos felizes e infelizes na infância, na adolescência, quando casamos, descasamos, no nascimento dos filhos, dos netos...

Mas deixar sua felicidade na responsabilidade de outra pessoa, além de não ser justo para com esta outra pessoa, é deixar de ser feliz hoje com o que tem, com o que sente, com o que você é.

Nada mais prazeroso do que estudar, se encontrar numa profissão, num esporte, descobrir o mundo, fazer o que gosta e de repente acrescentar em sua vida um cúmplice, um companheiro para somar a sua vida outras idéias, outra criação, outros valores.

A mulher idealiza o casamento: a cerimônia, o vestido de noiva, as alianças, a festa de receção, as lembrancinhas, os presentes, a viagem de lua de mel... Acredita realmente que seu noivo seja um príncipe, daqueles dos contos de fadas mas quando acorda do sonho, descobre-se casada com um sapo e com uma casa para cuidar (lavar, passar, cozinhar).

Ninguém prepara os noivos para o casamento das famílias: vai ter que conviver, pacificamente se possível, com os pais, irmãos, sobrinhos, toda a família um do outro...

É possível ser feliz após o casamento?

Sim, é possível, desde que desmistifique algumas figuras idealizadas: com exceção de poucos da realeza européia, os homens não são príncipes, assim como as mulheres não são princesas.

Um dos  maiores erros da mulher é achar que pode mudar o homem (não pode, eles não mudam e têm orgulho disso) e os homem acharem que a sua mulher nunca vai mudar (elas mudam e nem sempre para melhor). Sabedores destas peculiaridades psicológicas, vá em frente. Case! Tenha momentos felizes e outros nem tanto, pois isso faz parte do pacote chamado vida!


E acima de tudo não sonhe com família de propaganda de margarina, pois elas não existem. E ainda bem por isso, pois ter uma vida previsível, certinha seria bastante tedioso, algo que também não segura casamento.

Casamento é antes de tudo uma parceria, viver com alguém para dividir a vida e seu cotidiano.


Rosana Pegoraro

Título: ...e viveram felizes para sempre!

Autor: Rosana Pegoraro (todos os textos)

Visitas: 2

778 

Imagem por: Sabrina Campagna

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 3 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    17-08-2014 às 23:15:49

    A felicidade tem muito a ver com satisfação interior. Temos momentos bons e ruins na vida, mas quem entende sobre si mesma sabe que independente de tudo, está satisfeita, ou seja feliz, porque é justamente uma decisão da pessoa e não um estado, um sentimento. Um dia a gente sente algo, no outro, não sente mais, então, não dá pra viver assim. Temos que viver o melhor de nós: amando, alegrando, trabalhando, estudando, viajando e tendo também um companheiro que complemente isso!

    ¬ Responder
  • Wallace RandalWallace Randal

    16-09-2012 às 20:12:24

    Adorei seu texto, você tem toda a razão. A felicidade é algo que pode ser conquistado de várias formas, e o casamento pode ser incluído. Mas não significa que ele pode mantê-lo. Relacionamentos são difíceis e é uma construção para todas as pessoas. E com certeza devemos montar uma família apenas quando nos sentirmos seguros com quem estamos, para que não haja arrependimentos futuros. O divórcio não é ruim, ruim são suas consequências.

    ¬ Responder
  • Glaucia AlvesGLAUCIA ALVES

    13-01-2010 às 19:20:52

    É bom saber que hoje em dia, apesar das pressões sociais e familiares, muitas mulheres já descobriram que não é preciso estar casada para se sentir realizada.
    Muitos casamentos e relacionamentos acabam não dando certo, porque nos sentimos tão desesperadas e pressionadas para encontrar alguém que fingimos não enxergar certos defeitos ou exageramos certas qualidades.
    Há muita coisa que se fazer, ver, ler e viver e se por enquanto não há ninguém bacana por aí ou se estamos focadas em outras coisas, devemos viver conforme nossas próprias verdades e deixar de lado esses modelos pré-estabelecidos de vida que acabam nos aprisionando. O importante é viver de acordo com nossas próprias verdades!

    ¬ Responder

Comentários - ...e viveram felizes para sempre!

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

Pesquisar mais textos:

Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Imagem por: Sabrina Campagna

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios