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A Génesis Do Acto Jurídico

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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A Génesis Do Acto Jurídico

A génesis do ato jurídico dividia-se em actio (ação) e conscriptio (documentação).
A actio dividia-se em petitio, um requerimento apresentado pelo autor jurídico para terminar o negócio jurídico; intercessio, a cunha; interventio, introdução de terceiros para testemunhar; e iussio, a ordem, que consiste em mandar fazer o documento com o comprovativo da ordem régia. É o final do processo.

Também o conscriptio tina várias fases: a grossa/minuta, uma pessoa era nomeada redatora de um documento, a minuta; mudum, passagem a limpo ou seja o escrivão redigia o documento, não podia alterar nada, só podia acrescentar a data e outros elementos responsáveis pela sua feitura; validation, a validação e selagem; espeditio, expedição do documento.

O documento tinha uma estrutura: protocolo, texto e escatocolo.

O protocolo usava expressões solenes que legalizavam o ato. Tinha como objetivo dar todos os tipos de documentos como válido. Dentro do protocolo havia a invocación, sentimento religiosos do homem que realiza um ato para realizar a sua obra em nome de Deus, ou seja, estamos perante um juramento que protege o conteúdo do comentário com o nome divino para garantir a sua legalidade e justiça, aumentado assim a sua força moral; a intitulación, era uma forma complexa pessoal acompanhada de uma expressão de saudação; dirección, destinatário e cargo deste; salutation, saudação.

O texto era o centro do discurso diplomático que expressava o facto. Dividia-se em arenga/ preâmbulo, fórmula de introdução ao texto; promulgatio, tinha como objetivo anunciar o conteúdo do documento ao seu destinatário; a narratio/espositio, tinha como fim expressar as circunstâncias que terão acompanhado o motivo do ato jurídico; a dispositio; e a senatio, era onde estavam as cláusulas e a ameaça de punição para quem não cumprisse.

O escatocolo era o lugar e o tempo da expedição do documento. Dividia-se em: datatio (datação); recognitio, expressão autografa das pessoas que outorgam o documento e indicação do autor jurídico – o escrivão.

A traditio era a transmissão diplomática, ou seja, a primeira forma do documento é a minuta e depois ganha a forma de mundum, documento perfeito original, de onde fazem-se cópias. Era redigido, validado, tinha todos os requisitos formais, podia haver múltiplos originais e era uma prova irrecusável em juízo.


Daniela Vicente

Título: A Génesis Do Acto Jurídico

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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