Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Literatura > Amar - Florbela Espanca

Amar - Florbela Espanca

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Literatura
Visitas: 66
Amar - Florbela Espanca

«Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... Além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda gente...
Amar! Amar ! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pre cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... Pra me vencontrar...»

A estrutura interna pode ser interpretada como: Florbela, na primeira estrofe, conta-nos que quer amar perdidamente! Amar só por amar. Amar todos e não amar ninguém. Ela questiona-se se quer recordar ou esquecer, mas é indiferente. E na opinião de Florbela, quem diz que se pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente. Na 3ª estrofe, Florbela transmite que há um amor em cada “esquina”, e sempre que esse amor aparece, é preciso cantá-lo, porque se Deus nos deu voz foi para cantar. E se um dia, ela há de morrer, que a sua morte seja o nascer, para que saiba perder-se e encontrar-se.

A estrutura externa é mais linear. Este soneto é constituído por 4 estrofes: 2 quadras e dois tercetos. O esquema rimático: abab/abba/ccd/eed. A escanção métrica: Decassilábico.
Em relação às figuras de estilo, pode encontrar nos versos: (Amar só por amar: Aqui... Além...Mais Este e Aquele, o Outro e toda gente...), a enumeração, (Amar! Amar ! E não amar ninguém!), a exclamação, (Recordar? Esquecer? Indiferente!...) a interrogação, (Prender ou desprender? É mal? É bem?) a interrogação, (Durante a vida inteira é porque mente!), exclamação, (Pois se Deus nos deu voz, foi pre cantar!) a exclamação, (E se um dia hei de ser pó, cinza e nada), a enumeração, (Que seja a minha noite uma alvorada, Que me saiba perder... Pra me vencontrar...), a anáfora. Entre outros.

Um vício chamado amor.
Este amor ardente… especial… louco…
Nós podemos estar muito longe,
mas os nossos corações estaram sempre juntos
Sobre todas as montanhas, sobre todas as nuvens…
É quando os nossos corações explodem de tanta felicidade,
É quando as nossas almas se transformam,
Transformam-se numa só alma!

Daniela Vicente

Título: Amar - Florbela Espanca

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

Visitas: 66

782 

Comentários - Amar - Florbela Espanca

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Martelos e marrettas

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Ferramentas
Martelos e marrettas\"Rua
Os martelos e as marretas são, digamos assim, da mesma família. As marretas poderiam apelidar-se de “martelos com cauda”. Elas são bastante mais robustas e mantêm as devidas distâncias: o cabo é maior.

Ambos constituem, na sua génese, amplificadores de força destinados a converter o trabalho mecânico em energia cinética e pressão.

Com origem no latim medieval martellu, o martelo é um instrumento utilizado para “cacetear” objectos, com propósitos vários, pelo que o seu uso perpassa áreas como o Direito, a medicina, a carpintaria, a indústria pesada, a escultura, o desporto, as manifestações culturais, etcétera, variando, naturalmente, de formas, tamanhos e materiais de composição.

A diversidade dos martelos é, realmente, espantosa. O mascoto, por exemplo, é um martelo grande empregue no fabrico de moedas. Com a crise económica que assola o mundo actualmente, já se imaginam os governantes, a par dos banqueiros, de martelo em punho para que não falte nada às populações…

Há também o marrão que, mais do que o “papa-livros” que tira boas notas a tudo, constitui um grande martelo de ferro, adequado para partir pedra. Sempre poupa trabalho à pobre água mole…

O martelo de cozinha serve para amaciar carne. Daquela que se vai preparar, claro está, e não da de quem aparecer no entretanto para nos martelar a paciência…!

Já no âmbito desportivo, o lançamento do martelo representa uma das provas olímpicas, tendo sido recentemente adoptado na modalidade feminina. Imagine-se se, em vez do martelo, se lançasse a marreta… seria, certamente, mesmo sem juiz nem tribunal, a martelada que sentenciaria a sorte, ou melhor, o azar de alguém!

Pesquisar mais textos:

Rua Direita

Título:Martelos e marrettas

Autor:Rua Direita(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios