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Numa viagem de barco

Categoria: Barcos
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Comentários: 2
Numa viagem de barco

Viagem turbulenta. As ondas sacodem o barco de uma tal maneira que o estômago parece querer sair pela boca. As ânsias afiguram-se idênticas às de uma mulher que está para dar à luz. O passageiro arfa de forma contínua e aflitiva. Aproxima-se o barqueiro e pergunta ao passageiro: «O cavalheiro está com falta de ar?»
O homem, que mal consegue articular palavra, responde quase imperceptivelmente: «Não, meu senhor. Estou é com falta de terra…!» Isto é o que acontece a muito boa gente, mal a embarcação, seja ela de que tipo for, larga do porto de embarque. Efectivamente, é nestas alturas que muitos têm a clara noção de todos as estruturas das suas entranhas; lá dentro, tudo vibra desordenadamente, numa espécie de shake de órgãos em que do milk nem pode ouvir falar…!

Não obstante, há pessoas que insistem em contrariar esta tendência natural para a regurgitação e o vómito, e sonham com um cruzeiro magnífico por paragens belíssimas e paradisíacas. Contudo, é bom recordarem-se do seu “problemazinho” e apetrechar-se do que necessitarem para o sublimar um pouco, sob pena de, no regresso, terem para relatar episódios da viagem, não da sua vida, mas da sua quase morte!

Para além dessas vicissitudes, há outras, da alçada do comandante, que convém ter em conta, nomeadamente em navegações de longo curso, sobretudo quando há particularidades no trajecto, como é o caso da existência de icebergs.
Como escreveu um miúdo num teste da escola, «a fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos icebergs». Sendo assim, o sensato é desviar-se destas autênticas montanhas de gelo, para evitar que, de repente, comecem a praticar sky aquático e venham de lá desmandadas embater num navio que circula, literalmente, à velocidade de cruzeiro. À partida, já não deverão realizar outro filme sobre tragédias do género, portanto…

Paralelamente, é de toda a utilidade saber nadar quando se pensa ir para o mar, um rio ou mesmo uma lagoa. Todos os cuidados são poucos, e, segundo um dos princípios de Arquimedes, «qualquer corpo mergulhado na água sai completamente molhado»! Pelo menos, podia acrescentar-se…

Já bem basta ter de mergulhar nas águas da crise económica, da desconfiança generalizada, da insalubridade psicológica, social, espiritual, e por aí fora. Nessas, para se sobreviver, muitas vezes tem de se aprender a boiar, à espera que a vaga seguinte se apresente mais favorável. Independentemente do percurso trilhado, o que realmente interessa é não deixar afundar o barco!



Maria Bijóias

Título: Numa viagem de barco

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoRita B.

    15-03-2009 às 17:47:36

    Amigos que loucura de Barco!

    Que pena eu não saber nadar...

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoPaulinho B.

    15-03-2009 às 15:45:12

    Sim é muito louco este Barco. E tu Rita, mais vale aprenderes a nadar. Acredita no teu potencial e depois das primeiras braçadas e de alguns pirulitos, vais nadar.

    Pensa em conduzires um barco destes num ano( é uma boa motivação).

    ¬ Responder

Comentários - Numa viagem de barco

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Fine and Mellow

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Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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Sayonara Melo

Título:Fine and Mellow

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