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No mundo dos Caiaques

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Barcos
Comentários: 1
No mundo dos Caiaques

Quando se falam em canoas, vêm-nos à memória tantas coisas. As canoas usadas pelos Índios, as canoas que serviam de passeio nos tempos medievais, e os desportos dos nossos dias. São tantas as hipóteses, que quando usamos a palavras caiaque ou canoa, nos atabalhoamos em imagens na nossa cabeça.

Mas se as canoas têm uma história milenar, como podemos pensar bem nos caiaques dos nossos dias?

Bem, também aqui há muito por explorar.




Antes de mais as características dos caiaques são todas iguais, independentemente do uso que lhe queiramos dar (se para passeio, se para desporto). Todos os caiaques são portadores de grande estabilidade e suportam bastante peso. Aguentam águas agitadas e são ágeis e velozes.

Se no inicio eram construídos com troncos de arvores, hoje os materiais são os mais diversos. De carbono, polietileno, kevlar ou fibra de vidro. Tudo vai depender da modalidade que queiramos fazer.
Os desportos com caiaque são vários.

Canoagem de Velocidade (a mais conhecida de todas), Canoagem Slalom, Oceânica, Polo, Maratona, Freestyle e claro a Canoagem de Turismo e Aventura.

A Canoagem de velocidade é praticada em rios e canais construídos artificialmente onde as velocidades praticadas são extraordinárias. Na competição, as pistas apresentam um comprimento de 2000m, mas nos Jogos Olímpicos, o percurso é de 500m a 1000m.

A Canoagem Slalom é uma modalidade Olímpica desde 1992. A modalidade rápida tem por objetivo ultrapassar “portas”, tendo o canoeiro de percorrer o percurso no menor tempo possível, ultrapassando as referidas.

Com características especificas, a Canoagem Oceânica consiste em percorrer um determinado percurso no mar alto.

Para marcar golos, a Canoagem Polo é a disciplina mais indicada. Disputada por 5 elementos em cada equipa, o jogo tem 20 minutos (10 para cada parte do jogo).
As maratonas de 15km também estão aqui incluídas. Nicole Leôncio é um maratonista medalhado e esta pratica obriga a um determinado percurso a pé com a canoa na mão.

Manobras dignas de um surfista são praticadas no Freestyle. Aqui a vitória vai para os mais audazes e capazes de atos e manobras artísticas dentro da sua canoa.
Gozar a natureza em passeio ou com um espirito aventureiro, é para os amantes da canoagem de Turismo. Não é considerada desporto de competição, mas o prazer é único. Ligamo-nos à natureza de uma forma extraordinária e as viagens são inesquecíveis. Lagos, rios, represas, enfim, um sem número de locais agradáveis para disfrutar de um passeio aventura num programa excecional.

Lance-se à água, com ou sem colete e disfrute de uma viagem com remos.


Carla Horta

Título: No mundo dos Caiaques

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    17-06-2014 às 06:34:52

    Linda abordagem do mundo dos caiaques.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - No mundo dos Caiaques

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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