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Talheres: vieram para ficar?!

Comentários: 1
Talheres: vieram para ficar?!

Os talheres são, na sua génese, preciosos auxiliares da aselhice humana.

Quem espetaria com tanta precisão uma ervilha? E como não derramar parte da sopa na roupa? De que forma se mexiam os cozinhados? O que tentar enfiar na boca das crianças quando a cerram de modo impenetrável?

Talvez por falta de criatividade, ou porque fazem realmente jeito, os talheres vieram para ficar.

Aliás, a maneira como se lhes pega é indicativa do glamour de alguém. Uma pessoa fina nunca segurará nos talheres pela parte inferior, e as damas até costumam levantar o dedo mindinho para reafirmar o sentido de finesse.

Contudo, a Humanidade sobreviveu durante largos milhares de anos sem estes apetrechos.

Pode dizer-se que os nossos antepassados tinham os garfos e as colheres nas mãos e as facas na boca.

Actualmente, parece que estamos a regressar às origens. A proliferação de restaurantes de fast-food, que em algumas zonas quase atinge a progressão geométrica, leva a dispensar o uso de talheres.

Neste caso, porém, deve-se ao facto de a comida vir quase mastigada…

Mas se é certo que há alimentos que sabe bem petiscar à mão, como o frango assado, não é menos verdade que a maioria do que se ingere impõe o uso de talheres.

Sejam banhados a ouro, de prata ou de simples latão, o importante é socorrer-se de talheres para comer. E já agora, não dar garfadas (ou colheradas) no prato alheio…


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Título: Talheres: vieram para ficar?!

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Imagem por: Edward Townend Photography

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    07-06-2014 às 21:46:58

    Acredito que os talheres nunca deixarão de existir! São úteis em nosso dia a dia e precisamos deles sempre! Aprecio aqueles talheres compridos e sofisticados, os cabos coloridos são lindos.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - Talheres: vieram para ficar?!

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

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