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Início > Textos > Categoria > Literatura > Os jovens ainda escrevem

Os jovens ainda escrevem

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Literatura
Comentários: 2
Os jovens ainda escrevem

No passado, a educação era-nos vedada: apenas os ricos e os monásticos tinham acesso à arte da leitura e escrita; mas com os tempos, os direitos foram-se modificando. Os rapazes começaram por ganhar o direito à educação em escolas, depois as raparigas, seguidamente juntaram-se nas mesmas instalações, o ensino tornou-se obrigatório numa escalada que foi até ao presente 12.º ano. Os jovens aprenderam a escrever.

Contudo, a ascenção da televisão, seguida dos computadores, telemóveis, Ipads, tablets, entre outros, entorpeceram o cérebro e tornaram os jovens mais perguiçosos, tendo perdido a vontade de escrever. Prosa tornou-se aborrecida, poesia tornou-se “lamechas” e até a própria escrita casual em sites e blogs se tornou trôpega, cheia de “x” e “k” em locais errados.

No entanto, ainda há jovens que escrevem. Vou hoje dar-vos a conhecer dois jovens autores que ainda escrevem… E bem!

O primeiro escritor de hoje chama-se Fábio Ventura. Este algarvio é o autor da saga “Orbias”, dois livros que contam a história de um grupo de raparigas que se confrontam com o seu destino: serem guerreiras da Deusa, o equivalente a Deus num universo paralelo.
Nestes livros, Fábio conseguiu uma dualidade fabulosa entre inocência e erotismo. Aconselho vivamente a lerem estes livros: “Orbias – As Guerreiras da Deusa” e “Orbias – O demónio Branco”.

Outro autor que vos posso apresentar é Micael Gomes. Micael é o contrário completo de Fábio: um poeta nortenho.

Micael Gomes tem uma poesia agradável, deliciosa, que não pode ser descrita. Por isso, aqui fica um poema escrito por este autor.

Voava bem alto perto das nuvens brancas
Que passeavam pelo céu
Quando ouvi uma voz
Tão linda e doce
Que mais parecia uma Diva a cantar.

Encolhi as minhas asas e nas nuvens mergulhei
Rápido cheguei e encontrei a mais bela donzela!
Era ela que cantava a música,
Que o meu olhar despertou.
Convidei-a para comigo voar
Mas ela asas não tinha, com tanta beleza tinha-a
Confundido com um belo anjo
As minhas asas lhe ofereci em prova do meu amor.

Nada dela esperava.
Quando do nada
Me dá sua mão e leva-me para a terra dos sonhos.
Esta é a minha prova de amor
Aqui iremos viver felizes para sempre.
Disse ela a sorrir!

Espero que gostem destes dois autores. A todos vós, especialmente os jovens, lembrem-se sempre: escrevam.
Obrigada pela leitura!


Patrícia Carvalho

Título: Os jovens ainda escrevem

Autor: Patrícia Carvalho (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    10-09-2012 às 13:41:20

    Realmente não se consegue perceber qual o objectivo destes jovens ao ignorar a escrita, uma fonte de expressão tão rico. Ler e escrever são duas fontes de saber, onde se está sempre a aprender. Eu gostei do seu texto e desconhecia esses dois autores. Eu leio sobretudo escritores reconhecidos na literatura, talvez por serem autores que já foram testados e são bons. Talvez um dia comece a ler novos autores sem reticência.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoAlfredo

    02-07-2012 às 11:32:59

    Acho que o problema dos jovens não são as novas tecnologias. Mas sim os métodos para o ensino.
    Pois nas escolas primárias e seguintes todas as aulas em que se envolve a literatura, escrita, etc, é tudo colocado como uma obrigação, "Lê este Livro, Lê aquele", "Escreve isto e não aquilo".. O problema que existe é nas escolas não se ensinar a ter criatividade e a gostar ou ter curiosidade.. Pois logo desde cedo se a criatividade fosse desenvolvida, tal como o gosto pela escrita a verdade e que as pessoas teriam muito mais gosto de expressar as suas emoções pela arte, sendo esta a escrita, cinema, esculturas, etc...

    ¬ Responder

Comentários - Os jovens ainda escrevem

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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