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Dicas para leitores iniciantes

Categoria: Literatura
Dicas para leitores iniciantes

Não é preciso ser um especialista para saber que, infelizmente, no Brasil poucas pessoas tem o hábito de ler. E pior as pessoas veem a leitura como um dom para poucos. E esta mentalidade atrapalha ainda mais. Como se já não bastasse a falta de incentivo do governo, das escolas, da família e aí vai. Enfim é uma questão cultural. Ler é uma conquista pra todos! E os leitores de plantão, sabem o quanto é prazeroso e acaba querendo dividir esta experiência com todo mundo. Eu não sou de me apegar muito a regras para leitura, até porque penso que ela é um ato livre, e quanto mais você o fizer de forma prazerosa, mais rápido se tornará leitor. Mas vamos lá a algumas dicas, conselhos para começar bem esta experiência:

Escolha um assunto leve e que te agrada.
Não adianta escolher no primeiro livro, um tratado de Einstein. Você vai certamente chegar lá. Mas calma, vá devagar. De preferência nem comece por livros, comece por contos por exemplo, que são curtos e de uma leitura fácil e gostosa.

Tenha paciência e não desista.
Parece óbvio, mas é sempre bom lembrar que nosso corpo é um bom exemplo. Se uma pessoa começar a correr hoje, mesmo correndo pouquinho, vai sentir dores. Mas se persistir em pouquíssimo tempo estará num nível mais alto até um momento que o seu corpo pedirá pelo exercício. Assim é com a leitura, comece lendo uma página que seja por dia, mas leia todos os dias. Quando você menos esperar não conseguirá mais parar.

Não se sinta obrigado.
Isto é fundamental, se não trabalhar o corpo a mente, se convencer de que aquilo é uma decisão livre, não precisa nem começar. Ninguém vai longe, por obrigação. Tenho uma filha de sete anos e faço a mesma coisa com ela na hora de comer. Digo pra ela que nosso paladar muda, e por isto a necessidade de experimentar novos alimentos. Se ela não se convencer de que aquele alimento pode ser gostoso, dar a ele uma chance de se mostrar a ela, o resultado com certeza será muita cara feia.

Se prepare para este momento
Faça de seu momento de leitura, um momento de encontro. Eu por exemplo adoro ler ao ar livre, pra ser sincera eu gosto de fazer qualquer coisa ao ar livre, o que eu gosto mesmo é do ar livre, o resto são detalhes. Mas enfim, se prepare, crie expectativa, se envolva. Espere por este momento e afaste tudo que possa te distrair. Faça deste tempo, um momento para você.

Converse com leitores
Não há nada mais contagiante que estar em um grupo onde cada um mostra e fala de suas experiências com a leitura. Eu sou leitora desde criança e normalmente tem aquele autor que não me atrai. Mas quando ouço amigos falando muito dele, acabo lendo, mesmo que depois me certifico de que realmente não gosto, mas é irresistível. E finalmente, crie suas próprias regras. A leitura é uma experiência muito pessoal e nem sempre o que foi bom pra mim será também para você.


Meirilene Reis

Título: Dicas para leitores iniciantes

Autor: Meirilene Reis (todos os textos)

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Comentários - Dicas para leitores iniciantes

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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