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Móveis: Dê uma nova aparência

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Decoração
Móveis: Dê uma nova aparência

Nem sempre se dispõe de dinheiro para fazer uma nova decoração e mudar um pouco o ambiente para ter a sensação de coisa nova, afinal, à mesmice cansa e se sentir bem em casa é fundamental.

Não é preciso uma grande mudança nem um grande investimento financeiro para fazer uma transformação na sua decoração. Faça aos poucos para não gerar ansiedade, a proposta é tornar a reforma numa agradável renovação e terapia ocupacional.

Tudo o que fazemos com prazer alegra a alma, de modo que o cansaço fica leve e nos motiva a desenvolver outras tarefas.

Comece pelas almofadas, não importa a quantidade, mesmo que seja apenas uma, faça. Para mudar a cor da capa, pode tingir com tinta para tecido. Se o sofá for de cor escura, mude as almofadas para cores claras, mas se ao contrário for claro, então pode usar a mesma cor, porém com tonalidade mais forte para ficar tom sobre tom, ou outra cor, só que escura. Procure não usar as seguintes cores: marrom, preto, azul marinho e vermelho escuro se tiver alguém na casa que sofra de depressão, insônia ou mal - humor. Essas cores tendem a acentuar os sintomas.

Caso não queira tingir as almofadas e forem lisas, compre tinta para pintura em tecido e um pincel, retire as capas coloque sobre uma base reta e faça traços ou desenhos. Um pouco de colorido na sala sempre alegra.

Quanto aos móveis, se tem uma antiga cômoda no quarto, ou uma mesa no canto da cozinha que parece ter cem anos, você pode mudar isso.

Compre lixa na loja de material de construção (é mais barato), lixe o móvel, mas use luvas, até remover a camada de verniz e se possível até que a madeira crua apareça.

Em seguida, passe um pouco de massa para madeira, se precisar fazer reparos. Após a secagem, pinte o móvel com sua cor preferida usando um rolinho pequeno para não ficar com muitas marcas, nas dobras pinte com pincel. Se quiser mais brilho e maior proteção para que a pintura dure por mais tempo, basta envernizar. O móvel ganhará brilho e como o verniz tem mais resistência à água, facilitará a limpeza.


Sílvia Baptista

Título: Móveis: Dê uma nova aparência

Autor: Sílvia Baptista (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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