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Óleo de cozinha e o meio ambiente

Óleo de cozinha e o meio ambiente

O óleo de cozinha, aquele que geralmente sobra depois de frituras, se não for descartado corretamente poda causar grandes danos ao meio ambiente. Muitas pessoas, restaurantes e estabelecimentos comerciais, por não terem informação sobre como descartar corretamente o óleo ou por qualquer outro motivo, acabam jogando o óleo de cozinha utilizado no esgoto, em algum terreno baldio e em outros locais.
Quando esse óleo é jogado em locais indevidos, pode causar a impermeabilização do solo, deixando esses lugares propícios a enchentes. E também, a decomposição do óleo de cozinha libera o gás metano, um dos causadores do efeito estufa.
Quando jogado no ralo da pia ou na rede de esgoto, o óleo pode causar o entupimento dos canos, gerando gastos. Além disso, ele também pode chegar até os rios e causar sua contaminação. Estima-se que 1 litro de óleo é capaz de contaminar 20 mil litros de água.
Para evitar esses danos ao meio ambiente e ser um cidadão consciente, veja algumas formas de dar um fim correto para o óleo de cozinha.

Soluções para o óleo de cozinha
Em São Paulo, pesquisadores da USP desenvolveram um método para transformar o óleo de cozinha em Biodiesel, transformando-o em uma fonte de energia renovável.
Outra opção para se dar um destino correto ao óleo de cozinha é fazer sabão. Qualquer pessoa interessada em fazer esse tipo de reaproveitamento pode fazer o sabão, pois, o método é bem simples. Veja abaixo, como fazer.

Ingredientes
2 litros de óleo de cozinha usado;
350 g de soda cáustica em escama;
350 ml de água.

Modo de preparo
Junte a soda cáustica com a água em uma vasilha bem forte e misture até dissolver toda a soda cáustica. Guarde essa mistura. Coe o óleo e coloque-o em um recipiente que possa ser levado ao fogo.
Depois, deixe o óleo no fogo até atingir aproximadamente 60°C. Desligue o fogo e acrescente a mistura de soda cáustica, mexendo até engrossar, de 20 a 30 minutos. Após isso, basta adicionar a mistura final em formas para o sabão e esperar secar.
Precauções e lembretes: Quando for fazer a mistura da soda cáustica com a água, utilize luvas e óculos de proteção. Depois que o sabão estiver pronto, deixe-o parado por alguns dias antes de utiliza-lo.

Rua Direita

Título: Óleo de cozinha e o meio ambiente

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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