Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Energias Renováveis > Mime o Ambiente!

Mime o Ambiente!

Visitas: 6
Comentários: 2
Mime o Ambiente!

Por natureza, o ser humano tende a mimar o que e quem lhe agrada e faz bem. Normalmente, manifesta especial estima pela família, pela sua casa e objetos pessoais, como sejam o carro, a sua música, os filmes prediletos, aqueles óculos de sol, o relógio da moda, …

A questão é que o Ambiente, que gentilmente nos alberga, apesar de tantos atentados que lhe desferimos, é amiúde esquecido, para não dizer mesmo desprezado. A falta de respeito apresenta sintomas vários e, por vezes, flagrantes. A total ausência de civismo por parte de muita gente leva, por exemplo, a que se deitem para o chão embalagens de algo que se acabou de consumir ou papéis invalidados, já para não falar de garrafas de vidro (que se calcula que demorem um milhão de anos (!) a ser degradadas) e fraldas (usadas) de bebé, só para não dar dois passos e deitar no sítio certo aquilo que já não tem utilidade.

No sentido de uma maior consciencialização e numa perspetiva de “acordar” espíritos adormecidos no comodismo e anestesiados pela indiferença, levam-se a cabo diversas iniciativas, tais como a Hora do Planeta, que consiste em apagar todas as luzes durante sessenta minutos, num dia estipulado, a fim de demonstrar que todos os pequenos gestos contam no combate ao aquecimento global.
Milhões de pessoas, distribuídas por mais de 900 cidades em todo o mundo, ajudam, desta forma singela, a salvar o Planeta. Apagam-se as luzes, mas acende-se a chama do bom senso e de uma solidariedade que fundamenta, tão-somente, os alicerces de um dever ético, moral e cívico. Efetivamente, se nada se fizer para poupar as energias renováveis, a sustentabilidade do género humano periga, e serão as gerações vindouras a sofrer os maiores embates e consequências.

Se perguntássemos por aí qual a prioridade absoluta da existência da maioria da população, certamente que a resposta referiria os filhos. No entanto, raramente se pensa em deixar-lhes um dos mais importantes legados: um Ambiente saudável, que não lhes aporte carestias nem doenças em cada vez mais tenra idade. Ser-se, deste modo, cúmplice, para evitar aplicar o termo “artificie”, da morte ou do comprometimento da qualidade de vida dos próprios filhos parece entrar em contradição com as prioridades estabelecidas…

A Ecologia, ao contrário do que muitos pensam, não é o estudo dos ecos, isto é, da ida e vinda dos sons. Constitui antes a ciência que se debruça sobre a interação dos seres vivos com o seu meio, interação essa que aparenta não ser reconhecida e que até é negada por alguns. De contrário, não se cometeriam nem deixariam impunes crimes hediondos contra a nossa “Casa Comum”…!


Maria Bijóias

Título: Mime o Ambiente!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 6

789 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 2 )    recentes

  • Daiany Nascimento

    17-09-2012 às 20:28:23

    Concordo plenamente com o colega André Belacorça, “Como nós precisamos do Ambiente, o Ambiente precisa de nós”. Se a devida atenção não for dada para as questões ambientais, quando mais precisarmos da natureza ela não existira mais. Aliás, isso já pode ser notado, pois o clima é muito inconstante em algumas regiões do planeta e fenômenos naturais são muito mais frequentes do que antes. Gostei muito do texto e espero que mais pessoas o notem!

    ¬ Responder
  • André BelacorçaAndré Belacorça

    17-09-2012 às 15:51:34

    Como nós precisamos do Ambiente, o Ambiente precisa de nós. Não poluam, que ele sorrirá para nos, assim como nós para eles. Seja Humano, e estime o que é de todos nós.

    ¬ Responder

Comentários - Mime o Ambiente!

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

Pesquisar mais textos:

Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios