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Vasectomia – A Desvendar os Mitos

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
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Vasectomia – A Desvendar os Mitos

Muitos são os que sabem do que se trata, mas será que sabem aprofundar o tema sem que seja num tom controverso? Alguns defensores, outros verdadeiros desconhecidos do tema, outros totalmente contra. Controverso, é verdade e todos (mesmo todos) temos uma opinião a dar ao assunto.

A vasectomia é uma cirurgia de esterilização masculina, praticada de forma médica e voluntária. Esta é a correta designação da vasectomia, mas em volta disto existem milhares de questões difíceis de fazer e muitas vezes, piora na hora de responder.

Mas afinal no que consiste a vasectomia? A vasectomia é um processo simples, em ambulatório, praticado em com recurso a anestesia local. Aqui está em causa a passagem de espermatozoides, pelo que na cirurgia, vai ser impossibilitada a passagem pelos pequenos “tubos” (de nome canais deferente ou ducto deferente) que passam dos testículos até ao pénis.

A cirurgia é feita através de uma pequena incisão cirúrgica em cada um dos lados do escroto e chega até ao ducto deferente, corta-os e sutura-os cada um nas suas pontas. Desta forma, existe uma interrupção nos canais, originando a impossibilidade dos espermatozoides chegarem á vesícula seminal. O esperma é ejaculado mas livre de qualquer espermatozoide.
A cirurgia é dolorosa? E o pós-operatório?
A cirurgia é fácil e rápida (20 a 30 minutos) e o paciente pode sair do hospital no mesmo dia sem necessidade de internamento.

Pode existir uma pequena dor que facilmente passa com analgésicos e que não dura mais que 2 dias. Durante 24h a 48h depois da cirurgia, aconselha-se descanso e repouso e o banho só passados 2 dias. Exercício físico, só passada 1 semana. De qualquer forma, a melhor indicação é dada pelo médico que assiste o paciente.

Passada 1 semana pode iniciar-se a vida sexual, mas a possibilidade de uma gravidez ainda existe. Há quem defenda que são necessárias 20 ejaculações, mas o mais correto é fazerem-se analises passados 3 meses da cirurgia para que se tenham certezas de que o paciente está de fato estéril.

Quais as complicações?



É possível haver um pequeno inchaço na bolsa escrotal e é muito comum haver sangue no esperma. Apesar de ser em casos excecionais, pode existir uma reação inflamatória no trajeto do ducto deferente que deverá ser tratada após consulta médica.
É possível sentir uma sensação de peso causado pelo acumular de espermatozoides no epidídimo. Passadas poucas semana o organismo habitua-se e absorve os espermatozoides que ainda existem, resultando num atenuar da sensação de peso.

Quer quebrar alguns mitos?


A vasectomia não causa impotência sexual, não causa perda de libido, nem é causadora de nenhum tipo de cancro.
A vasectomia é reversível.


Carla Horta

Título: Vasectomia – A Desvendar os Mitos

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Comentários - Vasectomia – A Desvendar os Mitos

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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