Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Empresariais > Sanguessugas À Porta Do Hipermercado

Sanguessugas À Porta Do Hipermercado

Categoria: Empresariais
Comentários: 1
Sanguessugas À Porta Do Hipermercado

Chateada, incomodada e com os nervos à flor da pele… Esta é a forma como fico cada vez que à porta do supermercado sou abordada pelos inconvenientes que se amontoam para vender sob qualquer pretexto.
Pretextos são inúmeros… Ofertas de cartões de crédito, lindos, dourados e sem mensalidades mas que ao utilizar as pessoas têm naturalmente que pagar… Vendas de produtos para angariar fundos para criancinhas, toxicodependentes, cegos e até animais… Ou simplesmente fazer-nos perder o nosso "tempinho" para imaginar quanto poderia valer uma porção de um metal qualquer se fosse o caso de ser ouro… ouro que muda de preço todos os dias…

Quem fez isto? Dizem que foi a crise. Com o propagar desta maleita a que todos chamamos crise, este tipo de acções desenvolveu-se grandemente… Porquê? São também várias as justificações, senão vejamos:

1 – As instituições têm carências cada vez maiores sendo os seus financiadores cada vez de menor dimensão e em menor quantidade. Assim uma solução é fazer peditórios e claro a porta do hipermercado um lugar apetecível uma vez que todos lá vão.

2 – O desemprego propagou-se de tal forma que as pessoas são tentadas a fazer qualquer trabalho seja ele melhor ou pior, pague mais ou menos, ou mesmo que nem pague nada, afinal têm que ajudar as instituições a que muitas vezes têm que recorrer…
Acontece porém que todas as pessoas de todos os lugares estão a viver simultaneamente a mesma crise. Muitas das pessoas que entram nos hipermercados gostariam de poder comprar algo mais e têm que se restringir ao essencial… por vezes menos… ao mínimo possível… Muitas destas pessoas, com tantas dificuldades quanto as que recorrem a instituições, por vezes até mais mas não o fazem por vergonha ou porque ainda têm esperança…

Estas inúmeras pessoas são abordadas sem dó nem piedade porque são tão anónimas quanto anónimo é o que lhes vai no íntimo, a sua dor, a sua luta e o seu sofrimento… Estas pessoas são incomodadas e saem com um nó na garganta porque não têm o que dar, não têm como dar e são tantas as sanguessugas que já nem sabem o que lhes responder… saem envergonhadas como se por não terem dado o que não têm tivessem roubado alguma coisa.

Bonita a solidariedade não? Sim, claro que sim, mas é tempo de encontrar outras formas, é tempo de haver uma abordagem menos intimidadora… tempo de mudar de atitude, e tempo de entender que a crise é uma e de todos, e que esses todos não têm que ser incomodados sempre que vão ao hipermercado com o seu último Euro para de um bocado de pão fazer aquém sabe a única refeição do dia…


Ana Sebastião

Título: Sanguessugas À Porta Do Hipermercado

Autor: Ana Sebastião (todos os textos)

Visitas: 0

512 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 1 )    recentes

Comentários - Sanguessugas À Porta Do Hipermercado

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Um caminho para curar o transtorno alimentar

Ler próximo texto...

Tema: Saúde
Um caminho para curar o transtorno alimentar\"Rua
De acordo com um relatório divulgado em novembro de 2014 pelo Comitê Permanente sobre o Status da Mulher, entre 600 mil a um milhão de canadenses cumprem os critérios diagnósticos para um transtorno alimentar em um dado momento. Problemas de saúde mental com ramificações físicas graves, anorexia e bulimia são difíceis de tratar.

Os programas públicos de internação frequentemente não admitem pacientes até que estejam em condição de risco de vida, e muitos respondem mal à abordagem em grupo. As clínicas privadas costumam ter listas de espera épicas e custos altos: um quarto custa de US$ 305 a US$ 360 por dia.


Corinne lutou juntamente com seus pais contra a bulimia e anorexia por mais de cinco anos. Duffy e Terry, pais de Corinne, encontraram uma clínica na Virgínia. Hoje, aos 24 anos, ela é saudável e está cursando mestrado em Colorado. Ela e seus pais acreditam que a abordagem holística, o foco individualizado e a estrutura imersiva de seu tratamento foram fundamentais para sua recuperação.

Eles sabem que tinham acesso a recursos exclusivos. "Tivemos sorte", diz Duffy. "Podíamos pagar por tudo." Mas muitos não podem.
A luta desta família levou-os a refletir sobre o problema nos Estados Unidos. Em 2013, eles fundaram a Water Stone Clinic, um centro privado de transtornos alimentares em Toronto. Eles fazem yoga, terapia de arte e participam na preparação de refeições, construindo habilidades na vida real com uma equipe de apoio empática. Os programas funcionam nos dias da semana das 8h às 14h, e até agora, não tem lista de espera. Porém essa abordagem é onerosa: aproximadamente US$ 650 por dia.

A família criou a Fundação Water Stone - uma instituição de caridade que fornece ajuda a pacientes que não podem pagar o tratamento. Os candidatos são avaliados por dois comitês que tomam uma decisão baseada na necessidade clínica e financeira. David Choo Chong foi o primeiro a se beneficiar da fundação. Ele havia tentado muitos programas, mas nenhum foi bem sucedido. A fundação pagou metade do tratamento. Dois anos depois, Choo Chong, feliz e estável diz "Water Stone me ajudou a encontrar quem eu sou".

Pesquisar mais textos:

Roberta Darc

Título:Um caminho para curar o transtorno alimentar

Autor:Roberta Darc(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios