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Jogos Didáticos

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Brinquedos
Comentários: 1
Jogos Didáticos

Quando o assunto são crianças, todos, quase por regra paramos e escutamos. Ou porque o nosso amigo tem filhos, ou porque temos sobrinhos, filhos, enfim, porque estamos rodeados destes seres fantásticos de palmo e meio.

Muito se falam sobre jogos de computador, pistolas e outras armas de brincar e mais recentemente tem sido estudadas as bonecas das meninas, que se traduzem em aprendizagens de sensualidade excessiva para a idade ou até mesmo o gosto fútil de determinadas personagens de podem influenciar negativamente qualquer criança. Brinquedos apreciados porque são falados na televisão. Anúncios fantásticos de bonecos que falam sozinhos e que disparam cores garridas ou têm umas botas da moda, inundam a televisão em qualquer ocasião.

Na altura de se comprar um brinquedo a uma criança, as opções são as mais variadas, e olhar para as prateleiras de uma loja de brinquedos pode ser assustador.

Se levar a criança consigo, aconselha-se que leve também tempo. São indecisos e não sabem sequer por onde começar a olhar, quanto mais a escolher. As escolhas são múltiplas, mas cabe-lhe a si, enquanto adulto a observar não só o que enche mais o olho ou os anúncios mais apreciados, mas aquilo que vai desenvolver de forma mais saudável uma criança.

O caso dos jogos didáticos é a melhor opção como prenda. Sabemos que numa altura como o natal ou um aniversário em que inconscientemente se dão muitas prendas, os jogos didáticos não vai ser o que mais salta à vista, mas com o passar do tempo, verifica-se que o entusiasmo e o interesse viram-se exatamente para estes brinquedos.

Para todas as idades, os jogos didáticos ensinam letras e números, cores e formas aos mais pequenos, proporcionando-lhes momentos de alegria pela intensidade de bonecos ternurentos e apetitosos com que muitos nos brindam.

Com o passar dos anos, também os jogos mudam. De estratégia, aventura, perícia e muitas outras emoções, os jogos desenvolvem e capacitam as crianças de forma inteligente e pouco ou nada violenta.

Existem milhares de jogos para todos os gostos. Jogos que desenvolvem o negócio e dinheiro como o monopólio, jogos que adoçam o apetite do conhecimento sobre por exemplo do corpo humano ou os astros e as estrelas, jogos de minúcia em que por exemplo os jogadores têm de construir algo com todo o cuidado. Existem ainda os jogos de cultura geral. Estes últimos para várias idades (inclusive para adultos), obrigam a conhecimentos variados e muitas vezes obrigam à expressão dramática e escrita como a mímica ou o desenho.

Se estás prestes a ter de comprar uma prenda, ofereça uma utilidade que desenvolva e não mais um boneco que vai acabar por cair no caixote dos brinquedos esquecidos.


Carla Horta

Título: Jogos Didáticos

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Imagem por: Photo Denbow

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    25-04-2014 às 18:35:46

    Ótimas ferramentas de aprendizagem, adoro jogos didáticos. Obrigada pelo belíssimo texto!

    ¬ Responder

Comentários - Jogos Didáticos

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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