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Eu Não Sou Igual a Você.

Categoria: Relacionamentos
Eu Não Sou Igual a Você.

Lana se levantou e foi para a escola, a manhã estava linda e ela muito feliz e inspirada. Aquele era o dia mais esperado da semana porque era o dia de educação artística, e ela poderia colocar toda a sua inspiração no papel através de lindos e coloridos desenhos.

Na bolsa estava seu mais novo presente, uma caixa de lápis com trinta e seis cores que Lana fazia questão de mantê-los sempre do mesmo tamanho, nunca deixando nenhuma cor esquecida, e isto tornava suas obras de artes vivas e vibrantes.

A professora sempre dizia que arte não devia ser cópia, e sim expressar o sentimento do artista, seus sonhos, desejos, medos, sua forma de ver o mundo, deixando aparecer assim o seu traço particular.

- Desenhos coloridos e cheios de vida, este é o traço da artista Lana.

Dizia ela para si mesmo.

Naquele dia então sua obra de arte seria um arraso, porque ela estava cheia de bons sentimentos, muito inspirada e pronta para encher o mundo de alegria, amor, vida e tudo isto traduzido em muita cor.

Entrou na sala deu bom dia para os colegas e para a professora e se sentou. Tirou os materiais, deu mais uma olhada para seus lindos e coloridos lápis e esperou a aula começar.

- Hoje vocês farão um desenho do mundo, mas não o mundo que vemos e sim o mundo que queremos ver.

Anunciou a professora.

A imaginação de Lana já viajou, ela morava numa grande cidade e o que ela via era fumaça, muitos carros, pessoas transitando sem olhar umas para as outras...

E o que ela queria ver era mais bicicletas nas ruas, árvores, flores nas calçadas, pessoas mais comprometidas com os outros e com a natureza...

Com a cabeça borbulhando de ideias, iniciou seu desenho, fez primeiro com lápis de escrever para depois começar a colorir. Escolheu suas cores favoritas e começou a pintar...

-Ei, eu não quero esta cor. Prefiro amarelo.

Lana olhou de lado, mas todos os colegas estavam de cabeça baixa criando seus desenhos.

“Ah, deve ser coisa da minha cabeça”.

Começou novamente a colorir...

-Ei, já disse eu não quero esta cor. Prefiro amarelo.

Lana olhou sem entender, a voz estava vindo do papel. Olhou novamente do lado para se certificar de que ninguém estava vendo e falou baixinho:

- Você está falando comigo?

-Claro que é com você, com quem mais seria.

Lana encostou-se à cadeira procurando um lugar para apoiar, estava totalmente sem chão.

“Uma flor falando e ainda de uma forma tão atrevida”.

-Então você quer que eu te pinte de amarelo?

-É.

-Tá bom.

Quando Lana terminou de pintá-la viu que estava linda, adorava amarelo. Pegou outro lápis para colorir outra flor e novamente ouviu uma voz:

-Ei, eu também quero ser amarela, como ela.

Lana tentou argumentar, mas aquelas flores eram muito birrentas e não adiantava tentar discutir.

No final a coloriu e todas as outras de amarelo e como se não bastasse, todos os outros objetos do desenho também queriam ser amarelos.

“Eles devem ser do planeta amarelo, e não conhecem outra cor. Mas tudo bem eu adoro amarelo”.

Pintou com maior capricho, e quando terminou Lana olhou para o seu desenho e viu que tinha realmente construído um planeta amarelo, amava aquela cor, mas descobriu que o que a deixava tão linda era o contraste com outras cores, ali sozinha ela era sem graça e sem vida.

E mais, onde estava o seu traço, de quem era aquele desenho, cadê a vida, o colorido que lhe era próprio.

A escolha de como será a criatura está nas mãos do criador, mas ali elas se rebelaram e ela como criadora não teve nenhuma decisão. Lana estava desconsolada, olhou para os seus colegas e todos estavam envolvidos com seus desenhos.

Continuou por mais um tempo olhando para eles. Como sua classe era colorida, todos eram diferentes, cabelos pretos, vermelhos, amarelos, lisos, crespos, curtos, longos, narizes, bocas... tudo diferente. Mas Lana se lembrou de que a Ana não queria ter os cabelos avermelhados, preferia que fossem pretos como os da Lídia, que por sua vez queria que os seus não fossem crespos e sim lisos como os de Yasmim, que queria ter os olhos cor de mel como Priscila que preferia não ser tão magrinha, mas ser gordinha como a Elisa e assim por diante.

Ou seja, não era só ali, nos seus desenhos que as criaturas eram rebeldes, ela mesmo já quis mudar muita coisa em seu corpo. Mas agora via como seria sem graça se fôssemos iguais. E no mais o pintor tem uma visão maior que a pintura e pode avaliar melhor a beleza.

E mais, olhando ali, Lana via que a característica física combinava com o jeito de ser de cada um.

ovos coloridos em uma bandeja

Ela chegou a pensar em rasgar aquele desenho e fazer outro. Mas tinha aprendido uma lição importante e resolveu apresentar aquele mesmo à sala.

Os colegas quando viram seu desenho, não conseguiram esconder a frustração, já estavam acostumados com a vida e colorido de seus desenhos, que aliás, representavam bem seu jeito de ser e naquele não tinha nada dela.

A professora usou aquele momento para explicar a importância da diversidade:

-Somos todos diferentes não apenas fisicamente, mas na forma de ver o mundo, nos talentos... Mesmo se pintarmos os objetos de uma cidade inteira de amarelo, eles continuarão sendo diferentes, temos diferenças muito mais profundas que as físicas.

Todos estavam atentos nela:

-Pensou se todos gostassem de matemática, o que seria do português, ou se todos quisessem ser pintores, quem seriam médicos, mecânicos...

-Nossa aparência diferente é só uma parte de nossa diversidade.

A partir daquele dia Lana e seus colegas iniciou uma nova forma de olhar o mundo e a si mesmos. Aprenderam que eram formados por um conjunto de características, e mesmo se encontrassem alguma coisa em si ou nos outros que não gostassem muito, poderiam procurar que encontrariam muita coisa que certamente gostariam.

Definir uma pessoa com uma única característica era como pintar o planeta inteiro de amarelo, estaria tentando esconder o que ele tinha de mais belo.


Meirilene Reis

Título: Eu Não Sou Igual a Você.

Autor: Meirilene Reis (todos os textos)

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Penumonia, as suas causas, sintomas e tratamento

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Tema: Saúde
Penumonia, as suas causas, sintomas e tratamento\"Rua
A pneumonia é uma infecção bacteriana ou viral dos pulmões. Os sintomas podem incluir febre, calafrios, falta de ar, tosse que produz fleuma e dor no peito. Geralmente, a pneumonia pode ser tratada com sucesso em casa com antibióticos, mas alguns casos podem exigir hospitalização e podem resultar em morte. Vacinas estão disponíveis contra alguns dos agentes infecciosos mais comuns que causam pneumonia.

Causas de pneumonia
A pneumonia é uma infecção das bolsas de ar nos pulmões, sendo causada por bactérias, vírus ou, raramente, fungos. A maioria dos casos de pneumonia são causados por bactérias, mais comumente Streptococcus (doença pneumocócica), mas a pneumonia viral é mais comum em crianças.
 
Qualquer pessoa pode desenvolver pneumonia, mas alguns grupos estão em maior risco. Estes incluem:
- Bebês e crianças pequenas, particularmente aqueles nascidos prematuramente
- Pessoas que tiveram uma infecção viral recente, como um resfriado ou gripe
- Fumantes
- Pessoas com condições pulmonares crônicas, como asma, bronquite ou bronquiectasias
- Pessoas com sistema imunológico enfraquecido
- Pessoas que bebem álcool em excesso
- Pacientes hospitalizados
- Pessoas que tiveram problemas de deglutição ou tosse após um acidente vascular cerebral ou outra lesão cerebral
- Pessoas com 65 anos ou mais.
A pneumonia pode desenvolver-se quando uma pessoa respira as pequenas gotículas que contêm pneumonia, mas também pode ocorrer quando bactérias ou vírus que estão normalmente presentes na boca, nariz e garganta, entram nos pulmões.

sinais e sintomas de pneumonia
A pneumonia viral tende a desenvolver-se lentamente ao longo de vários dias, enquanto que, geralmente, a pneumonia bacteriana desenvolve-se rapidamente, muitas vezes ao longo de um dia.
A maioria das pessoas que desenvolvem pneumonia, inicialmente, têm uma infecção viral, como um resfriado ou gripe, que produz sintomas como dor de cabeça, dores musculares e febre. Se uma pneumonia se desenvolver, geralmente, os sintomas incluem:
- Febre alta
- Calafrios
- Falta de ar
Aumento da frequência respiratória
- Uma tosse que piora e que pode produzir escarro descolorido ou sangrento (fleuma)
- Dores no peito causadas pela inflamação da membrana que reveste os pulmões.

Em bebês e crianças, os sintomas podem ser menos específicos e podem não mostrar sinais claros de uma infecção no peito. Comumente eles terão uma febre alta, podendo parecer muito indispostos e tornarem-se letárgicos, mas eles também podem produzir uma respiração barulhenta e apresentar dificuldade para se alimentarem.
 
Também é possível que a pele, lábios e unhas se possam tornar-se azulados. Este é um sinal de que os pulmões são incapazes de fornecer oxigênio suficiente para o corpo. Se isso ocorrer, é vital procurar assistência médica imediatamente.

Diagnóstico para pneumonia
Se houver suspeita de pneumonia, é importante procurar atendimento médico com prontidão para que um diagnóstico preciso e um tratamento adequado possam ser implementados.

O médico poderá obter um histórico médico e realizar um exame físico. Durante o exame, o médico ouvirá o tórax com um estetoscópio. Respiração grosseira, sons crepitantes, sibilos e sons respiratórios reduzidos numa determinada parte dos pulmões podem indicar pneumonia.
Geralmente, para confirmar o diagnóstico, realiza-se uma radiografia de tórax. O raio-X mostrará a área do pulmão afetada pela pneumonia. Também podem ser efectuadas análises ao sangue e uma amostra do escarro pode ser enviada para um laboratório para realização de testes.

Tratamento de pneumonia
A maioria dos casos de pneumonia podem ser tratados em casa. Entretanto, bebês, crianças e pessoas com pneumonia grave podem precisar de ser internados num hospital para tratamento.
Geralmente, a pneumonia é tratada com antibióticos, mesmo que exista suspeita de pneumonia viral, já que também pode haver um grau de infecção bacteriana. O tipo de antibiótico utilizado e a forma como será administrado serão determinados pela gravidade e causa da pneumonia.
Se a pneumonia puder ser tratada em casa, geralmente, o tratamento inclui:
- Antibióticos, administrados por via oral sob a forma de comprimidos ou líquidos
- Medicamentos para alívio da dor
- Paracetamol para reduzir a febre
- Descansar

Se for necessário tratamento hospitalar, gerlamente, o tratamento inclui:
- Antibióticos administrados por via intravenosa
- Terapia de oxigênio, para garantir que o corpo receba o oxigênio de que precisa
- Fluidos intravenosos, para corrigir a desidratação ou se a pessoa estiver muito indisposta para comer ou beber
- Fisioterapia, para ajudar a limpar o escarro dos pulmões.

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José Antunes

Título:Penumonia, as suas causas, sintomas e tratamento

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