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As Galerias Romanas da Rua da Prata

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Antiguidades
Visitas: 4
Comentários: 12
As Galerias Romanas da Rua da Prata

-Conheces as galerias Romanas da Rua da Prata? Aquelas que só são visitáveis numa altura do ano? Vão estar abertas este fim de semana e quero ver se as visito.- Tinha dito o Toupeira.
-Sim conheço. Mas não gosto muito de estar debaixo do chão. Tenho fobia!
-Então, tu não andas de Metropolitano?
-Ando.- Respondi.-Mas não gosto. Só ando de Metro por necessidade. E tu não tens medo?
-Deves saber que a alcunha dos Arqueólogos é: "Toupeiras", por isso andar debaixo do chão não é estranho para mim.- Disse-me o Toupeira sorrindo.

O Toupeira é um Arqueólogo, meu conhecido, que adora escavações. Por isso é que lhe chamam assim. Adora estar encafuado nos buracos desde que encontre por lá alguma preciosidade antiga. Antiguidades é com ele. Por isso fez-me o convite acima. A mim dá-me arrepios ver essas coisas de outros tempos, em buracos tão fundos.Eu também gosto de antiguidades, mas dispenso ter de as ver debaixo do chão.




As Galerias Romanas foram descobertas durante a reconstrução da Cidade de Lisboa após o Terramoto de 1755. Situam-se no subsolo da Cidade e a sua entrada fica na Rua da Prata. A Rua da Prata, anteriormente chamada de “Rua bela da Rainha” situa-se entre a Praça do Comércio e o Rossio. A entrada das Galerias faz-se através de uma abertura no chão dessa mesma rua, mais precisamente no meio da estrada como podem ver na fotografia e onde podem constatar também no vídeo.

Foi em 1959, precisamente no ano em que começaram as obras de saneamento básico, que encontraram as famosas Galerias Romanas. Como consequência foi dada a ordem de exploração e de de pesquisa das ruínas aos Arqueólogos daquela época, nomeadamente ao senhor José Valentim de Freitas que liderou as escavações. Começou assim a ser permitido diversas visitas, apenas para Arqueólogos e Jornalistas cuja única finalidade era a de investigação.

Mais tarde, em 1909, as ruínas Romanas foram totalmente abertas ao público, com a única função de cisterna para abastecer a população local.

Atualmente estas Galerias abrem uma vez por ano para serem visitadas quer por Investigadores, Arqueólogos, Jornalistas como também por turistas e Portugueses interessados na História dos nossos antepassados. História essa que também é nossa.
Devido aos tubos que suportam o esgoto, não é possível visitar todas as galerias. Mas naquelas onde se pode entrar existe uma rede de vários compartimentos de diferentes alturas, tais como: áreas que podem perfeitamente ter sido utilizadas como armazém, arcos de pedra almofadada (uma técnica típica do Império Romano) e galerias de nascentes também chamadas de Olhos de Água.

Esta estranha construção data da primeira metade do século I , depois de Cristo. Segundo os peritos as Galerias foram erguidas sobre uma espessa argamassa Romana colocada sobre a areia.

Na época Romana, estas Galerias serviam como auxílio às actividades Portuárias e Comerciais. Há até quem lhes chame de: “Criptopórticos”, ou seja, construções em forma de abóbada construídas em terrenos instáveis e irregulares de forma a criar uma plataforma de suporte a outros edifícios públicos.

Como curiosidade, talvez não saibam, mas o Aqueduto das Águas Livres está relacionado com essa escavação Romana. Como assim? Eu passo a explicar: O Aqueduto das Águas livres foi construído no reinado de dom João V, no século XVIII, com a finalidade de abastecer a Cidade de Lisboa. Este, teve a sua origem na Freguesia de Caneças, chamada pelos antigos de “Aldeia da Roupa Branca”, e estende-se até ao largo do Rato. O aqueduto foi construído com várias ramificações ou galerias que se estendem por toda a Cidade de Lisboa. Uma dessas ramificações vai dar à galeria dos Olhos de Água da Rua da Prata.

Apenas uma vez por ano as galerias da Rua da Prata abrem ao público. Por quê? Precisamente porque estão inundadas com água o resto do ano. Este facto é benéfico, pois, as águas do tejo preservam as galerias e sustentam a nossa cidade.

Este ano, as Galerias Romanas estão abertas ao público nos dias 28, 29 e 30 de Setembro. Gosta de História? Gosta de Arqueologia? Gosta de Antiguidades? Então de que está á espera para lá ir? Garanto-lhe que vale a pena explora-las!


Jovita Capitão

Título: As Galerias Romanas da Rua da Prata

Autor: Jovita Capitão (todos os textos)

Visitas: 4

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Comentários     ( 12 )    recentes

  • SophiaSophia

    22-04-2014 às 15:13:25

    Não conhecia as galerias romanas, a Rua Direita achou bem interessante seu texto. É bom que dá para se programar, já que têm datas específicas.

    ¬ Responder
  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    30-04-2014 às 23:55:57

    Obrigada!

    Cumprimentos,
    Jovita Capitão.

    ¬ Responder
  • Francisco Madeira

    02-10-2012 às 14:05:18

    belo texto,parecia que estava a ver o local ao vivo,parabéns.

    ¬ Responder
  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    02-10-2012 às 14:55:36

    Obrigada pelo comentário Francisco Madeira.

    Cumprimentos,
    Jovita Capitão.

    ¬ Responder
  • Ana Banha

    01-10-2012 às 16:13:50

    Adorei!!! Muita sorte Jovita... ;-)

    ¬ Responder
  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    01-10-2012 às 17:03:29

    Olá Ana Banha. Muito obrigada pela apreciação.

    cumprimentos,
    Jovita Capitão.

    ¬ Responder
  • Ana Gonçalves

    01-10-2012 às 15:18:34

    Adorei ler um pouco da nossa historia, a minha filha de 10 anos vai adorar de certeza, pois adora tudo sobre historia.

    ¬ Responder
  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    01-10-2012 às 15:59:53

    Obrigada pelo seu comentário Ana Gonçalves!

    Os meus cumprimentos,
    Jovita Capitão.

    ¬ Responder
  • Leonor Abreu

    01-10-2012 às 15:12:44


    Está excelente para dar a ler aos meus filhos de 13 e 14 anos. História e cultura geral escritas duma forma muito clara e nada maçadora ;)

    Gostei muito do texto e revi-me nessa fobia :)

    ¬ Responder
  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    01-10-2012 às 15:21:05

    Obrigada pelo comentário sincero Leonor Abreu!

    Os meus cumprimentos,
    Jovita Capitão.

    ¬ Responder
  • ELMA NERY

    29-09-2012 às 16:17:29

    Belíssimo texto!!!!

    ¬ Responder
  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    01-10-2012 às 01:01:34

    Muito obrigada pela apreciação, cara amiga Elma Nery!

    Os meus Cumprimentos,
    Jovita Capitão.

    ¬ Responder

Comentários - As Galerias Romanas da Rua da Prata

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Martelos e marrettas

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Ferramentas
Martelos e marrettas\"Rua
Os martelos e as marretas são, digamos assim, da mesma família. As marretas poderiam apelidar-se de “martelos com cauda”. Elas são bastante mais robustas e mantêm as devidas distâncias: o cabo é maior.

Ambos constituem, na sua génese, amplificadores de força destinados a converter o trabalho mecânico em energia cinética e pressão.

Com origem no latim medieval martellu, o martelo é um instrumento utilizado para “cacetear” objectos, com propósitos vários, pelo que o seu uso perpassa áreas como o Direito, a medicina, a carpintaria, a indústria pesada, a escultura, o desporto, as manifestações culturais, etcétera, variando, naturalmente, de formas, tamanhos e materiais de composição.

A diversidade dos martelos é, realmente, espantosa. O mascoto, por exemplo, é um martelo grande empregue no fabrico de moedas. Com a crise económica que assola o mundo actualmente, já se imaginam os governantes, a par dos banqueiros, de martelo em punho para que não falte nada às populações…

Há também o marrão que, mais do que o “papa-livros” que tira boas notas a tudo, constitui um grande martelo de ferro, adequado para partir pedra. Sempre poupa trabalho à pobre água mole…

O martelo de cozinha serve para amaciar carne. Daquela que se vai preparar, claro está, e não da de quem aparecer no entretanto para nos martelar a paciência…!

Já no âmbito desportivo, o lançamento do martelo representa uma das provas olímpicas, tendo sido recentemente adoptado na modalidade feminina. Imagine-se se, em vez do martelo, se lançasse a marreta… seria, certamente, mesmo sem juiz nem tribunal, a martelada que sentenciaria a sorte, ou melhor, o azar de alguém!

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