Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Outros > Um Pensar Sobre A Autonomia

Um Pensar Sobre A Autonomia

Categoria: Outros
Um Pensar Sobre A Autonomia

Temos o costume de não agir num determinado momento porque estamos a esperar pelo outro. E não apenas isso, mas de deixarmos o controle de nossa vida à mercê do governo, do chefe, de um outro alguém. Não temos autonomia de ir lá e fazer!

Sofremos com a síndrome da interdependência. Inter significa “dentro” e dependência “precisar de algo, alguém”. Não me refiro no sentido de precisar dos outros, literalmente, pois não tem como viver sem eles. Dependo do padeiro para poder comer pão, dependo do transporte para me locomover, dependo do dinheiro para comprar, comer, estudar. Enfim, nesta vida dependemos uns dos outros. Refiro-me na questão de possuir maior autonomia sobre o que será seu futuro e de ser pró-ativo. É agir sem esperar outro alguém para que eu possa tomar alguma atitude. Isso é autonomia!

A participação cidadã nas questões da sociedade deve estimular a ideia de que não basta cruzar os braços e transferir a culpa para as gestões governamentais. Temos que romper os paradigmas de dependermos do governo, e assumir as decisões de planejamento e desenvolvimento pessoal e com o meio social. Você precisa ter autonomia sobre sua vida e seu futuro e não ficar à mercê do que está a sua volta. Uma sociedade autônoma é formada por cidadãos conscientes e responsáveis com o futuro da coletividade, ou seja, de seu país.

Assumir essa postura de autonomia é ter rédea sobre o que faz com sua vida. Só porque o governo dificulta certas oportunidades acadêmicas ou profissionais, você logo aceita isso e não faz mais nada. Não procura alternativas para fugir do monopólio, é uma delas. Só porque a empresa não dá um aumento significativo, você aceita ficar anos e anos ganhando a mesma miséria. Só porque ninguém faz nada para mudar, você também não o faz!

Não espere sempre pelos outros, pelo governo. Não espere o seu patrão decidir sobre seu tempo de trabalho exigindo que fique no serviço além do que lhe é exigido. Não se submeta a certas falcatruas por medo de perder seu emprego. Não seja dependente de seus sentimentos, emoções. Aja com racionalidade! Tenha autonomia para decidir sobre as questões de sua vida e não ser levado pelas circunstâncias que lhe acontecem.

Depender do governo é não ter autonomia. Nunca devemos nos submeter a isso. Nunca! Não dependa da educação que o governo oferece. Estude em casa, leia livros, tente sempre melhorar nos seus conhecimentos. Depois, você não precisará culpar ninguém. Na verdade, a única culpa será a sua! Ter autonomia é isso: “não culpar ninguém pelo seu insucesso, pelas mazelas”! Você é o autor de sua vida.


Briana Alves

Título: Um Pensar Sobre A Autonomia

Autor: Briana Alves (todos os textos)

Visitas: 0

457 

Comentários - Um Pensar Sobre A Autonomia

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Ler próximo texto...

Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios