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Cuide das suas plantas

Categoria: Bricolage Jardim
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Comentários: 1
Cuide das suas plantas

Ter um jardim, uma horta e um pomar bem cuidados constitui, por vezes, uma elevada factura de água (e ambiental) no fim do mês. Com a alteração climática que se tem vindo a pronunciar mais na última década, os proprietários de espaços verdes tendem a regar mais as suas plantas. Mas será que é esta a atitude correcta, numa altura em que a escassez de água ameaça o equilíbrio dos ecossistemas e a sobrevivência dos humanos? Certamente que não, pelo que deverá aprender a utilizar alguns truques de rega elementares e que vão fazer toda a diferença.

Assim, saiba que, durante o período de Verão, deverá regar as suas plantas de manhã cedo, altura em que o calor ainda não começou a apertar e, desta forma, estará a preparar a planta com o aporte hídrico suficiente para as horas de maior calor. Evite fazê-lo durante as horas de maior calor, pois este favorecerá uma evaporação da água da rega quase imediata, o que não traz quaisquer benefícios nem à planta, nem ao meio ambiente.

Por outro lado, e tendo ainda em vista preocupações ambientais, lembre-se de que continuar a insistir em ter grandes relvados no seu quintal ou outras plantas próprias de ambiente mais húmidos e que requerem regas abundantes e constantes, não é, de todo, uma boa ideia. Assim, procure plantar no seu jardim espécies mais resistentes às secas (festuca e portulaca, por exemplo), que exigem menores quantidade de água e que podem passar longos períodos de tempo sem que seja necessário regá-las. Poderá, também, optar por revestir o chão com casca de pinheiro que, para além do excelente aspecto estético, contribuirá para preservar melhor a humidade do solo.

Em termos de protecção da própria planta, saiba que existem espécies vegetais que não toleram água nas folhas e pétalas das flores. É o caso da violeta, pelo que deverá utilizar um regador de bico, de maneira a canalizar o fluxo de água directamente para a terra do vaso. Já quando estiver a regar (a horta, o pomar, etc.), controle a força do jacto de água, pois um jorro muito forte e direccionado, acaba por danificar as folhas e flores das plantas e retira terra à volta do caule. Deve, pois, colocar o dedo à frente da mangueira e, assim, pulverizar o solo ou, pelo menos, diminuir a intensidade do jorro. Finalmente, tenha em atenção que há plantas e plantas. Significa isto que a quantidade de água que uma planta requer pode não ser igual à das outras. Logo, deverá conhecer as características da população vegetal do seu jardim e, em função disso, agrupar as plantas por zonas, para facilitar os diferentes tipos de rega.

Confie nestes conselhos e obtenha o jardim da sua vida!


Isabel Rodrigues

Título: Cuide das suas plantas

Autor: Isabel Rodrigues (todos os textos)

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Imagem por: Alberto Perdomo

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    16-10-2014 às 23:41:44

    Fantásticas as suas dicas para o cuidados com as plantas. É fundamental seguir conforme as instruções para que não venham a morrer. Adoro cuidar das plantas, elas merecem!

    ¬ Responder

Comentários - Cuide das suas plantas

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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