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Início > Textos > Categoria > Literatura > O Homem Duplicado - E quando a literatura nos faz pensar?

O Homem Duplicado - E quando a literatura nos faz pensar?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Literatura
Visitas: 2
O Homem Duplicado - E quando a literatura nos faz pensar?

E quando a leitura nos faz pensar muito, sem sequer darmos por isso? E se em vez de nos sentirmos apaixonados como quando lemos um romance, nos sentirmos pensativos e damos por nós a colocar questões que nem sequer nos tinham passado pela ideia?

Pois bem, José Saramago tem essa extraordinária capacidade. Se em Portugal somente dois Homens mereceram Nobeis (apesar de muito acharmos que teríamos outros merecedores), José Saramago, vale por muitos. Existe sim senhora, quem diga que é difícil lê-lo, que é chato, que a sua postura os impede de aceitar a sua escrita, mas já tentaram ler as suas obras na sua verdadeira essência??? São únicas, obrigam-nos aquilo a que muitas vezes nos custa fazer – raciocinar.

Nas várias obras que José Saramago já escreveu, muitas são as polémicas que podemos realçar, mas uma define o ser Humano e coloca-nos numa dúvida existencial que nos confunde.

Se é característica do autor fazer-nos avaliar de forma intensa quem somos na realidade e o que nos rodeia, com o livro “O Homem Duplicado”, as intenções triplicam-se.

A história começa quando um homem comum descobre que tem um sósia que é ator de cinema. Alguém rigorosamente igual a si. Pela pesquisa que faz para o descobrir fisicamente e apresentar-se, este comum professor de História comove-se pela sua existência e coloca em causa muitos das sagradas convicções que o acompanharam por toda a sua vida.

A se descobrirem, conhecem-se não só um ao outro, mas à dura realidade que são clones. Instala-se então a incerteza e a revolta de se saber quem é o original e quem é de facto o duplicado.

O turbilhão de emoções que nos leva a pensar se seremos reais ou meras experiências científicas e mesmo até os valores tão pessoais e profundos que colocamos em causa quando somos confrontados com realidades impossíveis de imaginar.

José Saramago habituou-nos à controvérsia e este livro supera-se num mundo em que as palavras ditam as ordens dos livros. Escrito de uma forma envolvente, um livro que se derrete a cada pagina.

Uma escrita que ultrapassa guiões de verdadeiros épicos, tal a descrição de espaços, sensações e personagens, o autor mais uma vez brinda-nos com perfeitas obrigações de pensamentos. Mais que obrigatória, a leitura desta obra marca-nos enquanto Seres. Seremos únicos ou não?


Carla Horta

Título: O Homem Duplicado - E quando a literatura nos faz pensar?

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Imagem por: apesara

Comentários - O Homem Duplicado - E quando a literatura nos faz pensar?

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A história da fotografia

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Fotografia
A história da fotografia\"Rua
A história e princípios básicos da fotografia e da câmara fotográfica remontam à Grécia Antiga, quando Aristóteles verificou que os raios de luz solar e com o uso de substâncias químicas, ao atravessarem um pequeno orifício, projetavam na parede de um quarto escuro a imagem do exterior. Este método recebeu o nome de câmara escura.

A primeira fotografia reconhecida foi uma imagem produzida em 1826 por Niepce. Esta fotografia foi feita com uma câmara e assente numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo, tendo estado exposta à luz solar por oito horas, esta encontra-se ainda hoje preservada.

Niepce e Louis –Jacques Mandé Daguerre inciaram em 1829 as suas pesquisas, sendo que dez anos depois foi oficializado o processo fotográfico o nome de daguerreótipo. Este processo consistia na utilização de duas placas, uma dourada e outra prateada, que uma vez expostas a vapores de iodo, formando uma pelicula de iodeto de prata sobre a mesma, ai era a luz que entrava na camara escura e o calor gerado pela luz que gravava a imagem/fotografia na placa, sendo usado vapor de mercúrio para fazer a revelação da imagem. Foi graças á investigação realizada por Friedrich Voigtlander e John F. Goddard em 1840, que os tempos de exposição e revelação foram encurtados.




Podemos dizer que o grande passo (não descurando muitas outras mentes brilhantes) foi dado por Richard Leach Maddox, que em 1871 fabricou as primeiras placas secas com gelatina, substituindo o colódio. Três anos depois, as emulsões começaram a ser lavadas com água corrente para eliminar resíduos.

A fotografia digital


Com o boom das novas tecnologias e com a capacidade de converter quase tudo que era analógico em digital, sendo a fotografia uma dessas mesmas áreas, podemos ver no início dos anos 90, um rápido crescimento de um novo mercado, a fotografia digital. Esta é o ideal para as mais diversas áreas do nosso dia a dia, seja a nível profissional ou pessoal.

As máquinas tornaram-se mais pequenas, mais leves e mais práticas, ideais para quem não teve formação na área e que não tem tempo para realizar a revelação de um rolo fotográfico, sem necessidade de impressão. Os melhores momentos da nossa vida podem agora ser partilhados rapidamente com os nossos amigos e familiares rapidamente usando a internet e sites sociais como o Facebook e o Twitter .

A primeira câmara digital começou a ser comercializada em 1990, pela Kodak. Num instante dominou o mercado e hoje tornou-se produto de consumo, substituindo quase por completo as tradicionais máquinas fotográficas.

Sendo que presentemente com o aparecimento do FullHD, já consegue comprar uma máquina com sensores digitais que lhe permitem, além de fazer fotografia, fazer vídeo em Alta-Definição, criando assim não só fotografias quase que perfeitas em quase todas as condições de luz bem como vídeo com uma qualidade até agora impossível no mercado do vídeo amador.

Tirar fotografias já é acessível a todos e como já não existe o limite que era imposto pelos rolos, “dispara-se” por tudo e por nada. Ter uma máquina fotográfica não é mais um luxo, até já existem máquinas disponíveis para as crianças. Muitas vezes uma fotografia vale mais que mil palavras e afinal marca um momento para mais tarde recordar.

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Bruno Jorge

Título:A história da fotografia

Autor:Bruno Jorge(todos os textos)

Imagem por: apesara

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    05-05-2014 às 03:48:18

    Como é bom viver o hoje e saber da história da fotografia. Isso nos dá a ideia de como tudo evoluiu e como o mundo está melhor a cada dia produzindo fotos mais bonitas e com qualidade!

    ¬ Responder

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