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Os segredos de uma guitarra

Os segredos de uma guitarra

A guitarra é um instrumento de quatro a doze cordas com um corpo em forma de oito e um braço ao longo do qual as cordas estão tensas.

Este é um dos instrumentos mais ecléticos, uma vez que existe numa multiplicidade de tons e formatos e pode ser adaptada a praticamente todos os estilos musicais.

Há registos de instrumentos parecidos à guitarra desde há cinco mil anos. A cítara romana e o alaúde árabe são outros ascendentes deste instrumento.

Com o passar dos séculos, a guitarra acústica ganhou variações, ditadas de acordo com as características do instrumento, como por exemplo o tamanho e o formato da caixa de ressonância, o comprimento do braço, o tipo de cordas, a abertura frontal ou ainda o próprio tamanho.

Ao escolher uma guitarra, há que ter em conta estes factores. Antes de mais, há que saber adequar o instrumento ao tipo de música que se pretende tocar. Por exemplo, a guitarra de doze cordas, além de ter um método de tocar diferente da guitarra de seis cordas, transmite um tipo de som que poderá não se adequar ao que se pretende. Para dedilhar, existem guitarras que podem não se adequar ao facto de se quererem tocas acordes corridos.

Apesar de já se tocar desde há vários milénios, há sempre segredos que podem ser descobertos e que soam bem ao ouvido…


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Título: Os segredos de uma guitarra

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Imagem por: Яick Harris

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

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