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Bonsai: uma arte milenar

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Bricolage Jardim
Visitas: 32
Comentários: 5
Bonsai: uma arte milenar

Árvore em bandeja é o significado de bonsai em japonês. A prática de colocar plantas em vasos na verdade surgiu com os chineses, mas foram os japoneses que aprimoraram a técnica. Essa técnica consiste em criar uma árvore natural em miniatura, seguindo todos os processos pelos quais a planta passaria se estivesse no seu meio ambiente. Não é só questão de poda e adubação, mas, sobretudo, de habilidade e dom artístico. O resultado é belíssimo e tem atraído muitos adeptos por todo o mundo.

Há bonsais de vários tipos e tamanhos, mas eles seguem três estilos distintos: árvores com um tronco e eretas, árvores com tronco composto e raízes aparentes e árvores com o tronco direcionado para baixo. Esse tipo de jardinagem requer tempo e dedicação. Mas quando se começa a praticá-la o resultado é incontestável: beleza artística e equilíbrio emocional.

Com os cuidados adequados um bonsai pode viver muitos anos, sendo passado de geração a geração. É o culto à natureza dentro de casa. Mas como manter uma árvore de grande porte dentro de um vaso? Alguns cuidados básicos são necessários. A planta deve receber água frequentemente, deixando-a úmida, numa quantidade equilibrada. A luz deve ser da mesma forma proporcionada à planta; nem muita luz, nem a falta de luminosidade. É importante proporcionar luminosidade igual para toda a planta. Terra e fertilizantes são os componentes que também garantirão, junto com a água e a luz, o belo desenvolvimento de um bonsai. A terra deve ser densa e os fertilizantes controlados. Buscar informações sobre a poda também é fundamental. A cada período de dois anos é recomendável que o bonsai mude de reservatório e tenha suas raízes podadas. É a poda que garante a escultura da planta e que a mantém em menor proporção, além de ser a marca própria do bonsaísta.

Para os interessados em iniciar nessa arte milenar oriental há vários cursos que dão as informações necessárias para a prática dessa técnica. Alguns atributos também são relevantes para quem quer aventurar-se nessa arte natural. Sensibilidade, percepção e paciência são as características que os bonsaístas devem ter para que um bonsai fique saudável e bonito. Para os amantes de bonsais, a prática serve como hobby ou terapia.

O resultado é uma obra de arte que também serve de decoração. Contudo é preciso estar atento ao adquirir um bonsai de que há espécies que não são indicadas para o interior da casa, mas sim para o jardim. Também é imprescindível observar muito a planta a fim de identificar quando ela não está bem ou por ventura ataques de parasitas, muito comuns, já que o bonsai é uma planta natural. É indicado, para a aquisição de um bonsai, tomar cuidado com a real procedência desta planta ou arbusto. Não são raros os casos de plantas de porte menor ou ainda plantas novas em fase de crescimento serem vendidas como bonsais. Os bonsais mais belos são aqueles com tronco grosso e com aparência envelhecida e copa densa e de um verde intenso.

Bonsais são sinônimos de interação entre o homem e a natureza. Prova de carinho, atenção e dedicação. É possível se passar horas observando um bonsai, seu crescimento, seu formato, sua beleza. Essas plantas são prova da longevidade e da ação do tempo em nossas vidas. Cuidar de um bonsai é alimentar a sensibilidade.


Rosana Fernandes

Título: Bonsai: uma arte milenar

Autor: Rosana Fernandes (todos os textos)

Visitas: 32

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Comentários     ( 5 )    recentes

  • Briana AlvesBriana

    12-10-2014 às 13:19:22

    Um bonsai em casa é maravilhoso! Visto ser uma arte milenar traz grandes benefícios e cuidados especiais. É muito bom ter um bonsai.

    ¬ Responder
  • Selma

    25-10-2012 às 20:02:58

    meu bonsai de cipreste esta lindo, de repente amarelou e acho que morreu.Existe salvação ou devo mantê-lo bem aguado para ele vivificar?

    ¬ Responder
  • ROGÉRIO DIAS

    14-10-2012 às 02:22:55

    NÃO SÃO APENAS 3 ESTILOS.
    Formal Direito
    (CHOKKAN)
    Um tronco direito,vertical, que se prolonga até o topo da árvore e vai afunilando uniformemente da base até ao ápice. Este estilo é mais apropriado e associado às Coníferas Bonsai.

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    Informal Direito
    (MOYOGI)
    Este é o estilo de Bonsai mais comum. O tronco efetua uma série de curvas que começam na base e continuam até o ápice numa escala decrescente. Este surge habitualmente associado ao afunilamento uniforme. Utilizando em árvores coníferas ou de folha larga.

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    Inclinado/Oblícuo
    (SHAKAN)
    Está é uma variante dos estilos formal e informal direitos.
    O tronco está inclinado naturalmente ou para a direita ou para a esquerda .
    As coníferas e as espécies de folha larga podem ser tratadas dessa forma.
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    Vassoura
    (HOKIDACHI)
    De todos os estilos de Bonsai, é o mais autentico na semelhança ás árvores. O tronco é direito. Os ramos abrem-se em leque (bifurcando-se) para formar um dossel cupuliforme e simétrico. É melhor confiná-los às espécies de folha larga.

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    Semicascata
    (HAN-KENGAI)
    Este estilo imita uma árvore na orla de uma montanha. Os ramos mais baixos caem em cascata, abaixo da borda do vaso. É vulgarmente utilizado para coníferas e, por vezes, para espécies de folha larga.

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    Cascata
    (KENGAI)
    Inspirado na imagem de uma árvore presa á superfície de um penhasco, o seu ponto inferior, neste estilo, deve cair á baixo da base do vaso. Este estilo (bem como os estilos semicascata ) dão-se melhor se forem plantados em vasos mais fundos do que largos. É melhor utilizá-lo em coníferas, visto que as espécies de folha larga podem enfraquecer nos seus pontos mais baixos.
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    Estilos não Clássicos

    Varrido pelo Vento
    (FUKINAGASHI)
    O nome diz tudo. É provavelmente o estilo mais difícil de criar com algum êxito. A árvore de parecer estar numa encosta exposta a uma erosão do vento e não como se fosse cair. Pode ser usado para todas as espécies de árvores.

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    Raízes Expostas
    (NEAGARI)
    Semelhante ao “Raízes na Rocha!”, mas sem rocha, este estilo dramático é raro, visto ser difícil de criar e, conseqüentemente, é bastante apreciado.

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    Madeira Flutuante
    (SHARIMIKI, SABAMIKI)
    Um estilo abstracto, baseado em árvores de montanha que tiveram partes de casca arrancadas pelos elementos da natureza ou por doença. Áreas de madeira flutuante (“DRIFTWOOD”) (Shari), descoradas com sulfato de cal, imita o crestado provocado pelo Sol e contrastam, com beleza, com a folhagem.

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    Literati
    (BUNJINGI)
    Recebe o nome de um grupo de sábios chineses que o instituíram. Este estilo implica uma simples conífera com um tronco delgado e folhagem mínima. Representa uma árvore que em tempos se encontrava na ora de uma floresta , mas que agora é a única que aí permanece. É apropriado para coníferas; habitualmente usado nos pinheiros.

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    Plantado na Rocha
    (ISHITSUKI)
    É como uma paisagem em miniatura. Uma rocha grande tem cavidades, naturais, ou feitas pelo homem, mas quais são plantadas as arvores.
    As árvores são moldadas de acordo com as suas posições relativas na falsa montanha. Por questões de escala, funciona bem com as coníferas.

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    Tronco em Aspiral
    (Bankan)
    Um estilo não-natural que envolve um tronco artificialmente espiralado ou torcido. Outrora comum na China, está hoje praticamente extinto. Qualquer espécie pode ser destruída por este estilo lhe ser aplicado.

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    Floresta
    (YOSE- UE)
    Pode ser usada qualquer quantidade de árvores, desde que tenham linhas harmoniosas e diferentes espessuras de tronco. Até perfazer uma dúzia, é mais fácil trabalhar números impares de árvores a partir daí, é indiferente. No entanto, espécies com folhas pequenas oferecem melhores resultados.

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    Raízes na Rocha
    (SEKIJÔJU)
    Imita uma árvore á crescer na orla rochosa de um curso de água, onde grandes caudais provocaram erosão do solo e expulsara, as raízes, que estão agarradas à rocha. Espécies coníferas ou de folha larga, com raízes fortes e grossas são as melhores.

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    Aglomerado
    (NETSUNAGARI, IKADABUKI)
    Árvores tombadas podem sobreviver se se enterrarem no solo novas raízes a partir do tronco. Os primeiros ramos crescem para cima para formar novos troncos. Esta forma deve seguir o critério dos estilos de floresta. Podem ser utilizadas árvores de folha larga ou coníferas.
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    Tronco Duplo
    (SÔJU)
    Este estilo implica um tronco maior e outro menor, juntos na base. Se os troncos estiverem separados, trata-se do estilo conhecido como “mãe e filho”. O termo japonês permanece o mesmo para ambos os estilos de troncos aos pares.
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    Plantação em Grupo
    (KABUDACHI)
    Este imita o fenômeno natural , que por vezes ocorre quando uma árvore morre ou é derrubada. Novas hastes brotam do tronco e crescem juntas e em simultânea na base. São utilizadas árvores de folhas largas porque não há muitas coníferas que renasçam de tocos antigos.
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    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    09-09-2012 às 18:04:49

    O bonsai é um elemento muito interessante para ter em casa. Contudo, não é uma planta normal que nós temos em casa. Os bonsai são mais sofisticados, sendo indicados para colocar em cima dos móveis. Todavia, são muito mais exigentes. Eu já tive um, mas após um ano começou a ficar sem folha e a secar, e morreu mesmo. Fiquei muito triste, até porque são caros. Até hoje não sei o que aconteceu.

    ¬ Responder
  • Alisson PereiraAlisson Pereira

    02-01-2010 às 14:02:34

    Preciso que lguem me de umas dicas de como cuidar de uma bonsai.

    ¬ Responder

Comentários - Bonsai: uma arte milenar

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Os receptores digitais são instrumentos que têm a função de receber sinal por via de canais digitais.

De acordo com a sua função, estes canais poderão ser satélite ou por cabo. Actualmente, já existem bastantes serviços de televisão por cabo que funcionam apenas com estes receptores, uma vez que é através deles que se consegue ter acesso não só aos canais de serviço, mas também a pacotes codificados.

O serviço de recepção de canais por satélite é um sistema independente para o qual é necessário ter um disco receptor satélite de modo a poder ter canais digitais fora dos serviços prestados pelos operadores de televisão digital.

Este instrumento permite que os próprios ecrãs sem tecnologia digital passem a usufruir desta através destes receptores. No entanto, a melhor qualidade só é garantida com um ecrã já com esta tecnologia.

Os receptores digitais permitem também aceder a uma multiplicidade de serviços, desde que devidamente configurados. Por exemplo, com estes receptores, é possível aceder a menus específicos de pausa de emissão para depois ser continuada, de serviços on-demand ou acesso a portais específicos, entre outros.

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    04-06-2014 às 06:53:28

    Gostei dos receptores digitais. Bom texto abordando isso.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

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