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Visite o Delta do Danúbio na Roménia

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Alojamento
Visitas: 2
Visite o Delta do Danúbio na Roménia

A Europa de Leste tem apresentado, nos últimos anos, uma abertura sui generis ao mundo. Diversos são os fatores que estão na base deste facto, mas o certo é que a cultura e as maravilhas destes países começaram a despertar a atenção e o interesse de muitos habitantes de outras latitudes.

O Delta do Danúbio, por exemplo, está repleto de vida natural. Estende-se por cerca de 1400 quilómetros quadrados e constitui uma reserva da biosfera, possuindo os mais variados habitats e servindo de abrigo a milhares de espécies de fauna e flora. É ainda detentor de um vasto mosaico de canais, lagos, canaviais e florestas, aos quais de pode aceder por barco consubstanciando uma experiência única e inesquecível. Afinal, não é todos os dias que se faz um safari de barco através de canais, rios e lagos!...

Outras atrações podem constar de pesca desportiva (carpas, perca, peixe-gato, dourada, …), a degustação de vinhos em vinhedos próximos (ou do brandy de ameixa, no Anglers Bar), caminhadas pela mata local, visitas aos mosteiros de Saon e Cocos, à aldeia de Periprava (onde os nativos vivem em casas de argila) ou à colónia de aves de Purchelu, aulas de caiaque, uma viagem arqueológica ao Isaccea, jantares temáticos, palestras acerca da Natureza, noites de fogueira, entretenimentos popular tradicional e um esplêndido pôr do sol a bordo de um cruzeiro no Danúbio.

O Delta Nature Resort, situado em terreno considerado como património mundial e a 300 quilómetros de Bucareste, possui magníficas vistas sobre o Delta do Danúbio, para além de uma deslumbrante contemplação das paisagens selvagens em redor. No seu restaurante, que prima pela elegância, é possível degustar o tão famoso caviar Beluga (simplesmente o melhor do mundo, segundo os entendidos), soberbos menus cosmopolitas (à base de ingredientes frescos naturais), ou uma refeição ao ar livre, no terraço do restaurante, “bebendo” do esplendor da Natureza.

O ambiente do Bar dos Pescadores é igualmente acolhedor e descontraído, e ostenta uma impressionante coleção de vinhos e licores irresistíveis. Uma bebida depois do jantar cai sempre bem, sobretudo na companhia de amigos.

Nos momentos mais tranquilos, pode entrar-se na biblioteca, com uma imensa panóplia de livros raros sobre História Natural, pesca, arte e cultura, e também de mapas e de abundante material de referência sobre o Delta do Danúbio.

A história desta região remonta ao ano 657 a.C., data em que, perto dali, se estabeleceram os primeiros humanos. Os mosteiros históricos dão conta disso mesmo e as provas de vinhos reportam ao Império Romano.

Frequentemente referido como um dos melhores segredos guardados da Europa, o Delta do Danúbio é um destino de férias que inspira tanto o viajante de lazer, quanto o naturalista puro, o ornitólogo e o mero curioso.


Maria Bijóias

Título: Visite o Delta do Danúbio na Roménia

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 2

634 

Imagem por: Lip Kee

Comentários - Visite o Delta do Danúbio na Roménia

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Imagem por: Lip Kee

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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