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Evite o sedentarismo!Partique desporto

Categoria: Desporto
Comentários: 2
Evite o sedentarismo!Partique desporto

Praticar desporto é algo que toda a gente devia fazer ou, pelo menos, experimentar. Nem todos terão aptidão, talento, gosto ou capacidade para as mesmas modalidades, mas a panóplia de escolha é tão vasta que isso não constitui desculpa para ocultar a preguiça e o comodismo.

Assiste-se a jogos e outras competições nos estádios ou pela televisão e fica-se com uma certa inveja dos atletas de alta competição, pois, embora pareça simples o que eles fazem, quando se tenta imitá-los a frustração é inevitável. Porque é que uma pessoa se cansa tanto a correr um bocadinho e o Obikwelu, qual Speedy Gonzalez, aparenta estar fresco que nem uma alface depois de tanto esforço? E será que os jogadores de futebol têm algum GPS nas sapatilhas para conseguirem chutar de forma tão certeira, colocando a bola onde querem? E porque é que a nossa raqueta de ténis falha, enquanto a da Sharapova acerta quase sempre? É simples… Falta de treino!

De facto, além das extraordinárias qualidades, as estrelas desportivas não se coíbem de dar o corpo ao manifesto, treinando arduamente várias horas por dia. Isto não seria suficiente para um “leigo” alcançar a meta dos 100 metros em menos de dez segundos, mas praticar desporto é útil para aliviar o tão badalado stress e para agilizar todos os nossos mecanismos, contribuindo, deste modo, para uma vida mais saudável.

Desde que o Homem deixou de ter necessidade de caçar, lutar contra rivais, cultivar para comer, e levar a cabo outras actividades físicas de sobrevivência, acomodou-se ao seu dolce fare niente (o doce fazer nada), tornando-se, de repente, num sedentário crónico: “caça-se” no talho, “luta-se” por um cargo de destaque no emprego, “cultiva-se” nos restaurantes ou até no sofá da sala quando se encomenda uma pizza. A questão é que o sedentarismo traz problemas associados, entre os quais se incluem a obesidade, complicações cardiovasculares, diabetes, …

Em determinadas situações, como a de um cão furibundo a perseguir-nos, é que se vê o jeito que dá estar em forma. Um gorducho que mal é capaz de levantar o seu peso com os braços, dificilmente escapará à fúria do animal, enquanto um desportista que salta um muro como quem desce uma escada se porá rapidamente a salvo. Quem diz fugir a um cão raivoso, diz apanhar um gatuno ou… o autocarro!

Substitua o “desporto” da televisão, dos jogos de computador e do conforto do maple por uma verdadeira disciplina corporal. Estabeleça o seu plano de treinos, de acordo com as suas circunstâncias e/ou limites pessoais, mas mexa-se! Não perca a carreira da vida…



Maria Bijóias

Título: Evite o sedentarismo!Partique desporto

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • Rafaela CoronelRafaela

    10-10-2014 às 15:08:14

    Sinto-me mal quando fico um bom tempo sem me exercitar! É um hábito que adquire ao longo do tempo e gosto bastante. Praticar um desporto em qualquer fase da vida é muito importante, pois o corpo e a mente precisa ser trabalhada e exercitada. Temos que evitar com todas as forças o sedentarismo.

    ¬ Responder
  • Adriana SantosAdriana dos Santos da Silva

    14-09-2012 às 15:29:53

    Gosto de me exercitar sempre que possível. Fico muito mais disposta, com ânimo maior e me deixa mais livre e solta. O sedentarismo tem ocasionado diversas doenças no mundo inteiro, ela é um mal terrível na vida das pessoas, temos que ir contra ela. Com o cansaço, fadiga do trabalho e acúmulo de atividades, não se sobra tempo para exercitar-se, é aí que está o perigo. Temos que criar o hábito de ao menos caminhar.

    ¬ Responder

Comentários - Evite o sedentarismo!Partique desporto

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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