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Início > Textos > Categoria > Automóveis > Mini Cooper é o meu - E o teu?

Mini Cooper é o meu - E o teu?

Categoria: Automóveis
Comentários: 17
Mini Cooper é o meu - E o teu?

Lembro-me perfeitamente da primeira vez em que conduzi um carro sozinha, por incrível que pareça já passaram dez anos.

Tal como a maioria dos jovens, não via hora de fazer 18 anos para poder tirar a carta de condução. A parte teórica, apesar de ser uma verdadeira “seca” lá a consegui fazer sem nenhuma dificuldade, embora confesse que existem certas matérias que não têm nenhum fundamento de se aprender.

As aulas de condução também não foram conflituosas e depressa as despachei. Logo na primeira aula, o meu instrutor deixou-me dirigir o carro e eu senti-me a pessoa mais importante do mundo. O pior foi aquando do exame de condução, que me pressionavam constantemente para “pagar” a carta e eu inocentemente não acendi, como tal, já era mais do que sabido que me iriam reprovar injustamente, o que aconteceu.

Recordo-me que estupidamente deve ter sido dos dias em que mais chorei na vida. Mas ganhei forças e lá fui de novo. Consegui passar e comecei logo a meter-me em aventuras com um carro que o meu padrinho me tinha oferecido, o meu fantástico Renault 5 vermelho.

Da primeira vez que peguei nele, deixei-o ir abaixo frequentemente e já stressada, evitava parar nos semáforos, sim confesso, passei alguns sinais vermelhos, mas a verdade é que se parava o carro, não sabia controlar e lá ia abaixo. Foi uma verdadeira aventura e o que me parecia ser difícil, depressa se tornou uma coisa inata, em que deixei de pensar, hoje meto mudanças de forma quase inconsciente, como se fizesse parte de mim.

Todos os dias lá ia eu a caminho da faculdade, dando boleia a mais 4 colegas. Nunca vou esquecer os bons momentos que passámos no meu R5. O mais hilariante era quando a manete das mudanças saltava e lá andava tudo de cabeça baixa à procura dela. Já para não falar de quando a porta bagageira abria sozinha, sempre que ultrapassava os 100 quilómetros/hora. Sim, porque aquele carro chegou a atingir os 150 kms/h, embora ainda haja quem duvide.

Entretanto, quando me comecei a sentir mais confiante na condução, comprei um Citroen Saxo e lá me desfiz do meu R5. Com este novo carro era diferente, sempre muito cuidadosa com receio de o estragar, porém apanhei grandes sustos nele, tendo-me despistado por cinco vezes. Farta de tantos despistes e totalmente desiludida com o carro, comprei o carro que tenho agora, um Renault Clio. Faz um ano desde que fiz esta aquisição e tenho a dizer que estou muito contente, nunca me deixou ficar mal.

Apesar de já ter 11 anos, é um carro de confiança e certamente não o irei trocar tão depressa. É certo que não é um “maquinão”, mas também não é isso que procuro num carro. Para mim, um automóvel tem que nos servir bem, sem que nos faça escravos dele. Seria inconcebível para mim ter um carro que me fizesse ter que perder tempo com cuidados, é verdade que sou desleixada e que me esqueço de encher os pneus de ar, de verificar o óleo, de meter água no limpa pára-brisas, mas adoro o meu carro e não o trocaria por nada. Bem, trocaria-o pelo carro dos meus sonhos, aquele carro que me corta a respiração e que me faz pensar em ir contra as minhas regras e quem sabe pedir um empréstimo para o comprar…

Até agora estou a ser forte e sei que não devo ficar escrava de um carro, muito menos que devo contrair uma dívida para concretizar um capricho. Confesso novamente: sou apaixonada pelo Mini Cooper… Mas também quem não o é?!



Catarina Guedes Duarte

Título: Mini Cooper é o meu - E o teu?

Autor: Catarina Guedes Duarte (todos os textos)

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Comentários     ( 17 )    recentes

  • SophiaSophia

    22-04-2014 às 16:20:07

    Para se aprender a dirigir, um mini cooper é até grandioso. A vontade é tão grande mesmo, que um automóvel, por menor que és, é bem válido!

    ¬ Responder
  • Carla HortaCarla Horta

    07-10-2012 às 22:42:46

    Catarina, qual de nós não passou por todas as aventuras que aqui partilha. Desde o estudo e o nervosismo da parte teórica, à fantástica sensação de ver um aprovado no livrete da escola quando a parte prática está também ultrapassada. Pontos de embraiagem em carros a gasolina quando "ensaiamos" em carros a gasóleo é uma verdadeira aventura. O seu texto partilha uma história com a qual todos nos identificamos, até na paixão pelos minis.

    ¬ Responder
  • Wallace RandalWallace Randal

    06-10-2012 às 17:20:46

    Boa tarde Catarina Guedes Duarte, tudo bem? Achei bem interessante você ter contado sua experiência com carros! De fato, achar o carro certo é uma questão bem pessoal. Depende dos gostos da pessoa, do que ela está procurando em um automóvel, e até do estilo de direção. E é verdade, os adolescentes são loucos pra fazer 18 e ganhar a tão sonhada carta! Ela representa acima de tudo a liberdade de condução e pensamento.

    ¬ Responder
  • Wallace RandalWallace Randal

    06-10-2012 às 17:20:34

    Boa tarde Catarina Guedes Duarte, tudo bem? Achei bem interessante você ter contado sua experiência com carros! De fato, achar o carro certo é uma questão bem pessoal. Depende dos gostos da pessoa, do que ela está procurando em um automóvel, e até do estilo de direção. E é verdade, os adolescentes são loucos pra fazer 18 e ganhar a tão sonhada carta! Ela representa acima de tudo a liberdade de condução e pensamento.

    ¬ Responder
  • Wallace RandalWallace Randal

    06-10-2012 às 17:19:59

    Boa tarde Catarina Guedes Duarte, tudo bem? Achei bem interessante você ter contado sua experiência com carros! De fato, achar o carro certo é uma questão bem pessoal. Depende dos gostos da pessoa, do que ela está procurando em um automóvel, e até do estilo de direção. E é verdade, os adolescentes são loucos pra fazer 18 e ganhar a tão sonhada carta! Ela representa acima de tudo a liberdade de condução e pensamento.

    ¬ Responder
  • Anne TeixeiraAnne Teixeira

    05-10-2012 às 16:32:02

    Eu não tenho carro ainda, mas acho lindo esses carros pequenos, ainda mais pra mulheres.São práticos e fáceis de estacionar. Bem diferente daqueles sedans imensos.Outra coisa é que com tantos carros nas ruas fica difícil manobrar entre eles, e os compactos são excelentes pedidas nessas situações.Os meus preferidos são os esportivos, mas como esses não são indicados pra cidades (brasileiras em especial), melhor um compacto mesmo.

    ¬ Responder
  • Ruben GonçalvesRuben Gonçalves

    02-10-2012 às 17:32:33

    Todo o carisma que o Mini possui, fez dele um dos carros mais importantes da história automóvel. Conseguiu sempre manter o seu lugar e acompanhar a evolução tecnológica. Ter um Mini diz algo sobre nós e ao contrário do seu nome, tem um enorme espírito de vencedor.

    ¬ Responder
  • Ruben GonçalvesRuben Gonçalves

    02-10-2012 às 17:26:22

    O Mini Cooper é sem dúvida um carro fantástico, mas certamente a nossa vida irá ser mais divertida se conseguirmos adquirir a versão S. O Mini Cooper S é efetivamente o meu carro de eleição mas para quem prefira pagar um valor inferior a versão mais comum também é muito interessante.

    ¬ Responder
  • Adriana SantosAdriana dos Santos da Silva

    02-10-2012 às 07:13:53

    Hoje em dia está mais difícil em se tirar a carteira de motorista. As exigências são maiores, muitas pessoas não passam nas provas práticas e isso deixa qualquer pessoa triste, zangada. Mas, quando passamos há uma sensação maravilhosa e super feliz, afinal não é todo mundo que consegue passar. Até eu que nem sei dirigir, gostaria de ter um mini cooperh, mas tudo tem seu tempo, a minha hora vai chegar. Bem interessante seu texto.

    ¬ Responder
  • Lucas SouzaLucas Souza

    01-10-2012 às 18:42:13

    Olá Catarina Guedes! Muito legal as suas aventuras com o mini Cooper, realmente interessante. Eu também estou em busca do meu primeiro carro, fazendo economias para engordar o “porquinho”, eu e minha namorada. É uma grande realização a compra de um carro, pois ele pode trazer conforto e tranqüilidade, levando todos aos lugares queridos para passeios diversos nas férias. Parabéns pelas suas aventuras, lendo seu texto da mais vontade ainda de adquirir um carro logo!

    ¬ Responder
  • Nilson EmpreendedorNilson Uemoto

    01-10-2012 às 06:24:21

    Dirigir é um dos maiores prazeres que tenho e sou apaixonado por carros,rachei de rir das suas aventuras de iniciante no trânsito com medo do carro ir abaixo.O primeiro carro que nós possuímos a gente nunca esquece, a adrenalina de sair dirigindo por aí te dá uma sensação de liberdade incrível.Quanto a contrair dívida para comprar um carro que deseja não recomendo pois carro não é investimento, ele desvaloriza muito e nao vale a pena

    ¬ Responder
  • Gabriela TorresGabriela Torres

    26-09-2012 às 02:59:18

    Para quem gosta de carros pequenos,acho que o mini cooper é a melhor opção.Consome pouca gasolina,é versátil,moderno e bem atraente.O preço também não é muito caro.Acredito que tem várias qualidades bem atrativas.

    ¬ Responder
  • Adriana SantosAdriana dos Santos da Silva

    25-09-2012 às 17:00:06

    Tentei uma vez também tirar minha carteira, porém, não por causa do teste , provas práticas, mas porque o prazo expirou. Não levei a sério, talvez fiz mas por uma simples emoção. Hoje se pudesse voltar levaria com todas as minhas forças, até conseguir, pois ele é muito útil. Gostaria muito de ter um mini cooper, simplesmenteé lindooo...mas deve-se tomar cuidado com aquilo que queremos, pois nem sempre é possível e não podemos nos endividar.

    ¬ Responder
  • Sofia NunesSofia Nunes

    22-09-2012 às 20:50:42

    Senti-me inspirada pelo seu texto porque vou começar, brevemente, as aulas de código. Tenho 21 anos e deixei arrastar este momento porque, embora aprecie automóveis, acho as estradas um lugar perigosíssimo, que me inspira muito receio. Para além disso, a própria experiência de tirar a carta deverá ser causadora de alguns nervos. Estarmos conscientes de que a cada chumbo teremos de pagar um valor extra é uma grande pressão, muitas vezes difícil de controlar.

    ¬ Responder
  • leonardo santosleonardo santos

    23-05-2009 às 17:28:12

    Depois de várias tentativas, pela foto, só sobrou a chave do carro, he, he...

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoanonimo

    14-04-2009 às 23:28:47

    Caro jovem. Continue a tentar tirar a carta de condução. Não desista de poder conduzir o seu automóvel. Ter viatura prória dá liberdade de movinentação. Acredite em si. Voçe consegue tirara a carta de condução. Eu também tive de repetir 2 vezes e agora , maravilha. Sinta inspiração neste excelente texto e conduza um Mini Cooper.

    Acelere, e,..olhe em frente!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoJorge gido

    14-04-2009 às 20:49:38

    Chumbei 4 vezes a tentar tirar a carta. Odeio automoveis. Parece que não me consigo concentrar. Estou sempre a bater no carro da frente. Não uso os travões do carro. E no final o instrutor diz me sempre o mesmo:

    - Sr. Jorge gido não olhe para as meninas!

    ¬ Responder

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Ler próximo texto...

Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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