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Viva o luxo na vida selvagem em Montana, Estados Unidos

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Alojamento
Comentários: 2
Viva o luxo na vida selvagem em Montana, Estados Unidos

Os Estados Unidos, enquanto uma das maiores potências económicas a nível mundial, até no coração da selva são capazes de oferecer banhos quentes (com o piso da casa de banho igualmente aquecido), caves de vinhos, jacuzzi, pratos gourmet e, inclusive, caviar. Papoose Creek Lodge é um bom exemplo da coabitação do luxo com a vida selvagem, em pleno Vale do Madison, no estado de Montana.

Artefactos indígenas encontrados indicam que este vale é habitado por humanos desde há dez mil anos, havendo vestígios de uma civilização misteriosa, de um acampamento de índios nómadas, e de um barranco íngreme destinado à caça de búfalos. O urso branco parece ter convivido de forma pacífica com estas gerações de que dão conta os restos arqueológicos, assim como com os colonos europeus que entretanto ali chegaram. É o que se poderia apelidar de boa vizinhança…

Aqui, e na atualidade, a educação ambiental é levada tão a sério como qualquer outro aspeto do negócios das pousadas. Todos os visitantes podem participar da “ciência do Ambiente” (bastando informar-se junto de qualquer membro da equipa de colaboradores) e contribuir para programas de filantropia. O objetivo é sair com uma maior consciência ambiental, assim como com uma apreciação acrescida pela fauna, pelo clima e pela terra, reconhecendo a sua interligação com o comportamento humano. O que se pretende é “contagiar” a paixão pela sustentabilidade numa atmosfera agradavelmente ecológica, que jamais descuida os esforços de conservação local, a preservação do espaço aberto e a ajuda à comunidade do Vale do Madison.

É possível percorrer os prados com vaqueiros experientes, fazer uma viagem de canoa com guias de ecologia numa dos lagos das proximidades (havendo boas probabilidades de se deparar com um alce, um coiote, uma águia, um urso ou um veado) ou, se o desejo for no sentido de saborear um pouco do Oeste, viajar de carroça até um pitoresco ribeiro e jantar grelhados na brasa. Uma relaxante apresentação naturalista à noite constitui um excelente digestivo. Outras oportunidades proporcionadas incluem cavalgadas, pesca, caminhadas, observação de pássaros, excursões guiadas e… a possibilidade de dormir com o gado!

As temperaturas podem apresentar amplitudes consideráveis durante o dia e no período noturno, pelo que munir-se de roupas em camadas (a chamada “cebola”) é o ideal.

De salientar que é costume plantar-se uma árvore em homenagem a cada ecoturista que se desloque a estas paragens. Trata-se de uma estadia com frutos que perduram a posteriori…!


Maria Bijóias

Título: Viva o luxo na vida selvagem em Montana, Estados Unidos

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Imagem por: Tadeu Pereira (Ted)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • SophiaSophia

    21-04-2014 às 17:11:02

    Nem parece que exista esse lugar natural como em Montana nos Estados Unidos, realmente a Rua Direita fica a pensar sobre conhecer tal lugar. Muito interessante saber disso!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoIsa

    20-04-2014 às 10:25:36

    Gostei muito deste texto- Viva o luxo na vida selvagem em Montana, Estados Unidos

    ¬ Responder

Comentários - Viva o luxo na vida selvagem em Montana, Estados Unidos

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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