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O maior desafio de uma mulher

Categoria: Relacionamentos
Comentários: 3
O maior desafio de uma mulher

Uma mulher moderna, segundo os conceitos atuais, tem que trabalhar fora, andar bem maquiada, estar sempre bem disposta, não pode faltar o salto alto, ser a perfeição em pessoa.

Mas na realidade esse modelo exemplar existe, essa mulher realizada sempre com um sorriso diante das desavenças da vida é real, é feliz?

Quando uma mulher toma coragem de sair do trabalho e assumir a direção da casa, enfrentar o dia a dia que, para uns, parece tão sem graça e entediante, ela se torna uma aberração.

Mas quem fez essa escolha conscientemente sabe que ser uma dona de casa pode ser mais emocionante e desafiador do que todas as outras escolhas feitas ao longo da vida.

E eu não estou mencionando aqui o emocionante fato de estar presente no dia a dia de seus filhos mas do grande desafio e coragem que é necessário de decidir abrir mão da profissão, dos seus ganhos mês a mês, e principalmente de encarar as pessoas ao redor e sua reação quando você diz que é dona de casa. Estou mencionando o preconceito contra a dona de casa.

É triste ver que, numa sociedade que se diz ser tão liberal e atual, nós, mulheres não temos a liberdade de fazer essa escolha sem ser olhada quase com maus olhos por essa mesma sociedade que afirma que hoje a mulher tem mais direitos. A ironia desse fato está em que tendo tantos direitos garantidos, estão tentando tirar este que eu posso dizer, com certeza é tão nobre e distinto quanto o direito de trabalhar fora.

De todas as lembranças da minha infância, em todos os momentos, nas pequenas descobertas do dia a dia, nos pequenos e grandes conflitos, nas doenças, nas alegrias a lembrança mais constante é a minha mãe, rindo comigo, aflita comigo, radiante mas sempre, comigo.

Mas o que temos de enfrentar se fazemos essa escolha?Preconceito,discriminação e mesmo assim vale a pena cada um desses insultos ao ver o sorriso de um filho e acompanhar seus primeiros passos e o decorrer de seu desenvolvimento.

Por isso eu acredito que o maior desafio para uma mulher nos dias de hoje é contrariar a todos e assumir o leme desse maravilhoso barco que é sua vida, sua família e transformar o lugar onde habita em um verdadeiro lar cercado de cuidados, carinho e amor.


Claudia Reinoço Machado

Título: O maior desafio de uma mulher

Autor: Claudia Reinoço Machado (todos os textos)

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • Adriana SantosAdriana Santos

    07-12-2015 às 23:14:19

    Olá, Claudia! Gostei demais do teu texto referindo ao maior desafio de uma mulher e concordo com você. É uma sociedade que está tão perdida no conceito de valores, direcionamento no pensar que cavam o próprio abismo. Mulheres que estão cada vez mais frustradas, tristes, revoltam-se com poucas coisas e essas mesmas ditam-se como independentes e feministas cheias de direitos. A dona de casa merece respeito, mas hoje não se vê mais isso. Temos que refletir mesmo! Abraços!

    ¬ Responder
  • Claryssa

    16-11-2015 às 19:20:35

    Muito interessante este ponto de vista.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoclaudia

    19-11-2015 às 12:47:21

    espero que seja útil,obrigada pelo comentário

    ¬ Responder

Comentários - O maior desafio de uma mulher

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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