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Com o pincel na mão

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Ferramentas
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Comentários: 1
Com o pincel na mão

Quando se fala em pincéis, podemos falar e pensar sobre uma quantidade de utilidades que estes utensílios de pequenos bigodes nos podem oferecer.

Pincéis para pintar um quadro são de uma extraordinária variedade. Numerados, para uma melhor adaptação aos trabalhos, conseguem fazer traços e riscos, mais grossos ou mais finos, mais vincados e marcados ou subtis.

Também na maquilhagem se usam pincéis. De pelo curto para os olhos, e mais farfalhudo para as maças do rosto, estes pincéis têm a característica de serem sempre muito, muito suaves. Existem ainda pincéis para limpeza, pequenos ou parecidos com escovas, mas os pincéis são objetos que nos trazem à lembrança obras e pinturas lá de casa.

Sabe-se à partida que é mais rápido pintar uma parede com um rolo, mas para os cantos e cantinhos, um pincel é o ideal. Existem no mercado uma variedade extensa de pincéis, mas basicamente dividem-se em duas categorias: - os pincéis chatos e os pincéis redondos.

Dentro da categoria dos pincéis chatos, encontramos por exemplo as trinchas, o pincel plano, o leque ou a língua de gato. Como o nome indica, estes pincéis são chatos, planos, servindo exatamente para obter um trabalho mais rápido pela forma com que espalham a tinta.

Os pincéis redondos têm a característica de ter os pelos mais longos e esguios, apresentando-se de forma mais arranjada e estética. Brocha ou batedor, de ponta fina ou grossa, os pincéis redondos são muitas vezes preferidos pela forma como retém mais tinta do que outros pincéis.

Também os pelos dos pincéis podem dizer muito sobre eles. O nome utilizado para estes pelos característicos é cerdas. As cerdas podem ser naturais ou sintéticas. As cerdas naturais são na sua maioria utilizados no envernizamento ou nas tintas mais fortes como as conhecidas tintas de esmalte. As cerdas naturais deixam poucas marcas de pincel, pelo que em trabalhos que as tintas são mais espessas, é imprescindível o seu uso.

As cerdas sintéticas são normalmente utilizadas em tintas à base de água. Relativamente ao cabo do pincel, escolha sempre e impreterivelmente os cabos de madeira. Evite a todo o custo os cabos de plástico ou os cabos pintados.

Para a remoção da tinta dos pincéis, utilize água com abundância. Na eventualidade de ter utilizado uma tinta à base de verniz ou de óleo, utilize diluente também com abundância. Se for necessário, deixo o pincel de molho, mas nunca demasiado tempo, pois pode corroer as cerdas.

Cuide dos seus pincéis e torne-se num verdadeiro artista.


Carla Horta

Título: Com o pincel na mão

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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621 

Imagem por: uhuru1701

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    04-05-2014 às 04:21:16

    Quanta utilidade podemos ter com os pincéis, não é mesmo? Graças a Deus que eles existem para facilitar a nossa vida.

    ¬ Responder

Comentários - Com o pincel na mão

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Imagem por: uhuru1701

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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