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Cuidado com a chuva

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Desporto
Visitas: 16
Comentários: 1
Cuidado com a chuva

As bicicletas costumam ser uma companhia habitual no fim de semana ou ao fim do dia, quando necessitamos de repor energias (mentais) com uma certa urgência. Pedalar sem destino traçado e durante tempo indefinido constitui um imenso prazer para muitas pessoas. Contudo, a chuva é uma realidade aparentemente incompatível com o ato de pedalar. Andar de bicicleta pressupõe liberdade e fruição do meio que nos rodeia e, evidentemente, bem-estar. Mas, para muitas pessoas, chuva também tem todos estes significados e caminhar sob a mesma pode resultar também num momento muito agradável. Portanto, por que não aproveitar para pedalar um pouco num dia chuvoso?

Ao fazê-lo, todavia, deverá observar algumas regras e cuidados específicos. Desta forma, deverá, sempre que possível, evitar aguaceiros fortes e esperar alguns minutos, pois estes costumam prolongar-se por pouco tempo. Acaba por ser mais habitual (e seguro) pedalar com o piso molhado e chuva miudinha do que sob fortes temporais. Depois, quando se sentir preparado para iniciar a marcha, saiba que, com o piso molhado, existem determinadas zonas do pavimento mais escorregadias e, consequentemente, mais perigosas. São elas as zonas pintadas do alcatrão (passadeiras, por exemplo), os troços da estrada pavimentados com paralelos e os carris dos elétricos. Ao passear sob a chuva, deverá também evitar travar com o travão dianteiro, já que uma queda estará quase certamente assegurada se o fizer – o travão da roda traseira é a melhor opção, nomeadamente nas curvas. As travagens também deverão ser feitas do modo mais suave possível, para evitar perigosas e súbitas derrapagens.

Por outro lado, pense nos guarda-lamas da sua bicicleta. Deverão acompanhar a roda na maior extensão possível, para acautelar possíveis salpicos para o rosto e costas do ciclista. Se os não possuir (como acontece com as bicicletas de montanha), procure instalá-los, pois a condução ser-lhe-á muito mais facilitada. Finalmente, tenha em atenção o seu vestuário, que se deverá adequar à ocasião. Pode optar por uma capa ou por um casaco impermeável (que proteja os braços, o tronco e as coxas) e por umas calças impermeáveis justas (para não impedir o normal pedalar). Em relação à cabeça, acautele-se, pois muitos capuzes prejudicam a visão lateral e podem mesmo provocar acidentes. O melhor será optar por um chapéu impermeável (panamá). Os sapatos podem também ser impermeáveis ou cobertos com um plástico (neste caso tenha em atenção a boa aderência aos pedais). De qualquer modo, os impermeáveis provocam sempre a subida da temperatura corporal, pelo que também deve ter cuidado com este pormenor e manter um ritmo moderado de pedalada.

Equipe-se a rigor e… bons passeios à chuva!

Isabel Rodrigues

Título: Cuidado com a chuva

Autor: Isabel Rodrigues (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • paulopaulo

    12-02-2011 às 22:55:32

    Boas dicas obrigado

    ¬ Responder

Comentários - Cuidado com a chuva

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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