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Desabafo de uma cidadã inconformada

Categoria: Segurança
Visitas: 3
Comentários: 1
Desabafo de uma cidadã inconformada

Diante de tantos questionamentos e também da situação em que se encontra nosso país atualmente, senti a necessidade de extravasar minha indignação.
Dias atrás fui assaltada, não levaram meu celular, tablet ou carteira, levaram algo que vai levar anos para mim ter de volta, algo que faz com que cada vez que me olho no espelho, me faz lembrar dessa invasão, pois sim roubaram meu cabelo.

E junto com ele foi mais um pouco da minha esperança na humanidade, da minha esperança em uma sociedade totalmente decadente que está se perdendo em brigas e jogadas políticas e se desgraçando cada vez mais aos olhos do mundo.

Os olhares de todos estão focados na crise governamental que está acontecendo lá em Brasília e se esquecendo que por aqui a vida continua, a segurança, a educação, a saúde e muitas outras necessidades básicas foram colocadas em segundo plano, e acontece que quem sofre é o povo.

Me pergunto se todos voltassem para ver ao seu redor o que está acontecendo, eu não teria sido poupada dessa situação horrível. Fui drogada, roubada, e ainda tenho pesadelos com a hora que percebi que meu cabelo já não estava mais lá, porque independente do motivo do roubo, seja para comprar drogas ou leite para um filho faminto, isso diz muito para onde tudo está se encaminhando, sim acredito que a situação está tão grave que em breve seremos uns contra os outros na busca pela sobrevivência, mas nada justifica a perda da integridade, da moral e dos bons costumes, e principal a perda de respeito pelo próximo, ainda mais quando o mesmo se encontra vulnerável.

Mas antes de me render ao inconformismo, ouso tentar mais um pouco, ouso apelar para os que ainda tem um coração honrado e bom para que olhe ao redor tente fazer algo para melhorar a situação do pequeno espaço em que vive, pois como disse Steve Jobs “Os loucos que acham que podem mudar o mundo, são os que efetivamente o fazem”.

Não estou falando em pessoas indo às ruas, ou se reunindo para discutir a política, estou dizendo que se cada um conseguir fazer a sua parte sem tentar puxar o tapete do outro, nossa situação seria diferente e estaríamos olhando para um quadro mais suave em vez dessa mistura confusa de brigas, roubos, mortes, ameaças, corrupção e mentiras.

Sejamos realistas, o povo está assustado, acredito que muitos já chegaram na casa do desespero, mas se todos perderem a razão e esquecerem o bom senso, pense onde que vamos parar? Como nação, como povo, como família, como pessoas? Que tipo de valores ensinaremos, ou acreditaremos? Sim quero que cada um se questione, e pare de olhar tão longe e passe a agir em favor do que ainda está ao seu alcance.


Clarissa Reinoco Machado

Título: Desabafo de uma cidadã inconformada

Autor: Clarissa Reinoco Machado (todos os textos)

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10 

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Claudia Reinoço Machadoclaudia

    22-04-2016 às 10:50:39

    gostei do texto e é bom poder desabafar de vez em quando .

    ¬ Responder

Comentários - Desabafo de uma cidadã inconformada

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Fine and Mellow

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Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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