Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Outros > Sabia que a Crise Tem Vantagens?

Sabia que a Crise Tem Vantagens?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Comentários: 4
Sabia que a Crise Tem Vantagens?

Aposto que ficou espantando com o tema deste texto. Vantagens na crise? É provavelmente para si uma ideia disparatada e sem qualquer sentido. Fica até com a ideia de que pensar que a crise tem vantagens é um atentado a quem está a sofrer por causa dela. Pois bem, deixe-me dizer-lhe que a intenção não é de todo ofender, mas sim chamar a atenção para factos importantes que são positivos na vida de cada um, perante a luta diária a que todos estamos sujeitos.

Se olharmos para a nossa vida há 7 ou 8 anos atrás, verificamos que qualquer necessidade que tivéssemos era imediatamente aniquilada com qualquer coisa comprada numa loja. Mesmo que a necessidade não fosse um bem material, comprar qualquer coisa na loja melhorava qualquer buraco negro que se abrisse no nosso peito.




Este é um dos aspetos mais importantes nas vantagens de uma crise. O reconhecermos que existem pequenas coisas que nos podem preencher e termos a capacidade de nos adaptarmos. Naturalmente que qualquer mudança na nossa vida, se o poder de compra baixou, não é bem recebida, mas até que ponto não devemos nós aceitá-la e adaptarmo-nos aos tempos que mudaram? Estamos a ganhar de novo a capacidade de mudança e de adaptação e apesar de neste momento julgar mau, a médio e a longo prazo, estes sentimentos vão trazer-lhe um “calo” muito importante e muito sábio para o resto da sua vida.

Também a capacidade de ajudar. Já reparou que uma calamidade gera voluntariado? Pois numa situação de crise, ao contrário do que se possa imaginar, as pessoas não se escondem. Existe um maior espirito de entre-ajuda e de conhecer melhor o vizinho, o amigo ou o conhecido. Partilhar, ajudar e ter a vontade de procurar ajuda são aspetos importantes durante uma crise. Já reparou que as campanhas do “Banco Alimentar contra a Fome” têm uma maior adesão em alturas de crise? Isto quer dizer qualquer coisa, certo?

O espirito de união cresce e descobrem-se truques e tradições há muito esquecidas. Pedem-se conselhos aos avós que viveram na Primeira Grande Guerra e sabem os truques da ração contada e os jogos de tabuleiro com os filhos na vez novos jogos de computador, são algumas das adaptações a que estamos sujeitos e que acabamos por aceitar.

A educação dos nossos filhos vai sair mais valorizada. Acredite que sim. Os seus futuros netos vão ouvir contar histórias sobre esta crise e a forma como você a ultrapassou. Os seus filhos vão dar valor a pequenas coisas quando estavam na linha errada da direção do consumismo desmedido.

Uma crise financeira é sempre difícil de ultrapassar e as noites sem dormir causam mossa, mas no final de contas e a médio ou longo prazo vão existir mazelas que não mais do que experiência que fortalece e educa. Não olhe a crise como uma sentença de morte e enfrente-a. Afinal, parece que ela estará por cá ainda durante uns tempos.


Carla Horta

Título: Sabia que a Crise Tem Vantagens?

Autor: Carla Horta (todos os textos)

Visitas: 0

606 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 4 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    31-07-2014 às 02:34:47

    Certamente! Acredito que as vantagens de viver numa crise gera uma reflexão do que realmente é importante na nossa vida e o que é desnecessário. Aprendemos muito com a crise e que possamos nos autoanalisar e mudar nossos costumes que tem nos afetado financeiramente. O melhor mesmo é viver com pouco e de modo simples.

    ¬ Responder
  • Teresa Maria Batista GilTeresa Maria Batista Gil

    17-09-2012 às 12:34:51

    Concordo com o texto quando faz algumas referências às vantagens de uma crise.Na verdade as crises são bastante desagradáveis e sempre existiram ao longo da História.No entanto elas podem ser um reflexo dos exageros e consumismo em demasia, que não ajudam nada o planeta. Pelo contrário é um modo de degradá-lo e destruír.Longe vão os tempos que se produzia para consumo próprio. Não era muito agradável, mas havia mais união e o planeta estava harmonizado.

    ¬ Responder
  • Carla HortaCarla Horta

    16-09-2012 às 23:24:47

    cara Sofia, quando digo que pode ter vantagens é no sentido de mudarmos ideologias e principalmente vícios absurdos. vivermos de forma diferente e adoptarmos medidas que julgávamos não existir. Dar valor a pequenas coisas por exemplo. Naturalmente que nenhuma crise é boa e muito menos viver com migalhas é bom e concordo plenamente consigo quando fala em efeitos perversos, mas há que ter esperança e mais do que isso lutar sem desanimar.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoSofia Nunes

    12-09-2012 às 12:05:00

    Não considero que exista qualquer vantagem pessoal associada ao momento de crise que vivemos. Uma crise que se adivinha tão duradoura só pode ser nefasta. A falta de trabalho e a consequente perda de autonomia têm efeitos perversos sobre os seres humanos, difíceis de ultrapassar. Existem, isso sim, formas de tentarmos minimizar os efeitos que esta péssima conjuntura económica exerce sobre nós. Estamos a presenciar um importante momento histórico, mas de bom grado o dispensaríamos.

    ¬ Responder

Comentários - Sabia que a Crise Tem Vantagens?

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

Pesquisar mais textos:

Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios