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Início > Textos > Categoria > Imóveis Arrendamento > A Lei da roupa do vizinho

A Lei da roupa do vizinho

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A Lei da roupa do vizinho

Problemas com a vizinhança são comuns. Barulhos, lixo depositado no caixote do prédio quando este ainda não se encontra na rua, discussões, atritos e confusões são comuns.

Resolver situações chatas com um vizinho pode ser complicado. Tentamos resolver com simpatia, diplomacia e muito, muito cuidado, mas nem sempre as nossas expectativas são cumpridas e o vizinho não.

Se o barulho pode ser resolvido muitas vezes e em situações já caóticas com a intervenção de uma força de autoridade, saiba que existem situações tão enervantes quanto o barulho dos saltos altos da vizinha de cima às 7 da manhã de um Domingo de descanso.

A roupa da vizinha pode sempre incomodar.

Imagine que compra uma casa com vista para o rio. Daquelas casas recuperadas à traça, em que estendais ainda são permitidos. Uma casa com vista é sempre valorizada e é sempre, sempre mais cara.

Agora imagine que pela manhã, decide desviar as cortinas para fazer entrar um sol radioso na sua sala e se depara com uma vista às bolinhas amarelas e cor-de-rosa, com tato de flanela com borbotos, a cheirar a uma verdadeira aldeia da roupa branca. Pois é mesmo verdade. A vista sobre o sol a refletir no rio, foi substituída pelos lençóis que a sua vizinha de cima decidiu estender bem corrido, de forma a que não vê mais nada se não as ditas bolinhas a cheirar a sabão azul e branco.

Imagine agora que em vez do sol estar radioso, está a fazer uma ventania do outro mundo e que os tapetes da sua vizinha (que adora lavar tudo o que tem em casa) batem permanentemente na sua janela durante todo o dia e toda a noite.

Bem, como primeira solução, o melhor será falar com a sua vizinha. Tente explicar-lhe que ela não deve tapar-lhe a entrada de sol na sua casa e que todos temos direito (direito legal) a ele. Explique-lhe que o tapete bate insistentemente na sua janela e que além de correr o risco de os partir, o barulho não o deixou dormir toda a noite.

Se mesmo assim não consegue dissuadi-la, existem pequenos truques que pode fazer. Prenda uma ponta do lençol à sua janela ou estique-se e com a ajuda de umas molas, encolha-lhe a roupa dobrando-a ligeiramente.

Nunca, em caso algum deverá estragar a roupa à dita senhora, pois como deverá calcular, tal é ilegal, mas se não consegue de maneira nenhuma resolver a coisa, lá terá de pedir ajuda às autoridades.


Carla Horta

Título: A Lei da roupa do vizinho

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Imagem por: Ernst Vikne

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Comentários     ( 10 )    recentes

  • Sónia

    22-03-2017 às 17:06:44

    O meu estendal da roupa é exterior, fixado na parede do edifício, já existia quando comprei o apartamento. Recentemente a vizinha que mora no andar de baixo, colocando-se no parapeito da janela e esticando-se puxou um lençol de banho e um lençol, deixando-os no chão do estacionamento, estes não estavam a tapar a janela, situação sempre assegurada por mim, quando estendo a roupa. Esta situação pode ser punida criminalmente?

    ¬ Responder
  • jose silva

    26-03-2016 às 11:07:22

    Bom dia
    Moro numa casa alugada, 1º andar, e os vizinhos do r/c decidiram colocar um plástico a fazer de toldo, preso no topo da caixilharia de alumínio da marquise, que cobre todo o quintal.
    O problema é por causa disso não consigo estender roupa tao comprida como umas calças de ganga sem que toquem no plastico e se sujem.
    Já falei c/ senhorio, diz que não pode fazer nada porque esta dentro dos limites do outro inquilino e o mesmo esta irredutível em retirar o dito plastico.
    Existe algrigadoo que possa fazer? ob

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    05-05-2014 às 06:09:13

    O diálogo sempre é a melhor saída em qualquer momento da vida, então, a Rua Direita sugere que haja sempre uma conversa. Essas situações acontecem, são inevitáveis e por isso, a boa conversa é fundamental!

    ¬ Responder
  • gloria

    16-04-2014 às 17:11:25

    isto e um problema mesmo dos português , falta de cultura , falta de saber viver , falte de respeito pelas outras pessoas , porque não tem educação nenhuma , cheguei ainda a pouco num imóvel já avisei a vizinha e estou sempre incomodada com os lençóis dela , ate parece que as portuguesas não sabe fazer outra coisa que limpezas ,vivem como os ciganos , vou tentar ter paciência mais algum tempo , visto que comprei este apartamento para renovar e depois vender , mas sinceramente faz bairro de ciganos

    ¬ Responder
  • Ezequias

    20-02-2014 às 02:12:48

    Boa noite,Mudei recentemente para um apartamento térreo num condomínio antigo, e logo nos primeiros dias notei que um ou dois vizinhos desce e estende roupas na janela do meu quarto tirando toda minha privacidade,já falei com eles procurei a imobiliária e nada,a cena se repete.
    O quê fazer?

    ¬ Responder
  • Rui Fernandes

    23-01-2014 às 21:56:02

    O meu vizinho de cima engraxa os sapatos a janela sacude tapetes , toalha de mesa , esfregona com lixívia, e eu com roupa estendida.
    É roupa estragada são lavagens da roupa novamente, já falei com ele umas poucas vezes já chamei a policia já fiz queixa ao condomínio e continua já não sei o que fazer .
    Será que me podem ajudar .

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoElvira

    24-07-2012 às 09:39:46

    Na rua da minha mãe é um nunca mais acabar de lençois estendidos até abaixo que tapam as janelas dos vizinhos de baixo. Ao Sábado os estendais enchem-se de tal maneira que até tapam fachadas. Acho que se leva demasiado a sério estas questões. Tanto burburinho quando a roupa só ali fica algumas horas.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoFrancisca

    23-07-2012 às 11:19:16

    A minha vizinha de cima tinha o habito de bater tapetes cheios de cotão e pó a qualquer hora do dia. Falei com ela, mas nada feito. A dita vizinha até me acusou de ser pouco higiénica pois eu não sacudia tapetes. Eu expliquei-lhe que os aspirava e que era uma falta de respeito o que ela fazia, pois quando eu tinha as janelas abertas, o pó e o cotão dela entravam para a minha casa. Apesar da conversa, ela não mudou o habito e decidi fazer queixa na policia municipal. A senhora foi intimidada, mas eu não quis seguir com o processo enquanto testemunha. O susto valeu a pena pois ela aprendeu a lição e da minha casa já se ouve o barulho do aspirador vindo do andar de cima.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoMaria João

    23-07-2012 às 11:18:50

    A minha vizinha de cima também tinha esse habito. Estendia tudo até abaixo. Falei com ela e apesar de não gostar muito da conversa, apresentei logo uma solução. Pedi-lhe que se estendesse os lençois e a roupa comprida de forma a tapar-me a janela, que o fizesse na extremidade da corda. Assim, a senhora continua a estender como quer, mas a mim deixou de me incomodar da mesma forma, pois pouco ou nada me incomoda agora. Sei que existe uma lei que proíbe as pessoas de taparem a janela dos outros, mas não sei bem qual é. Eu consegui resolver tudo a bem, mas conheço situações muito complicadas com vizinhos que se julgam donos dos prédios.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoBruno

    19-07-2012 às 11:46:04

    Tive uma situação destas no meu prédio. A minha vizinha de cima tinha por habito estender os lençois todos esticados de forma a que quando eu abria a janela, os ditos entravam-me pela casa adentro. Em dias de ventania então era um martírio. Falei com a Senhora em questão e o resultado foi desastroso. Começou a discutir (aos berros literalmente) e a dizer que estendia onde queria e como queria e que eu não gostasse que muda-se de casa. Vi logo que não resultaria tratar das coisas de forma diplomática, pelo que me enchi de coragem e sujei propositadamente os vidros com manteiga. A roupa dela ficou intragável. Cheia de manchas e pior é que depois de seca a gordura nos tecidos, duvido que ela tenha conseguido tirar as nodoas. Quando ela veio falar comigo, eu disse-lhe que se ela quisesse, ela que muda-se de casa, pois eu fazia dos meus vidros aquilo que quisesse. Assunto resolvido.

    ¬ Responder

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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