Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Outros > O Sobreiro e a Cortiça

O Sobreiro e a Cortiça

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Visitas: 30
O Sobreiro e a Cortiça

É do conhecimento geral que a cortiça é um produto proveniente do sobreiro. Mais concretamente, é uma camada exterior à casca da árvore.

Fiquei recentemente aparvalhada com a informação de que há quem pense que se anda a abater sobreiros para lhe extrair a cortiça.

Venho aqui esclarecer, para quem ainda não sabe, que não se faz tal atrocidade.

A extração da cortiça é feita em árvores vivas e sãs. Quando as árvores estão doentes, a cortiça não sai facilmente, não se solta. Muitas vezes sai em pedaços pequenos (chamados tacos) e algumas vezes sai com a casca da árvore. Esta cortiça tem muito menos valor.

Em árvores mortas, a cortiça sai sempre com casca.

Um sobreiro demora cerca de 40 a 60 anos, quando não mais, para se poder “amansar”, isto é, tirar a cortiça virgem (a primeira cortiça), que não tem grande valor.

Depois só se pode voltar a tirar cortiça passados, no mínimo, 9 anos. É proibido por lei retirar cortiça com menos de 9 anos.

Há quem prefira fazer tiradas de 10 em 10 anos, obtendo assim uma cortiça um pouco mais grossa.
Já se está a ver que, não se pode abater as árvores para as explorar. Isso era matar o negócio pois ninguém iria plantar sobreiros para, com sorte, só ter rendimento de 49 em 49 anos. E a madeira do sobreiro não é também de grande valor.

A época da cortiça (altura em que se a tira) é de maio a agosto, mas as condições atmosféricas é que mandão. Em anos de seca, as árvores “fecham” e não é fácil tirar, havendo mesmos sobreiros que não largam a cortiça. Se se forçar. Esta vem com a casca agarrada, diminuindo a sua qualidade e ferindo a árvore.

Também é preciso ter em conta a tipologia do terreno. Em terrenos soalheiros (voltados ao sol). A cortiça começa a “dar” e a “fechar” mais cedo. Em lugares sombrios, as árvores tem mais “vício” pelo que “dão” mais tarde.

A forma de tirar cortiça tem a sua arte e, apesar de haver muitos tiradores, poucos são os que realmente percebem da arte. É necessário ter uma mão muito certa para que os cortes saiam perfeitos. Têm de “sentir” a cortiça por baixo do machado para não darem golpes fundos e ferirem a árvore nem pouco profundo, não cortando a cortiça.

Para se ser um bom tirado é necessário gostar do que faz, da sua arte. Não é fácil andar todos os dias, cerca de 8 a 9 horas diárias, muitas vezes sem fins de semana, com um machado que pesa cerca de 6 quilos na mão.

Um bom tirador não fere a árvore, tira a cortiça em canudos e quando não é possível em pranchas. Quanto maiores forem melhor. Cada canudo ou prancha pode atingir os 15 quilos facilmente. Havendo maiores.

Por fim, faz-se uma pilha com a cortiça. Empilhar também tem a sua técnica. Uma boa pilha favorece a cortiça. Uma má tilha tira-lhe qualidade.

A mesma cortiça empilhada de duas formas diferentes pode ter valores muito diferentes. Pode ser a diferença entre o lucro e o prejuízo.

A pilha é a apresentação, a montra, o cartão-de-visita do vendedor.

Felizmente o sobreiro em Portugal é uma árvore protegida.

O Sobreiro é um Símbolo Nacional.


Isabel Trigo

Título: O Sobreiro e a Cortiça

Autor: Isabel Trigo (todos os textos)

Visitas: 30

791 

Comentários - O Sobreiro e a Cortiça

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Os descendentes de Eça

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios