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Carimbos autotintáveis

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Carimbos autotintáveis

Os carimbos parecidos com os que utilizamos hoje surgiram em 1305 como uma criação do Rei português D. Diniz. Segundo ele, na época, para a validação de documentos oficiais, era necessário que tabeliães portugueses autenticassem os documentos com selos ou carimbos típicos de cada vila ou cidade na presença de cinco testemunhas. Esses carimbos continham o nome da vila ou cidade, o nome do Rei D. Diniz e símbolos reais. Os carimbos ficavam com um bom nomeado pelo rei com a reputação de ser um homem bom. Este homem deveria, para obter tal função, jurar fidelidade ao rei sobre os Santos Evangelhos. Contudo a ideia de marcar para dar autenticidade é bem mais antiga. Não há como determinar exatamente quando foi criada, mas nos tempos antigos adquiriu até a forma de anéis que lacravam documentos reais. Era através deste lacre ou selo ou ainda carimbo, como hoje denominamos, que o receptor de cartas e documentos verificava a veracidade dos dados.

Como todos os avanços tecnológicos, este objeto evoluiu na sua forma, peso e finalidade. Hoje o carimbo serve para reconhecer, dar prova ou autenticar informações contidas em documentos legais. Ou ainda adquire várias formas e finalidades diferentes. Atualmente qualquer pessoa pode adquirir carimbos para objetivos distintos e não somente fins legais. Entretanto a ideia do que estes selos contêm ainda é a mesma de muitos anos atrás. O que se espera sempre de um carimbo é a veracidade dos dados, sejam eles textos, números ou imagens.

Os carimbos de grande sucesso hoje são os autotintáveis ou automáticos ou ainda autotintados. Eles são máquinas pequeninas que permitem inúmeras impressões rápidas. Incorporada a cada carimbo já está a almofada. Esses tipos de carimbos permitem milhares de impressões, daí sua praticidade e funcionalidade. Dependendo do objetivo do carimbo ele adquire tamanhos variados. Os carimbos autotintáveis podem ser apresentados em várias cores e dimensões em proporção ao número de linhas desejados.

As marcas que produzem esses carimbos são muitas e cada uma delas possui códigos e características para seus carimbos autotintáveis. Os dizeres podem ser de uma a várias linhas de acordo com o desejo do cliente. É possível acrescentar o logotipo da empresa, foto, caracteres de qualquer tipo de fonte, números e data nos carimbos. Eles possibilitam, em algumas marcas, cinqüenta mil impressões, sem carregamento de tinta. Muitas empresas confeccionam os carimbos via encomenda e entregam no endereço do comprador. Há vários sites de material de escritório, vendas on-line que anunciam este tipo de carimbo. Além disso lojas de material de escritório também fornecem carimbos.

Rosana Fernandes

Título: Carimbos autotintáveis

Autor: Rosana Fernandes (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • joelmajoelma

    17-12-2011 às 00:40:24

    gostaria de saber se vcs vedem carimbo a prova d agua .vendo produtos comgelado ,e preciso datar.

    ¬ Responder
  • Fátima VivasFátima Vivas

    01-11-2010 às 17:08:09

    Gostaria que me ajudasse. Tenho um carimbo autotintável exausto. Já quase não carimba. Posso colocar alguma tinta nele, ou é necessário trocá-lo por um novo?
    Cumprimentos
    Fátima Vivas

    ¬ Responder

Comentários - Carimbos autotintáveis

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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