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Buquê de Noiva

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Eventos
Buquê de Noiva

Muitas curiosidades e mitos cercam o buquê de noiva. Desde o seu surgimento, na Roma Antiga, quando o consórcio do matrimônio passou a ser aplicado, o buquê foi solicitado à cerimônia como talismã, para garantir felicidade à noiva, na nova fase de sua vida. Nesta época, o arranjo era de temperos e ervas, com o propósito de afastar a inveja e o mau-olhado.

Nos dias atuais, as crendices que cercam o adereço resvalam para as convidadas. Propaga-se que, ao fim da cerimônia, a noiva deve repassar a sua sorte, atirando o buquê. E ele deverá ser atirado de costas, evitando qualquer predileção. A sorte recairá para a mulher que alcançá-lo e, se ela for solteira, no prazo de um ano também contrairá o matrimônio.

Além destas superstições, várias convenções foram impostas ao buquê, inclusive sua composição e formatos, que obedecem à observação de horários da cerimônia, modelos dos trajes da noiva e seu tipo físico, além de pressupor significados abstratos.
Tradicionalmente, os buquês redondos se adéquam às cerimônias matutinas e vespertinas. Idealiza inocência e juventude, e segue regras de tamanho, que não deve ultrapassar os 35cm de diâmetro, e a composição com botões de rosas. Indicado para mulheres de estatura mediana a alta.

A cascata é desenhada pelas flores, formando um triângulo, e permite maior diversidade. É mais solicitado nos casamentos à noite, em virtude de sua sofisticação. Traduz sentimento de firmeza, sendo apropriado para mulheres pequenas.
A braçada se compõe por flores de hastes, como copos-de-leite e lírios. É conduzido “debruçado” nos braços da noiva. Deve-se atenção ao tamanho, para que não esconda detalhes do vestido. Não está restrito a horários, mas, pela manhã, requer flores silvestres.

As cores do buquê também se relacionam ao horário. Cerimônias noturnas pedem flores claras, e as matinais exigem tons escuros, para que possam sobressair. A mesma regra vale na combinação das cores e tons da roupa, maquiagem e decoração do ambiente.
Trajando dourado, o buquê pode trazer “chuva de ouro”, rosas amarelas ou laranjas, e lírios.

Girassóis e flores do campo serão perfeitos em casamentos campestres. Rosas chá e orquídeas brancas pedem trajes de tonalidades fortes. Para o vestido branco, rosas vermelhas e aveludadas se destacarão soberbamente.

Assuma a escolha do buquê. Cuide da harmonia com seu próprio visual. Deixe-se guiar pelo instinto, impregne sua personalidade a este adereço, e chegue à cerimônia linda, exuberante, triunfante! Mas, sobretudo, feliz.


Hediene

Título: Buquê de Noiva

Autor: Hediene Hediene (todos os textos)

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Imagem por: quinn.anya

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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