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Alguns recantos e encantos de Sintra

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Viagens
Visitas: 6
Comentários: 5
Alguns recantos e encantos de Sintra

Sintra está desde sempre na minha vida como um dos meus lugares especiais. Embora seja alfacinha de gema, tenho uma ligação familiar bastante forte com o concelho de Sintra, particularmente, na freguesia de Colares, tendo sido aqui que comecei a compreender o conceito de “terra” – aquela terra onde se nasce e de onde se sai para a cidade grande, fazer pela vida, e onde se volta nalguns fins de semana ou nas férias, para onde se sonha voltar de vez, um dia, talvez para gozar uns anitos após a aposentação. Às vezes, diz-se que quem nasceu na cidade não tem terra. Com os anos, acho que adotei Sintra como a minha terra.

É um excelente ponto de passeio, pertinho da capital. É apreciado por muitos, que designam a visita a Sintra por “voltinha saloia”. Não faltam pontos de interesse, quer na sede de concelho, quer nas freguesias adjacentes.

Na vila, pode começar-se por uma visita ao Paço, das grandes chaminés cónicas. Sítio de histórias e lendas, justifica, por si só, uma ida a Sintra. Nas imediações do Paço da Vila, por entre umas ruas estreitas, chegamos à Piriquita, onde nos podemos deliciar com uma grande diversidade de doces e bolos regionais. Os meus prediletos são mesmo os travesseiros.

Seguindo uma estrada onde passamos pelo Lawrence (referido inúmeras vezes n’Os Maias do Eça; tido como o mais antigo hotel da Península Ibérica), encontramos a Quinta da Regaleira, com os seus símbolos enigmáticos e espaços supostamente ligados a rituais iniciáticos da esfera da Maçonaria. Mais à frente, pode apreciar-se o Jardim de Seteais.

Subindo a serra, passamos por jardins e lagos que a arte do século XIX quase fez parecer naturais. Temos, no topo, o Palácio da Pena, com a sua arquitetura de formas, estilos e cores diversificadas, ao gosto do rei consorte D. Fernando II. Ao lado, o Castelo dos Mouros, muralhas duma fortaleza tomada pelo movimento de D. Afonso Henriques rumo à Praça de Lisboa, e que serviu, já nos finais do século XX, de cenário a o filme As Viagens de Guliver (tal como o Palácio de Monserrate, outro dos encantadores lugares a visitar, à beira Galamares). Ainda pelos recantos da serra, pode visitar-se o Convento dos Capuchinhos, aglomerado de celas minúsculas, quase como colmeia, a que os ingleses chamaram convento de cortiça, pela utilização deste material como revestimento de tetos, portas e janelas. Voltando à vila, podemos passar pela fonte mourisca, mesmo à beira da estrada – um romântico cenário para aquelas fotos que servem “para mais tarde recordar”.

Rumamos ao mar e a zonas já sobejamente conhecidas, como a localidade das Azenhas do Mar, corajosamente construída nas falésias e encostas à beira mar, a Praia das Maçãs, a Praia Grande, a Praia da Adraga com o seu arco característico (e que também serviu de cenário ao filme baseado no conto de Jonathan Swift) e, continuando para sul, mas já pelo topo das falésias, vamos desembocar ao Farol do Cabo da Roca, “Onde a terra acaba e o mar começa”, como disse Camões; onde mar, terra e céu se encontram para deslumbrar e quase tirar a respiração; onde o forte vento do norte tira mesmo os cabelos do seu alinho, havendo que se ter cuidado para que não arraste mais nada consigo, para além da dignidade capilar!

A Roca pode servir de remate ao passeio. Mas ainda há muito mais para ver e conhecer. Muitas “voltinhas saloias” se poderão dar, antes que se esgotem os motivos de interesse e os encantos a descobrir no concelho de Sintra. E para os mais românticos, ficam as razões para voltar e apreciar a magia e o deslumbramento, vezes sem fim!


Paulo c. Alves

Título: Alguns recantos e encantos de Sintra

Autor: Paulo c. Alves (todos os textos)

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Comentários     ( 5 )    recentes

  • Yuri SilvaYuri

    29-09-2014 às 14:38:49

    Muito lindo sua discrição sobre recantos e encantos de Sintra. Já quero conhecer esse lugar tão belo.

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    20-04-2014 às 17:01:20

    A Rua Direita acredita que deve ser um lugar realmente muito bonito.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoBelinha

    29-10-2012 às 14:23:44

    Fiquei cotagiada pela magia que o texto transmite,ao vivo deve ser de encantar.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoxico

    27-10-2012 às 23:08:44

    boa , mesmo super bem, sabe bem ouvir falar da minha Sintra

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoedu

    19-10-2012 às 00:29:50

    maravilhoso, adorei texto sobre os encantos de Sintra

    ¬ Responder

Comentários - Alguns recantos e encantos de Sintra

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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