Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Viagens > Alguns recantos e encantos de Sintra

Alguns recantos e encantos de Sintra

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Viagens
Visitas: 6
Comentários: 5
Alguns recantos e encantos de Sintra

Sintra está desde sempre na minha vida como um dos meus lugares especiais. Embora seja alfacinha de gema, tenho uma ligação familiar bastante forte com o concelho de Sintra, particularmente, na freguesia de Colares, tendo sido aqui que comecei a compreender o conceito de “terra” – aquela terra onde se nasce e de onde se sai para a cidade grande, fazer pela vida, e onde se volta nalguns fins de semana ou nas férias, para onde se sonha voltar de vez, um dia, talvez para gozar uns anitos após a aposentação. Às vezes, diz-se que quem nasceu na cidade não tem terra. Com os anos, acho que adotei Sintra como a minha terra.

É um excelente ponto de passeio, pertinho da capital. É apreciado por muitos, que designam a visita a Sintra por “voltinha saloia”. Não faltam pontos de interesse, quer na sede de concelho, quer nas freguesias adjacentes.

Na vila, pode começar-se por uma visita ao Paço, das grandes chaminés cónicas. Sítio de histórias e lendas, justifica, por si só, uma ida a Sintra. Nas imediações do Paço da Vila, por entre umas ruas estreitas, chegamos à Piriquita, onde nos podemos deliciar com uma grande diversidade de doces e bolos regionais. Os meus prediletos são mesmo os travesseiros.

Seguindo uma estrada onde passamos pelo Lawrence (referido inúmeras vezes n’Os Maias do Eça; tido como o mais antigo hotel da Península Ibérica), encontramos a Quinta da Regaleira, com os seus símbolos enigmáticos e espaços supostamente ligados a rituais iniciáticos da esfera da Maçonaria. Mais à frente, pode apreciar-se o Jardim de Seteais.

Subindo a serra, passamos por jardins e lagos que a arte do século XIX quase fez parecer naturais. Temos, no topo, o Palácio da Pena, com a sua arquitetura de formas, estilos e cores diversificadas, ao gosto do rei consorte D. Fernando II. Ao lado, o Castelo dos Mouros, muralhas duma fortaleza tomada pelo movimento de D. Afonso Henriques rumo à Praça de Lisboa, e que serviu, já nos finais do século XX, de cenário a o filme As Viagens de Guliver (tal como o Palácio de Monserrate, outro dos encantadores lugares a visitar, à beira Galamares). Ainda pelos recantos da serra, pode visitar-se o Convento dos Capuchinhos, aglomerado de celas minúsculas, quase como colmeia, a que os ingleses chamaram convento de cortiça, pela utilização deste material como revestimento de tetos, portas e janelas. Voltando à vila, podemos passar pela fonte mourisca, mesmo à beira da estrada – um romântico cenário para aquelas fotos que servem “para mais tarde recordar”.

Rumamos ao mar e a zonas já sobejamente conhecidas, como a localidade das Azenhas do Mar, corajosamente construída nas falésias e encostas à beira mar, a Praia das Maçãs, a Praia Grande, a Praia da Adraga com o seu arco característico (e que também serviu de cenário ao filme baseado no conto de Jonathan Swift) e, continuando para sul, mas já pelo topo das falésias, vamos desembocar ao Farol do Cabo da Roca, “Onde a terra acaba e o mar começa”, como disse Camões; onde mar, terra e céu se encontram para deslumbrar e quase tirar a respiração; onde o forte vento do norte tira mesmo os cabelos do seu alinho, havendo que se ter cuidado para que não arraste mais nada consigo, para além da dignidade capilar!

A Roca pode servir de remate ao passeio. Mas ainda há muito mais para ver e conhecer. Muitas “voltinhas saloias” se poderão dar, antes que se esgotem os motivos de interesse e os encantos a descobrir no concelho de Sintra. E para os mais românticos, ficam as razões para voltar e apreciar a magia e o deslumbramento, vezes sem fim!


Paulo c. Alves

Título: Alguns recantos e encantos de Sintra

Autor: Paulo c. Alves (todos os textos)

Visitas: 6

622 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 5 )    recentes

  • Yuri SilvaYuri

    29-09-2014 às 14:38:49

    Muito lindo sua discrição sobre recantos e encantos de Sintra. Já quero conhecer esse lugar tão belo.

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    20-04-2014 às 17:01:20

    A Rua Direita acredita que deve ser um lugar realmente muito bonito.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoBelinha

    29-10-2012 às 14:23:44

    Fiquei cotagiada pela magia que o texto transmite,ao vivo deve ser de encantar.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoxico

    27-10-2012 às 23:08:44

    boa , mesmo super bem, sabe bem ouvir falar da minha Sintra

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoedu

    19-10-2012 às 00:29:50

    maravilhoso, adorei texto sobre os encantos de Sintra

    ¬ Responder

Comentários - Alguns recantos e encantos de Sintra

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

Pesquisar mais textos:

Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios