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Seduza ao telefône

Categoria: Outros
Seduza ao telefône

Quando se fala em sedução sob a ótica romântica, se fala em arte da sedução mas, vamos entender que para seduzir não é preciso ser artista, tem que usar os instintos naturais e deixar um pouco a vergonha de lado, afinal, vergonha é não ir atras do que se quer por alimentar falsas idéias de que tudo é feio e que cabe ao homem sempre tomar a iniciativa. O instinto masculino gosta de sentir que foi ele quem conquistou, tudo bem quanto a isso, só que pode-se conduzir a conversa dando espaço para que ele pense assim. Não se trata de mentir mas de conduzir por meio de boa abordagem, de modo que ele tome a iniciativa no momento oportuno, afinal, ambos são adultos.

Dependendo do conceito pessoal de cada um, alguns homens ainda se sentem, diria que um tanto, incomodados ao deparar-se com mulheres determinadas, independentes e forte mas essa visão está sendo derrubada, há outros homens que adimiram as mulheres que vão à luta, melhor, que seduzem e fazem acontecer.

Uma sugestão para a seduzir pelo telefône, é ser você mesma apimentando um pouco a conversa para levar o homem a entender as verdadiras intenções, caso não se sinta à vontade, saiba que para seduzir não é preciso viajar na imaginação do erotismo pleno, explicito, pode ser uma linguagem simplesmente cativante, atraente, usando seu potêncial de voz. A imaginação masculina é tão fértil quanto a feminina, só que com mais facilidade de ir para as vias de fato do que a mulher que na maioria das vezes imagina um homem gentil, inteligênte e sedutor.
Uma dica: ao telefonar pergunte se ele pode falar naquele momento, se não puder, não fale rápido, informe que precisa falar uma coisa que requer atenção e que tem a ver com um pensamento que teve com ele durante o banho, saiba que a curiosidade imaginária será apurada e pode ser até que ele mesmo retorne a ligação.

Caso seja um momento que ele possa dar atenção, então é a hora de falar, procure usar um tom médio, fale como se a pessoa estivesse próxima e seja doce, evitando falar rápido, a mente dele precisa captar a abordagem com os sentidos, seja ligeiramente indireta, diga que pensou nele enquanto estava se banhando ou passando o hidratente pelo corpo, se ele perguntar pensando em quê, procure ser reticente dizendo que é muito cedo para dizer, que talvez pessoalmente se sentirá melhor, ou que precisa do apoio dele para sentir-se segura, à vontade para falar. Há uma grande chance dele querer marcar esse encontro o quanto antes para descobrir se o que pensou durante o banho foi algo que mexeu com a libido.

Sílvia Baptista

Título: Seduza ao telefône

Autor: Sílvia Baptista (todos os textos)

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633 

Imagem por: rocketjim54

Comentários - Seduza ao telefône

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Imagem por: rocketjim54

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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