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Aprenda a decorar com livros

Categoria: Decoração
Comentários: 2

O livro, objecto considerado por muitos como pessoal e intransmissível, encerra mil e uma funcionalidades e razões de ser, desde o óbvio objecto cultural, passando pelo objecto de desejo, de ostentação, até ao simples motivo decorativo – os mais puristas ficarão talvez chocados, mas, sim, os livros também podem servir para decorar uma casa. E, de qualquer maneira o possuidor de uma boa biblioteca é-o, possivelmente, por todas as razões atrás apontadas: é alguém que gosta de ler, mas que, simultaneamente, gosta de os exibir – nem que seja para criar a impressão de um certo «status» social – e que aprecia também os interessantes efeitos decorativos provocados pela disposição/cromatismo dos seus livros.

Assim, pode dispô-los numa estante – que não tem de ser em mogno, uma de contraplacado folheado serve – na horizontal, uns por cima dos outros, formando pequenos grupos; ou pode alternar a disposição horizontal com a vertical, intercalando os espaços vazios com pequenos objectos decorativos – evite preencher demasiado a estante, pois tal fará com que todos os olhares incidam sobre ela e não sobre os livros; pode, também, experimentar arrumá-los por cores, criando um interessante e verdadeiramente artístico quadro de cores e brilhos. Escolha as lombadas mais vistosas e alterne-as com as menos sugestivas: o efeito será deslumbrante e verdadeiramente atractivo, fomentando a leitura por parte das visitas. Se, por outro lado, possui escadas de madeira em casa que não costuma utilizar – as que dão acesso ao sótão, por exemplo – implemente uma biblioteca na escadaria! Tenha apenas cuidado para não as encher demasiado, pois pode necessitar de se deslocar através das mesmas.

Na cozinha, despeje os armários, que contêm todos os «tesouros das cozinheiras» e «pantagruéis» afins e coloque-os em cima de um banquinho, a um canto. O efeito resulta muito bonito! Pode também, na sua sala, empilhar alguns livros (resistentes e grossos) e colocar uma placa de vidro ou madeira e obter, assim, uma mesa de centro (não coloque livros por cima, claro, o efeito seria excessivo e desvirtuoso). Pode também colocá-los na casa-de-banho, dentro de um cesto de verga forrado a tecido e rendado – a tentação será grande, mas o wc ficará ocupado durante muito mais tempo! Pode, ainda, reabilitar uma lareira meramente decorativa e instalar lá dentro alguns livros, bem como no hall, em cima de uma mesinha – é um bom cartão-de-visita. Pode, finalmente, instalar uma prateleira por cima da porta do escritório e fazer da mesma o último reduto para aqueles livros que já não cabiam em lado nenhum – é uma solução engenhosa e que permite poupar muito espaço.

Reinvente os livros e dê uma nova vida à sua casa!

Isabel Rodrigues

Título: Aprenda a decorar com livros

Autor: Isabel Rodrigues (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • SophiaSophia

    26-04-2014 às 22:11:04

    Muito bem colocado essa decoração com livros. Existe até um navio(de verdade) que lá dentro é uma gigantesca biblioteca, aberto a visitas. E, porque não usar os livros para decoração? Muito bom, os livros possuem mil e uma funcionalidades.

    ¬ Responder
  • Daniela VicenteDaniela Vicente

    17-09-2012 às 21:56:26

    para mim, os livros são muitos importantes e dou muito valor à sua preservação. é muito importante que se mantenham intactos. eu gosto de colocá-los em várias posições: diagonal, horizontal e vertical. misturo-os com os meus objectos fantásticos que trouxe de viagens. ou seguir a sua dica e vou distinguir só aqueles que tiverem melhor aspecto e que tenham uma lombarda mais apelativa. o texto está um pouco confuso, mas gostei de algumas dicas.

    ¬ Responder

Comentários - Aprenda a decorar com livros

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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