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Faça um programa diferente!

Categoria: Informática
Visitas: 5
Comentários: 1
Faça um programa diferente!

No princípio da era informática, disse o computador à computadora: «Vamos fazer um programa?», e nunca mais o mundo foi o mesmo. Esse “programa” não terá constado, com toda a certeza, de cinema, pipocas e um passeio de teclados dados; ao invés, terá sido uma entusiástica empreitada, que culminou na facilitação da vida para toda a gente. Para o bem e para o mal.

No início, eram os mainframes, que ocupavam uma sala inteira, e trabalhavam a uma velocidade tão vagarosa que o rato, que alguns insistem em chamar de sapo, bem podia apelidar-se de lesma… Ainda assim, e comparativamente às mesmas tarefas feitas à mão, proporcionava maior rapidez e eficiência. Apenas as empresas, e só as de maior porte, tinham capacidade para comportar, em termos logísticos e monetários, tais monstros. Constituíam aquilo que se poderia qualificar como uma grande ideia, na acepção literal da palavra.

Actualmente, a tendência light chegou ao campo informático e é possível transportar e armazenar muito mais informação num espaço incrivelmente mais reduzido.
Surgiram programas atrás de programas, invenções sucessivas, e um banditismo refinado e subtil. Pois é, a “guerra biológica” não se fez esperar. Tal como acontece em todos os domínios, a uma concepção positiva de grande valia segue-se, invariavelmente, por processo análogo, a imaginação de um “antídoto”; neste caso, os vírus vieram estragar muita coisa. Estes “germezinhos”, de alta periculosidade, que não revelam qualquer esquisitice em relação ao que atacam, minam e destroem, inclusive, o trabalho de uma vida! É a tecnologia ao serviço da malvadez…

Não obstante, são inegáveis os benefícios dos computadores e dos seus inúmeros acessórios. Hoje em dia tudo é computorizado, e o conceito de analfabetismo passou a incluir quem não domina, pelo menos minimamente, estas máquinas.

Praticamente todos os balcões de atendimento, públicos ou privados, dispõem já de sistema informatizado. Paralelamente, assiste-se a uma maior propensão para as redes de comunicação, que permitem a partilha de dados, software e componentes entre computadores ligados entre si em grupo. Para além de contribuir para a poupança em materiais, reduz, igualmente, os custos de manutenção dos equipamentos. Os postos de trabalho individuais transformam-se, deste modo, em autênticas portas de acesso à Sociedade Global da Informação. Contudo, a indisponibilidade, mesmo que temporária, de uma rede informática é passível de acarretar prejuízos consideráveis, levando à paralisação total, ou quase, de toda a estrutura organizacional. É precisamente aqui que e Engenharia Informática aparece como a grande salvadora. Isto, claro, se os engenheiros não passaram o curso todo a receber impressões, ainda que sem recurso ao computador, do colega do lado…

Maria Bijóias

Título: Faça um programa diferente!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoJoanas

    18-03-2009 às 22:15:58

    Que loucura de foto que puseste no final do teu texto da informatica. Esta super, mega, louca.

    ¬ Responder

Comentários - Faça um programa diferente!

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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