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O Dia de S. Valentim

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Eventos
Comentários: 1
O Dia de S. Valentim

O amor merece ser celebrado todos os dias. No entanto, convencionou-se existir um dia para celebrar a união entre os casais. Existem diversas datas para esta comemoração, que variam entre o 14 de fevereiro ou o 12 de junho. É um dia especial para milhões de casais por todo o mundo, independentemente de raça, sexo, credo ou estatuto.

As histórias de amor inspiram o nosso dia a dia. Quem nunca ouviu a história de Cleópatra, rainha do Egito que se apaixonou por Júlio César, Imperador Romano, ou ainda a história do amor impossível vivido entre Romeu e Julieta? Foi a força do amor que levou estes casais, entre muitos outros, a cometerem atos impulsionados pelo sentimento pela cara-metade.

Existem diversas figuras associadas a esta data. São Valentim é o santo padroeiro dos namorados. De acordo com a lenda, Caldeus II, imperador romano, impôs a proibição de casamentos de modo a que os jovens não tivessem qualquer impedimento aquando da ida para a guerra. No entanto, existia um bispo romano que continuava a realizar casamentos em segredo. Depois de São Valentim ter sido descoberto e preso, jovens casais enviavam-lhe bilhetes para a prisão a afirmar que continuavam a acreditar no amor.

Outra figura emblemática associada a este dia é Cupido, deus romano do amor. Este jovem deus tinha por hábito esconder-se na floresta e atirar setas ao coração das pessoas que passavam, fazendo com que elas se apaixonassem.

De acordo com a lenda, Vénus, a mãe de Cupido, invejava a beleza de Psique, uma rapariga mais bela do que ela. Assim, pediu a Cupido para atirar uma seta a Psique para que esta se apaixonasse pelo homem mais feio que existisse. Cupido acedeu ao pedido da mãe, mas ao atirar a seta, errou o alvo e acertou em si próprio, passando a ficar ele apaixonado pela rapariga. Uma vez que um deus não se podia unir a uma mortal, Cupido foi falar com Zeus para tornar Psique imortal, não havendo assim impedimentos para a união dos dois.

Existem muitas histórias associadas a este dia, mas a história mais bela é a que cada casal faz para si, são as recordações que vêm à memória. O primeiro beijo, a primeira noite, aquele fim de semana…

Compara-se o amor a uma flor, se não for tratada e regada constantemente, acaba por morrer.
O amor é um pouco assim, tem de ser constantemente tratado e renovado. Por isso, o Dia de S. Valentim é um ótimo pretexto para esta renovação. No entanto, há outros trezentos e sessenta e quatro dias ao longo do ano em que uma pequena surpresa, um sorriso ou uma carícia podem preencher mais a pessoa amada do que qualquer prenda…


Luís Seco Passadouro

Título: O Dia de S. Valentim

Autor: Luís Seco Passadouro (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Joana SaavedraJoana Saavedra

    06-02-2010 às 07:11:53

    Olá Fofinhos!
    A minha figura mitológica não é o Cupido mas sim Eros...da Grécia antiga.
    Nest dia dos namorados vou apostar na Rua Direita, principalmente nesta loja que customo frequentar a craftedfavors.com

    ¬ Responder

Comentários - O Dia de S. Valentim

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Fine and Mellow

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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Sayonara Melo

Título:Fine and Mellow

Autor:Sayonara Melo(todos os textos)

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