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Por que as pessoas se prendem tanto às novelas?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: TV HIFI
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Comentários: 3
Por que as pessoas se prendem tanto às novelas?

A televisão é um encantador de pessoas. Instrumento persuasivo de alta tecnologia, a televisão prende a atenção ao ponto da dependência. A maior parte da população não resiste aos programas televisivos. Pelo menos em algum momento do dia, para-se para apreciar algum documentário, prestigiar alguma entrevista, entrar em contato com as notícias globais, distrair-se com os humorísticos ou sempre na mesma hora e diariamente acompanhar os caminhos das personagens das telenovelas.

As novelas são, sem dúvida, uma das programações mais atrativas dos canais televisivos brasileiros. Tão bem desenvolvidas, escritas, dirigidas e orgulho das grandes emissoras, acabam sendo reconhecidas não só no seu país de origem, como também em muitos outros, tornando-se objetos de exportação.

Essas narrativas prendem à atenção das pessoas que se tornam mais do que simples espectadores. Elas sentem a emoção das personagens, vivificam seus obstáculos, suas dores, suas provações e seus momentos felizes. A cada capítulo o vínculo entre telespectador e novela vai se intensificando ao ponto da pessoa sentir-se um coautor da história, opinando e tentando mudar o rumo das personagens. Por vezes, o apelo popular muda a ideia inicial do autor que acaba seguindo a vontade dos espectadores.

É impressionante como essas narrativas ficcionais geram modismos e até modificam a vida das pessoas. O poder deste tipo de programação é incrível e cabe aos autores e produtores a responsabilidade de abranger mais questões sociais, dar mais informações e trazer mais sobre diferentes culturas, já que, para boa parte da população que aprecia tanto este gênero, as novelas são o único meio de conhecer o mundo de uma forma mais sutil, de lazer e não tão informativa como nos documentários e telejornais.

Às vezes as histórias apelam para um lado mais pejorativo e por vezes incitam o preconceito e a violência em determinadas situações. Nestes casos os órgãos públicos ou os grupos que se sentem afetados e injuriados pedem a censura e entram com ações judiciais solicitando uma mudança no enfoque dado à narrativa.

Outro aspeto importante a se relevar é a censura destas narrativas para as crianças. As emissoras brasileiras, a partir de uma lei federal, têm que dar a indicação da faixa etária apropriada a cada novela, cabendo às famílias a decisão da liberação ou não dos filhos para assistirem às programações. Porém este bom sendo não deve ser esperado apenas de uma lei, mas sim deve estar presente em cada família que assiste a este tipo de programação.

É fato o fascínio que as novelas exercem na vida das pessoas, alterando seus cotidianos e moldando esteriótipos por vezes perigosos. Quando se quer ser como determinada personagem, admirando-a, não se consegue o filtro necessário para distinguir e analisar criticamente seus atos. Às vezes se escolhe pela beleza aparente, pelo status social ou pelo final feliz que a personagem teve, ignorando as ações impulsivas, as premeditadas e aquelas que de alguma forma prejudicaram alguém. É necessário o bom telespectador ter atenção e senso crítico para não se identificar e seguir modelos prontos e irreais.

A telenovela, assim como os bons livros, deve servir para proporcionar às pessoas momentos de catarse, que, segundo o filósofo grego Aristóteles, são momentos de purificação da alma, após uma vivência ou experiência de forte apelo emocional especialmente provocada por um drama.

Deve-se, apesar de todas as ressalvas, admitir que as telenovelas são um importante comunicador em massa, transmitindo ao mundo um gênero que pretende envolver forma e conteúdo cada vez mais intenso e aprimorado, utilizando-se da alta tecnologia para adquirir mais adeptos.


Rosana Fernandes

Título: Por que as pessoas se prendem tanto às novelas?

Autor: Rosana Fernandes (todos os textos)

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    22-09-2014 às 22:15:37

    É um dos grandes atrativos na vida de muitas pessoas. As novelas são dirigidas para atrair a atenção do público, por isso, elas são feitas com um tom bem persuasivo. Atualmente, a degradação da família tem sido bem atuante em todas elas.

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    03-06-2014 às 23:51:10

    A novela na vida das pessoas é um baita entretenimento e diversão. Não vejo cultura, nenhum acréscimo às novelas de hoje.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • Eduardo

    18-03-2014 às 00:17:34

    Eu estava pesquisando o interesse maciço do brasileiro por novelas quando me deparei com este texto. Instantaneamente mudei meu foco! Agora procuro entender porquê o ser humano é carente de emoções e qual a satisfação ou vantagem de projetar suas expectativas,decepções , alusões e vivências em personagem fictícios.
    Agradeço a ajuda.

    ¬ Responder

Comentários - Por que as pessoas se prendem tanto às novelas?

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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