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Peça de Teatro "Um Valor Mais Alto"

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Visitas: 36
Peça de Teatro "Um Valor Mais Alto"

(abrem-se as cortinas e aparece Margarida de avental junto a uma mesa com fitas natalícias, Guilherme sentado numa cadeira de perna cruzada e Francisca e Eduardo sentados no chão a brincar)

Narrador1- Era quase Natal, naquele ano, apesar da crise, Eduardo e Francisca iriam ter direito a uma boa ceia natalícia, e os sapatos recheados de presentes.
Margarida a dona da casa da família Meneses, andava radiante, já há muito que ansiava por um Natal em que a família estivesse tão unida, apenas os seus primeiros anos de casamento haviam sido tempos de felicidade, aquando do nascimento do seu segundo rebento, Francisca. Guilherme Meneses, o marido, era um homem bem encarado, homem de poucas palavras é certo, mas cuja a vida encontrara a sorte de um bom emprego e um verdadeiro Amor.

Narrador2- Um Amor que o apoiara sempre, quando, após o casamento de Francisco, fora promovido na empresa, Amor que o apoiara quando o seu terrível vício pelo jogo ganhou maior dimensão e o razoável ordenado que o casal recebia não chegava para cobrir a divida provocada pelas apostas.

Agora, e, após flagelo de anos, Guilherme conseguira livrar-se do dito vício e a família começava a assumir os padrões normais de felicidade de qualquer família estável.
O calendário datava já o dia 22, a família Meneses deixara todas as compras de natal para o ultimo dia antes da consoada, isto porque, como a mulher lhe disse:

-Guilherme este ano faremos as compras de Natal todos juntos, amanha logo de manha, levamos os miúdos, e vamos comprar os doces….alguns eu faço aqui em casa Amor….mas temos sempre que comprar as passas, e o bolo rei….ai e o perú.…oh Guilherme este ano eu quero dar aos miúdos um Natal como nunca tiveram.

Narrador2- Guilherme ouvia atentamente a mulher, sentia-se mal por ser o culpado dos consecutivos Natais em que os miúdos passaram sem prendas, mas o que mais o fazia sofrer era a vontade, embora agora controlada, de voltar á mesa do jogo. Receberá um convite de um amigo (e que amigo) lá da empresa, que o convidara a ir até ao casino, Guilherme sabia que se tratava de uma típica troca de presentes entre colegas do mesmo escritório, mas receava que, e como no ano anterior acontecera, cedesse e embalado pelo ambiente descontraído caísse na tentação de jogar.

Narrador1- A Margarida, Guilherme escondera o local onde iria estar, não que o seu desejo fosse mentir á mulher, mas porque se o dissesse ela muito provavelmente o acompanharia e perante os seus colegas passaria por um pau-mandado, além disso sentia-se já capaz de controlar o vício.
O relógio marcava já as 8 horas, Guilherme esquecera-se que há já uma hora o encontro havia sido marcado, perdera a noção do tempo na brincadeira com os filhos, de quem ouvira os desejos natalícios. (fecham-se as cortinas)


Narrador2- Caminhava agora apressadamente, levava na mão uma garrafa de Porto que lhe tinham oferecido no Natal anterior, era a prenda que recebera e agora iria entrega-la outra vez, fazia figas para que não regressasse ás mãos das quais saiu.
Sorte ou azar, não iria correr esse risco. (abre-se a cortina do lado direito) Já no casino, ofegante e transpirando, apesar do frio que se fazia sentir, encontrou a mesa que os colegas haviam reservado já vazia. Parando e observando em volta lembrara-se das muitas noites que ali passara, noites que não queria que se repetissem nunca mais.
Narrador1- Sem mais medidas, e como que a afastar ideias que não queria ver novamente concretizadas, pensou dar meia volta e regressar a casa para junto dos filhos dirigindo-se já á porta, mas um prestável empregado, que ali o observara, educadamente perguntou-lhe:

-O senhor, se não é indiscrição, procura alguém? Não pude deixar de reparar que olhava em redor….estava junto daquela mesa….talvez o possa ajudar, há pouco estavam ali um grupo de pessoas….seus amigos não?

Narrador1- Guilherme olhava o homem sorridente, sem no entanto formular qualquer palavra.
-Olhe -continuou o empregado- se quiser posso leva-lo ao local onde eles estão…..alguns deles reparei que se foram embora mas outros….venha comigo eu levo-o até lá….. –empurrando Guilherme.
-Não olhe sabe…já cheguei atrasado…..eu estou um pouco cansado…. –respondeu Guilherme.
-Não vai fazer uma desfeita destas aos seus companheiros….
(abre-se a outra cortina)

Narrador1- O empregado, sem que Guilherme o pudesse contrariar, conduziu-o até um local que este conhecia bem, pelo curto caminho Guilherme ainda olhou para trás, mas a prestabilidade do empregado, que se tornava até irritante, deteve-o de dar meia-volta.

Narrador2- Estava agora no local onde tantas vezes alimentou o vício com o dinheiro que deveria te servido para o alimento e conforto dos filhos.

Naquela sala ampla onde tantas outras mesas vestidas da mesma toalha verde se concentravam em redor, apenas uma mesa estava ocupada, todo aquele cenário lhe parecia estranho, embora tenha gasto, no sentido literal do termo, tanto do seu tempo ali. Ali no canto daquela sala estavam três homens, pôde reconhecer dois seus amigos com os quais teria jogado há algum tempo atrás, Afonso o que lhe oferecia as costas daquela perspectiva e Antunes que estava á direita do primeiro, o outro não o conhecia ele, era um homem jovem, com uma gravata de um azul forte, bem-parecido, com um ar sério e frio, Guilherme fixou-o mas assim que o homem deteve o seu olhar com o seu cedeu. Não pôde deixar de reparar na dealer, uma jovem mulher atraente, que deixava fugir um leve sorriso, mais atrás e observando o jogo por cima do ombro da mulher, de não muita distância, estava um segurança, que Guilherme estranhou ter aquela função visto parecer um pouco desajeitado e franzino.

Narrador1- Guilherme caminhou em direção á mesa, antes que se aproximasse mais que meia distância, Antunes levantou-se subitamente, olhando-o e sem esconder o espanto foi em sua direção exclamando:

-Guilherme! Que fazes tu aqui?
-As prendas…..não dei pelas horas, atrasei-me…. –atrapalhado.
-E voltas tu aqui? Voltas aos velhos tempos? Ah grande amigo! Anda, vem –puxando-o- junta-te a nós! –apelou.
-Não, não….eu não posso a minha mulher, tenho que ir…. –soltando-se do braço que o agarrava.
-Ora Guilherme, a tua mulher está aqui? Mas quem usa saia lá em casa homem?! Tu ou a tua mulher?! –rindo-se.
-Oh….se conhecesses a minha mulher…. –diz sem que o amigo o oiça.

António que ouvia a conversa intervém também a favor de Antunes:

-Guilherme é apenas um joguito, vamos a jogo quantas vezes tu quiseres, fazemos assim: se estiver a correr mal sais, é fácil, não nos faças uma desfeita destas.

(enquanto o narrador fala, António e Antunes continuam a tentar convencer Guilherme)
Narrador1- Guilherme sabia que não era assim tão fácil, sabia que assim que entrasse levaria o jogo até ao final, mas também qual era o problema? Não tencionava gastar muito, se corresse mal sairia do jogo, talvez até corresse bem, sabia que o Antunes e o António até não eram grandes jogadores, sim havia um terceiro jogador, e dai? Vai na volta e era um principiante. Já há algum tempo que não jogava que mal faria um pequeno jogo?
(Antonio e Antunes convencem Guilherme este senta-se pensativo e sério, entretanto a dealer distribui as fichas)

Narrador2- Por breves instantes, na sua cabeça, passou-lhe a imagem de Margarida, oh o quanto a iria desiludir… E os filhos? Eduardo e Francisca, os quais irradiavam a felicidade de um Natal que nunca haviam tido? Via-se agora envolvido no jogo, um jogo que lhe custara já a infelicidade de anos. Que estava ele a fazer? Uma súbita vaga de arrependimento avassalou-lhe o consciente….Mas as fichas haviam já sido distribuídas….
(música/começam a jogar)

Narrador1- Começara a jogar, optara por nas primeiras rondas não apostar muito, não queria perder muito dinheiro, por isso optava por, na maioria dos casos, não ir a jogo. O jogo até que lhe estava correr bem, até agora tinha apenas acumulado fichas, e quando perdia algumas depressa as recuperava. Começava agora a ir mais frequentemente a jogo e a seu lado as fichas iam aumentando…. (Antunes abandona a mesa) Antunes abandonara já a mesa, havia perdido já tudo o quanto tinha apostado. Restavam agora António, Guilherme e o Homem da Gravata Azul.

Narrador2- Guilherme entusiasmara-se, com o desenrolar do jogo provara que a sorte estava do seu lado, (António abandona o jogo), António, também ele, á semelhança de Antunes, saíra do jogo, desanimado por a perda de um valor considerável. Guilherme estava agora completamente dentro de jogo, esquecera-se de tudo o resto, apenas lhe interessava levar o final daquele jogo a cabo. Tinha agora pela frente apenas um adversário, que, e vendo pelas fichas, até agora não encontrara no jogo muita sorte. Motivado por este factor, pela sorte que o acompanhava e por uma boa mão que lhe havia calhado, um par de reis, não hesita em fazer all-in, apostando todas as suas fichas e nestas todo o dinheiro que havia investido e estaria destinado ás compras natalícias. (Guilherme empurra todas as fichas que tem para o centro da mesa) Com um sorriso, que vem desfazer todo o olhar sério que protagonizou durante todo o jogo, o Homem de Gravata Azul, também ele empurra todas as fichas para o centro da mesa.

Narrador1- As mãos de ambos são agora reveladas, na mesa a dealer vai colocando, uma a uma, as 5 cartas que saem do baralho….ambos os jogadores permanecem sérios…a ultima carta é revelada, (homem de gravata sorri e Guilherme leva as mãos á cabeça) Guilherme perdera tudo.

( aumenta a música, Guilherme levanta-se mandando a cadeira pelo chão e tentando agarrar o homem com quem perdera, o segurança que ali esta corre e agarra-o, tirando-o dali, afastam-se da mesa e Guilherme cai no chão, sentando-se com as mãos na cabeça, fecham-se as cortinas, para a musica)

(enquanto o narrador fala as cortinas estão fechadas)

Narrador1- Num acto de loucura Guilherme perdera tudo o dinheiro, desiludira toda a família, a mulher, os filhos….como iria ele agora para casa? Que lhe passou pela cabeça? Pensou ir para casa, mas como iria encarar Margarida? Que lhe diria? Apetecia-lhe morrer…. Era já tarde, entrou dentro de casa sem que ninguém desse por tal, apenas lá permaneceu escassos minutos, o tempo suficiente de cruzar o quarto em passos leves, e abrir a gaveta da secretária que guardava uma pequena arma. (abrem-se as cortinas/música, Guilherme caminha calmamente, murmurando ao longo do palco, para no meio deste, cabisbaixo de arma na mão, fecham-se as cortinas, ouve-se um tiro)

(baixa-se a tela e aparece a mensagem “MAS HÁ SEMPRE UMA SEGUNDA ALTERNATIVA”)
(abrem-se as cortinas, volta-se á passagem de Guilherme no casino olhando em volta, falando com o empregado)

Empregado- O senhor, se não é indiscrição, procura alguém? Não pude deixar de reparar que olhava em redor….estava junto daquela mesa….talvez o possa ajudar, há pouco estavam ali um grupo de pessoas….seus amigos não?

Empregado- Olhe -continuou o empregado- se quiser posso leva-lo ao local onde eles estão…..alguns deles reparei que se foram embora mas outros….venha comigo eu levo-o até lá….. –empurrando Guilherme.

Guilherme- Não olhe sabe…já cheguei atrasado…..eu estou um pouco cansado…. –respondeu Guilherme.

Empregado- Não vai fazer uma desfeita destas aos seus companheiros….

Guilherme- Vou, desculpe mas vou, com todo o respeito, só ter vindo até aqui já foi um tremendo erro. Sabe eu tenho família não os posso desiludir, estão a contar comigo, tenha um bom Natal!! (oferece-lhe a garrafa)

(Guilherme abandona o palco deixando a garrafa com o empregado, fecham-se as cortinas, baixa-se a tela e aparece a mensagem “Tu fazes as tuas escolhas, não deixes que te influenciem, há sempre uma segunda alternativa. UM VALOR MAIS ALTO”


Joel Lourenço

Título: Peça de Teatro "Um Valor Mais Alto"

Autor: Joel Lourenço (todos os textos)

Visitas: 36

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Comentários - Peça de Teatro "Um Valor Mais Alto"

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A história da fotografia

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Fotografia
A história da fotografia\"Rua
A história e princípios básicos da fotografia e da câmara fotográfica remontam à Grécia Antiga, quando Aristóteles verificou que os raios de luz solar e com o uso de substâncias químicas, ao atravessarem um pequeno orifício, projetavam na parede de um quarto escuro a imagem do exterior. Este método recebeu o nome de câmara escura.

A primeira fotografia reconhecida foi uma imagem produzida em 1826 por Niepce. Esta fotografia foi feita com uma câmara e assente numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo, tendo estado exposta à luz solar por oito horas, esta encontra-se ainda hoje preservada.

Niepce e Louis –Jacques Mandé Daguerre inciaram em 1829 as suas pesquisas, sendo que dez anos depois foi oficializado o processo fotográfico o nome de daguerreótipo. Este processo consistia na utilização de duas placas, uma dourada e outra prateada, que uma vez expostas a vapores de iodo, formando uma pelicula de iodeto de prata sobre a mesma, ai era a luz que entrava na camara escura e o calor gerado pela luz que gravava a imagem/fotografia na placa, sendo usado vapor de mercúrio para fazer a revelação da imagem. Foi graças á investigação realizada por Friedrich Voigtlander e John F. Goddard em 1840, que os tempos de exposição e revelação foram encurtados.




Podemos dizer que o grande passo (não descurando muitas outras mentes brilhantes) foi dado por Richard Leach Maddox, que em 1871 fabricou as primeiras placas secas com gelatina, substituindo o colódio. Três anos depois, as emulsões começaram a ser lavadas com água corrente para eliminar resíduos.

A fotografia digital


Com o boom das novas tecnologias e com a capacidade de converter quase tudo que era analógico em digital, sendo a fotografia uma dessas mesmas áreas, podemos ver no início dos anos 90, um rápido crescimento de um novo mercado, a fotografia digital. Esta é o ideal para as mais diversas áreas do nosso dia a dia, seja a nível profissional ou pessoal.

As máquinas tornaram-se mais pequenas, mais leves e mais práticas, ideais para quem não teve formação na área e que não tem tempo para realizar a revelação de um rolo fotográfico, sem necessidade de impressão. Os melhores momentos da nossa vida podem agora ser partilhados rapidamente com os nossos amigos e familiares rapidamente usando a internet e sites sociais como o Facebook e o Twitter .

A primeira câmara digital começou a ser comercializada em 1990, pela Kodak. Num instante dominou o mercado e hoje tornou-se produto de consumo, substituindo quase por completo as tradicionais máquinas fotográficas.

Sendo que presentemente com o aparecimento do FullHD, já consegue comprar uma máquina com sensores digitais que lhe permitem, além de fazer fotografia, fazer vídeo em Alta-Definição, criando assim não só fotografias quase que perfeitas em quase todas as condições de luz bem como vídeo com uma qualidade até agora impossível no mercado do vídeo amador.

Tirar fotografias já é acessível a todos e como já não existe o limite que era imposto pelos rolos, “dispara-se” por tudo e por nada. Ter uma máquina fotográfica não é mais um luxo, até já existem máquinas disponíveis para as crianças. Muitas vezes uma fotografia vale mais que mil palavras e afinal marca um momento para mais tarde recordar.

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Bruno Jorge

Título:A história da fotografia

Autor:Bruno Jorge(todos os textos)

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    05-05-2014 às 03:48:18

    Como é bom viver o hoje e saber da história da fotografia. Isso nos dá a ideia de como tudo evoluiu e como o mundo está melhor a cada dia produzindo fotos mais bonitas e com qualidade!

    ¬ Responder

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