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O fim da adolescência

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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O fim da adolescência

Quando é que podemos dizer que a adolescência chaga ao fim? É discutível, uns poderão dizer que é quando se entra pela primeira vez no mercado de trabalho, outros dizem quando se deixa para trás comportamentos ou atitudes infantis para trás, outros dizem que é a seguir à primeira relação sexual ou quando vem pela primeira vez a menstruação a uma rapariga.

A realidade no entanto, mostra-nos que a adolescência e tudo o que o nome prossupõem apenas é ultrapassada ou deixada para trás muito mais tarde na vida, algumas pessoas mantêm traços desta forma de estar na vida, de forma minimizada, para o resto dos seus dias como traços da sua personalidade.




Quando saímos de casa dos nossos pais e começamos a lutar pela nossa independência, quando nos deparamos com o mundo real que parece não nos dar tréguas e vemos que temos de deixar a nossa, eternamente sonhadora criança, para trás, sentimos como que se uma parte de nós tem de ser anulada e que isto causa-nos uma dor ou um sentimento de perda enorme. Porquê?

Simplesmente, porque não tem de ser assim. Não temos de nos resignar às dificuldades da vida e acomodarmo-nos, a partir do momento que o fazemos deixamos de sentir emoção e vontade viver o dia a dia por aquilo que ele é, fantástico.

À que saber adaptarmo-nos a uma nova realidade e a todo um leque de novas responsabilidades que se vão colocando dia após dia no nosso caminho. Devemos aprender a comportarmo-nos de uma forma mais adulta no nosso local de trabalho, medir palavras que são ditas e postura corporal. Nos locais de lazer públicos devemos adoptar uma postura de acordo com o local e devemos tomar controlo da nossa vida financeira e organiza-la para que nunca precisemos de ninguém.

A adolescência acaba eventualmente, para uns mais tarde do que para outros, mas o que interessa é o seu sentimento de conquista enquanto adulto e elemento activo da sociedade, não importa se você chega a casa e se agarra à Playstation.


Bruno Jorge

Título: O fim da adolescência

Autor: Bruno Jorge (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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