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Experimente ser feliz!

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Experimente ser feliz!

Estou feliz por estar aqui onde estou, no entanto quero ir mais longe. Preciso de algo que mude a minha vida para melhor. Onde posso procurar a felicidade? Claro que a felicidade não está ao virar da esquina nem se encontra dentro de uma gaveta. Se assim fosse seria tão fácil ser feliz.

Na realidade a Felicidade é um estado de espírito. Perante uma catástrofe podemos estar felizes. E perante a inércia da vida, mesmo sem nenhuma preocupação, podemos sentir que somos infelizes. Assim, já dá para entender o que é a felicidade e onde é que ela se encontra. A felicidade como eu já referi é um estado de espírito. Mesmo que as coisas corram menos bem podemos sentir-nos felizes. Por quê? Porque a felicidade encontra-se dentro de cada um de nós. Existem inúmeros livros sobre a felicidade. Existem inúmeras razões para nos sentirmos bem.

A razão principal pela qual podemos não estar felizes é só uma. Os nossos pensamentos. Estes, enclausuram-nos na parte mais negra do nosso cérebro e assim não conseguimos ver aquilo que nos faz bem. Temos de estar atentos àquilo que pensamos pois podemos estar a sabotar a nossa felicidade. Substituir pensamentos de tristeza, odio ou raiva por pensamentos de alegria, paz e compreensão é um excelente passo para começar a ser feliz.

As coisas simples são o melhor exemplo de que é facil experimentarmos um sentimento de pura felicidade apesar das adversidades. Um pôr do sol fantástico numa praia de areia muito branca, uma simples flor num campo deserto, o cheirinho de um bolo acabadinho de fazer, uma simples reunião de família, um momento a sós consigo mesmo. São tudo coisas que nos enchem de satisfação e de bem-estar. A ideia é experimentar estes sentimentos mais vezes.Seja positivo.

Mas se é assim tão simples, porque motivos a maior parte das pessoas não são felizes? Porque já estão habituadas a sentir-se assim. Conformáram-se com a vida que levam e não têm coragem suficiente para mudar. Eu, porém, quero ir mais longe. Quero sentir-me leve. Quero sorrir com as flores e voar como os pássaros em direcção àquilo que me faz feliz. Principalmente quero ser sempre eu própria. Isto é fundamental para nos sentirmos bem. Sermos nós próprios dá-nos a oportunidade de explorar as nossas capacidades de uma forma mais plena, sem interrupções do exterior. Se nos mantivermos focados naquilo que realmente queremos na nossa vida, nada nos vai distrair. E os outros? Também têm objectivos claro. Mas não podemos fazer uma caminhada que não é a nossa. Senão estamos a renegar a nossa própria felicidade. Fazer coisas só porque os outros gostam ou gostariam que fizesse-mos só nos vai trazer um sentimento de inutilidade e de infelicidade. Não temos de agradar a ninguém para nos sentirmos felizes. Mesmo que basiemos a nossa vida nos nossos valores pessoais, nem sempre as coisas vão correr como esperado. Mas nunca podemos perder a esperança. Assim, quando alguém não concorda consigo, deixe-o estar na sua opinião. Ele também tem direito a pensar como quer, mas nunca deixe de pensar por si próprio. Lute por aquilo em que acredita. Só assim poderá experimentar o verdadeiro estado de felicidade.


Jovita Capitão

Título: Experimente ser feliz!

Autor: Jovita Capitão (todos os textos)

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Comentários - Experimente ser feliz!

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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