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O Canto da Missão

Categoria: Literatura
O Canto da Missão

«O Canto da Missão» é um thriller de John Le Carré, publicado em 2007 pelas edições Dom Quixote, em cujas 392 páginas encontramos uma história de amor que é, simultaneamente, uma alegoria cómica da actualidade. Trata-se de uma viagem com origem nas trevas da hipocrisia ocidental e destino na luz.

Bruno Salvador, mais conhecido por Salvo, é o protagonista desta narrativa. Encarna o filho acidental de um missionário católico irlandês e de uma congolesa. A mãe de Bruno foi uma das inúmeras vítimas da corriqueira violência no Congo e o pai, homem bem intencionado que não resistiu à paixão por esta nativa, não se poupou a esforços para que o filho tivesse, mesmo após a sua morte, uma educação ao mais alto nível. Assim, Bruno começa por ser educado na escola da missão em Kivu, província onde trabalhava o padre Michael, seu pai, sendo depois levado para Inglaterra.

Em Londres, onde passa a residir, é tradutor e intérprete profissional de uma vasta panóplia de línguas africanas minoritárias e não minoritárias (o xi, o suaíli, o ruanda-queniano, o ruanda-ugandês, etc.) e a sua competência profissional é amplamente reconhecida, coadjuvada por uma conduta incensurável e por uma imperturbável candura.

Este órfão aprendeu, tanto no Congo como em Inglaterra, a aproveitar da vida o que ela lhe oferecia, não perdendo tempo nem desperdiçando capacidades com questões existenciais. Na verdade, ele é o bastardo desenraizado de umas raízes que, na prática, nunca teve. Ainda assim, tem a dita de se integrar na perfeição em cada espaço que frequenta e de aí exibir cortesia, independência, vaidade, encanto e bondade.

Casado com uma jornalista de ascendência aristocrata, que apenas pretendia arreliar a família com aquela relação, acaba por se apaixonar por uma enfermeira congolesa e é contratado como tradutor/intérprete para prestar assistência numa estranha cimeira com empresários ocidentais e senhores da guerra, destinada a decidir o futuro do Congo. Os conteúdos que Salvo tem de traduzir são de tal maneira inopinados e chocantes que a sua alma acorda a consciência africana adormecida.

A duplicidade e a hipocrisia cómica são uma constante em «O Canto da Missão». O conceito de “gentleman”, por exemplo, é ridicularizado, enquanto que ao de “nonsense” é atribuído total sentido, como referência ao absurdo. De facto, ante o desfile de ex-colonizadores e ex-colonizados, “respeitáveis” homens de negócios e fazedores da guerra, curandeiros, generais e legisladores, chefes de tribo, europeus, americanos, africanos e asiáticos (se calhar, ninguém se lembrou de avisar os australianos…), todos única e exclusivamente atrás do ouro, dos diamantes, do petróleo e dos metais preciosos que o solo africano é generoso em dar, só mesmo a habilidade da linguagem e muito humor para manter algum equilíbrio e o mínimo de esperança…


Maria Bijóias

Título: O Canto da Missão

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Imagem por: Dimitry B

Comentários - O Canto da Missão

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Superstições Náuticas

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Tema: Barcos
Superstições Náuticas\"Rua
Todos temos as nossas manias e superstições. Não que se trate de comportamentos compulsivos, mas a realidade é que mesmo para quem diz que não liga nenhuma a estas coisas, as superstições acompanham-nos.

Passar por baixo de uma escada, deixar a tesoura, uma porta de um armário ou uma gaveta aberta ou até deixar os sapatos em posição oposta ao correcto, são das superstições mais comuns. As Sextas-feiras 13 também criam alguma confusão a muita gente, mas muitos são os que já festejam e brincam com a data.

Somos assim mesmo, supersticiosos, uns mais do que outros, mas é uma essência que carregamos, mesmo que de forma inconsciente.

Existem no entanto profissões que carregam mitos mais assustadores do que outros, e por exemplos muitos actores não entram em palco sem mandar um “miminho” uns aos outros.

Caso de superstição de marinheiro é dos mais sérios e se julga que se trata só de casos vistos em filmes de piratas, desengane-se. Os marinheiros dos dias de hoje carregam superstições tão carregadas de emoção quanto os de outros tempos.

Umas mais caricatas do que outras, as superstições contam histórias e truques. Por exemplo, contra tempestades, muitos marinheiros colam uma moeda no mastro dos navios.

Tal como fazem os actores, desejar boa sorte a um marinheiro antes de embarcar, também não é boa ideia. Os miminhos dados antes de entrar em palco também servem para o efeito.

Dar um novo nome a um barco é uma péssima ideia para um marinheiro. Dizem que muitos há que não navegam em barcos rebaptizados.

Lembra-se que os piratas de outros tempos utilizavam brincos? Pois isto faz parte de uma superstição. Dizem que os brincos evitam que se afoguem.

Entrar com um pé direito na embarcação é sinal de bons ventos. Tal como acontece com muitos de nós, os marinheiros também não gostam de entrar de pé esquerdo.

Já desde remotos tempos se dia que assobiar traz tempestades. Ora aqui está um mote dos marinheiros, pelo que se assobiar numa embarcação, arrisca-se a ter chatices com o marinheiro.

Verdades ou mentiras, as superstições existem e se manter os seus próprios mitos acalma um marinheiro, então que assim seja. Venham as superstições náuticas que cá estamos para as ouvir.

Já agora uma curiosidade ainda maior. Dizem que se tocar a gola de um marinheiro passará a ter sorte. Será verdade ou foi um marinheiro que inventou?

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Carla Horta

Título:Superstições Náuticas

Autor:Carla Horta(todos os textos)

Imagem por: Dimitry B

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    17-06-2014 às 06:39:27

    Não acredito em superstições de forma alguma.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

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