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Qual o aroma da sua casa

Categoria: Decoração
Qual o aroma da sua casa

Todas as donas-de-casa já sentiram dificuldades em seleccionar o aroma certo (e mais eficaz ou duradouro) para o seu lar. De facto, proceder a limpezas rigorosas não é suficiente e a vida moderna requer maior sofisticação ao nível aromático do que o simples cheiro desinfectante dos detergentes e lixívias. Por outro lado, há que sublinhar que existem aromas que, desde os tempos mais remotos da Antiguidade Clássica eram utilizados com finalidades terapêuticas ou psicológicas, em rituais, banhos e massagens. A dona-de-casa poderá, portanto, recuperar parte deste conhecimento dos nossos antepassados e aplicá-lo com sabedoria na sua casa.

Assim, se pretender obter um ambiente mais descontraído, mais relaxante, poder-se-á optar por cheiros e fragrâncias como a camomila (eficaz no combate às insónias), a salva (relaxante e com efeitos anti-depressivos, bem como desinfectantes), a rosa (calmante e anti-inflamatória), o sândalo (associado muitas vezes a efeitos afrodisíacos) e a alfazema (combate o stress e enxaquecas).

Se, por outro lado, se tiver como objectivo criar um clima mais estimulante / excitante, poder-se-á percorrer a seguinte panóplia de odores e perfumes: o jasmim, que provoca efeitos de estimulação em casos de apatia e/ou depressão; a hortelã, indicada para combater dores de cabeça; aromas cítricos, excelentes para revigorar e refrescar a mente; o eucalipto que, tal como a hortelã, alivia as dores de cabeça e permite ainda o tratamento de algumas doenças respiratórias; o alecrim, que funciona como estimulante natural e combate o cansaço e, por fim, o pinheiro que, entre outros atributos, é indicado para o alívio do cansaço.

No entanto, é natural que as dúvidas não fiquem por aqui. Já temos os aromas e as finalidades para que são aplicados. Mas falta algo, crucial para que toda a casa se deixe invadir, penetrar, embeber destas fragrâncias: a forma de aspergir, disseminar, espalhar os cheiros. Existem, naturalmente, várias técnicas, sendo que as mais aconselhadas são as que envolvem a utilização de velas aromáticas (de baunilha, por exemplo). Estas deverão ser acesas de manhã e mantidas a arder sempre sob a supervisão de alguém e fora do alcance das crianças. Outro truque muito utilizado antes da chegada de uma visita é, por exemplo, cozer biscoitos no forno – isso emprestará um aroma muito acolhedor e reconfortante à casa, especialmente nos meses mais frios. Poder-se-á também borrifar as lâmpadas de casa com o nosso perfume pessoal, o que dará a sensação de que estamos, de facto, em nossa casa! Mas atenção: faça-o quando as lâmpadas estiverem apagadas e, logo, frias. Assim que as acender, o perfume iniciará a sua inebriante viagem pela casa. Contudo, há que relembrar que o mais importante é mesmo manter a casa limpa e arejada. Só assim se conseguirá obter um ambiente verdadeiramente agradável!

Isabel Rodrigues

Título: Qual o aroma da sua casa

Autor: Isabel Rodrigues (todos os textos)

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Comentários - Qual o aroma da sua casa

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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