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Como Conjugar um Casaco de Ganga

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Vestuário
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Comentários: 2
Como Conjugar um Casaco de Ganga

O casaco de ganga é aquilo a que se chama uma peça intemporal. Não concordo completamente com estas afirmações que defendem a existência de peças intemporais, ou melhor, concordo, mas não com a formulação geral da afirmação. E isto porque se é verdade que os vestidos pretos são intemporais, tal como o são as gabardines e os casacos do tipo canadiana, não é tão verdade que, por exemplo, o mesmo pequeno vestido preto usado digamos, nos anos 80, seja usado agora. A menos que se torne “vintage”, mas essa é outra formulação. Com os casacos de ganga a situação é idêntica: mesmo quando inspirados nos anos 80, estas peças sofrem sempre uma adaptação, uma reviravolta estilística, por parte dos criadores de tendências. A título de exemplo, um casaco de ganga comprado nos anos 90 dificilmente está agora na moda. Diria, assim, não que o casaco de ganga é uma peça intemporal, mas que os casacos de ganga, com as suas diferenças e diferentes inspirações, são peças intemporais.

Agora que esclareci esta minha opinião em relação ao estatuto do casaco de ganga, explicarei como deve ser conjugado, tarefa nem sempre bem-sucedida, que pode muito facilmente deslizar para o erro de moda – não que todos devamos ser escravos da moda, muito pelo contrário, mas a elegância é essencial em todos os momentos.

Em primeiro lugar, devemos ter dois casacos de ganga, um de verão e outro para o outono, que servirá também para os dias solarengos de fim de inverno. O casaco de ganga utilizado no inverno deverá ser azul-escuro ou preto, enquanto no verão é aconselhável que seja de uma ganga clara. No verão, o casaco pode ser substituído por um colete de ganga, muito fácil de conjugar com camisolas de manga curta ou mesmo de manga comprida, desde que justas.

O principal erro a evitar quando se veste um casaco de ganga é exagerar na informalidade e descontração da restante indumentária, principalmente fazer acompanhar o casaco por outra peça de ganga. De facto, isso deve ser evitado a todo o custo: num visual elegante, não há lugar para duas peças de ganga. As regras não são muitas, mas são cruciais e, seguidas cuidadosamente, serão o segredo para a elegância, essa sim, intemporal.

Sofia Nunes

Título: Como Conjugar um Casaco de Ganga

Autor: Sofia Nunes (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • SophiaSophia

    09-06-2014 às 02:40:35

    O casaco de ganga são bem importantes no guarda-roupa. É aquele tipo de roupa que sempre devemos ter.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoCarla Horta

    09-09-2012 às 12:50:11

    Considero que um casaco de ganga é tão obrigatório num guarda-roupa como umas calças ou um vestido preto. No entanto há que ter alguns cuidados. Por exemplo, quando se usam umas calças de ganga, até que ponto o casaco não vai fazer abusar da ganga? Não será muita ganga junta? E se a ganga não for da mesma cor, será que conjuga bem?

    ¬ Responder

Comentários - Como Conjugar um Casaco de Ganga

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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