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Saltos Altos – Elegância vs Saúde

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
Comentários: 1
Saltos Altos – Elegância vs Saúde

Sejam homens ou mulheres, a opinião é unanime. Saltos altos completam uma toalete e dão uma elegância extraordinária.

Independentemente da estrutura de uma mulher, os saltos altos conferem sempre uma sensualidade e elegância única.

Assistir a homens de saltos alto é uma verdadeira comédia, mas na verdade existem mulheres que também não se acostumam e muito menos se acomodam aos saltos altos. É preciso experiencia e saber para se usar uns sapatos assim e mesmo que tenham cunha, oferecendo uma maior segurança no andar e na postura, continuam a ser difíceis.

Mulheres que deslizam sobre saltos altos, durante horas e todos os dias são verdadeiras dignas de prémios. No entanto, estas verdadeiras trapezistas de saltos altos não percebem muitas vezes os riscos que o uso de tal elegância pode trazer.

Não se trata somente do perigo de se sustentar em saltos agulha e do fato de torcer um pé estar mais suscetíveis com o uso deste tipo de calçado. Os perigos podem ser bem mais graves.

Dores, artrite, fraturas e entorses são algumas das coisas graves que podem ocorrer.
Defendem os fisioterapeutas que mesmo que a mulher não sinta os males enquanto jovem ou mesmo adulta, o uso excessivo de saltos altos vai terminar em problemas graves.

As mulheres são quatro vezes mais suscetíveis a ter problemas de artrite e a partir dos 65 anos, a taxa sobe substancialmente. Artrite dos joelhos é um problema grave e que impossibilita muitas vezes a uma vida normal.

As mulheres têm uma tendência natural para voltar os joelhos para dentro, o que vai contribuir para uma inclinação do osso pequeno que se articula com o fémur. Este pequeno osso protege a articulação de todo o joelho. Ora o uso dos saltos altos vai aliciar e apressar o desgaste do pequeno osso de nome paleta.

Fisioterapeutas defendem que o uso de sapatos com salto até 4 cm é o ideal. Mais do que isso, estarão em risco alguns fatores de saúde.

Quando descalços, o peso do corpo é distribuído por todo o pé, enquanto que com o uso de saltos altos, o peso é exercido no ante pé (parte da frente do pé e dos dedos). Para distribuir o peso pelo pé, pode optar por sapatos com cunha.
Também o calcanhar sofre com a ausência de mobilidade, podendo causar o encurtamento do tendão de Aquiles, podendo ocasionar tendinites.
Se mesmo depois disto não consegue largar os seus saltos, fique com alguns conselhos.
Opte por modelos com saltos lagos ou cunhas. Evite sandálias de salto alto. Se o sapato for fechado, o calcanhar estará mais seguro.


Carla Horta

Título: Saltos Altos – Elegância vs Saúde

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Não deixo meu salto alto apesar dos 70. Uso desde 15 anos. Sou uma privilegiada, nunca tive o menor

    17-12-2012 às 21:43:35

    Amei essa página.

    ¬ Responder

Comentários - Saltos Altos – Elegância vs Saúde

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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