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A Esteva e os seus benefícios

Categoria: Saúde
Visitas: 436
Comentários: 10
A Esteva e os seus benefícios

A Esteva é uma planta selvagem com uma flor lindíssima. É, aqui no Alentejo, chamada de mato, praga e de tudo mais que é ruim para quem tem um terreno e o quer manter limpo.
Cresce por todo o lado sem pedir licença e não se acanha. É só uma pessoa se descuidar e fica com o térreo infestado de Estevas.

Cá no Alentejo, pelo menos na zona vivo, a Esteva é usada para acender as lareiras. Quando está seca, é como pólvora. Acende que é uma maravilha, e disso eu posso garantir. Também é das lenhas, que eu conheço, que mais aquece mas tem um senão, arde muito depressa.
Manter um lume a Esteva não é fácil pois tem-se de estar constantemente a alimenta-lo. Por isso a Esteva é mais usada como uma “acendalha” natural.

Já há empresas transformadoras que convertem a Esteva, e outros matos, em granulado para a nova geração de recuperadores de calor. Outras fabricam adubos, chamam-lhe adubos naturais.

Mas as qualidades desta planta não ficam por aqui. Vão muito mais além.

Segundo o conhecimento popular, a Esteva tem propriedades que muitos desconhecem. Este é um conhecimento que se vai perdendo, por isso, vale a pena transmiti-lo.

Por incrível que pareça, todos as partes da Esteva podem ser usadas para fins medicinais.

Uma das formas é de fazer chá. Consoante a parte da planta, assim o seu uso:

• Os Pompos são usados para os diabetes e ácido úrico;

• As Flores e as Pétalas usam-se para a diarreia, acalma o estômago, combate o colesterol e a fraqueza e ajuda nas constipações;

• A Rama usa-se para o ácido úrico;

• As Sementes, para combater a iterícia (envolver as sementes num pano, atar e fazer o chá).

Por ingestão das sementes pode-se desparasitar (das lombrigas).

As lavagens com água de cozedura também têm os seus benefícios:

• As Folhas com resina são usadas para atenua as dores de ossos;

• A Rama é usada contra a queda de cabelo e para o tratamento das hemorroidas;

• As Sementes, para purificar o sangue, contra infeções internas e curar golpes (feridas).

Por estas razões, e outras, não acabem com todas as Estevas. Ao limparem um terren o, deixem um cantinho para o mato.

Faço agora uma correção. No meu último texto “Os benefícios do Calafito” escrevi que tinha vindo para o Alentejo há 0 anos. Naturalmente isto é um lapso, vim para cá há 10 anos.


Isabel Trigo

Título: A Esteva e os seus benefícios

Autor: Isabel Trigo (todos os textos)

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Comentários     ( 10 )    recentes

  • Flávio

    07-12-2016 às 13:57:08

    Estou a fazer um trabalho sobre a Esteva para a disciplina de Botânica e gostaria de saber qual a bibliografia que usou para elaborar este artigo. Obrigado.

    ¬ Responder
  • Isabel TrigoIsabel Trigo

    15-12-2016 às 10:50:49

    Flávio, quando fiz este artigo fiz algumas pesquisas na net e também falei com pessoas de uma aldeia numa zona onde a esteva é bastante abundante.
    Infelizmente não me lembro da bibliografia pesquisada pois este artigo já tem uns aninhos e não apontei.

    ¬ Responder
  • José Domingos

    06-10-2014 às 22:06:13

    As plantas são, de facto, as nossas melhores amigas. Ouvi, há algum tempo, a afirmação de um cientista norte-americano que explicava o motivo da "empatia" medicamentosa entre as plantas e o nosso corpo, ou seja, o motivo por que as plantas nos fazem bem.
    Dizia ele - o que é absolutamente verdade - que todas as células, sejam elas vegetais, sejam humanas, tiveram a mesma origem, antes da longa evolução que depois ocorreu, em cada uma delas, ao longo dos muitos milhões de anos. Logo, ambas guardam, no seu ADN, a sua memória ancestral, que é comum, e reconhecem-se umas às outras, advindo daí a sua perfeita compatibilidade.

    ¬ Responder
  • Luene ZarcoLuene

    17-07-2014 às 19:49:34

    Todas as plantas são úteis para curar doenças e enfermidades. Adoro plantas, como elas nos fazem bem!

    ¬ Responder
  • João

    02-04-2014 às 03:34:24

    A raiz da Esteva é também muito útil no combate à inflamação de dentes e cáries dentárias, substituindo mesmo os antibióticos. Deve-se coser as raízes e com a água da cosedura bochechar 1 a 2 vezes por alguns segundos. Tem efeito anestésico imediato e após algumas tomas diminui/põe termo à inflamação.

    ¬ Responder
  • Alice Martins

    21-03-2014 às 22:31:29

    Muito obrigada pela informação sobre a erva esteva.Aliás sempre que quero informação sobre outras plantas, gosto de recorrer a estes sites.Fico sempre bem informada. Uma vez mais, muito obrigada

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoCarla

    09-07-2012 às 12:07:38

    Adorei a informação que deu sobre essa planta a Esteva.. Obrigada

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoEduarda

    09-07-2012 às 12:05:53

    Estou a ver que esta planta tem um uso bastante extenso, o que é otimo.. Já sei o que deverei ter no armário dos medicamentos lá de casa.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoCarlos

    09-07-2012 às 12:04:27

    Eu andava com demasiado acido úrico, agora já sei o que posso usar em vez dos comprimidos do habitual.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoSara

    09-07-2012 às 12:03:02

    Adorei a dica sobre o chá... Terei de o experimentar!

    ¬ Responder

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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