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Cadeiras de Baloiço

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Mobiliário
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Cadeiras de Baloiço

As cadeiras de baloiço fazem-nos lembrar as avozinhas que ainda hoje conseguimos vislumbrar nos filmes que passam no pequeno e no grande ecrã. Algumas imagens mostram-nos a ternura dos carrapitos brancos, mas outras, as que fazem barulho e guincham e rangem baixinho, fazem-nos lembrar os filmes de suspance ou terror.

As cadeiras de baloiço fazem-nos ainda lembrar os embalos das recentes mães quando dão de mamar ao seus pequenos rebentos, e este quadro de amor e ternura, fazem-nos muitas vezes rebuscar sensações de tranquilidade que existe dentro de todos nós.

Mas se as lembranças que trazemos das cadeiras de baloiço nos levam a tempos remotos, a verdade é que cada vez mais estas cadeiras se vêm nas casas desse Portugal.

Mas a realidade é que até as cadeiras de baloiço, ao mesmo passo de tudo o que nos acompanha, estão diferentes. A diferença pode ser muita ou pouca.

Vemos então as cadeiras de baloiço antigas, em madeira com costas e assentos em palhinha, recuperadas, restauradas, enfim resgatadas dos sótãos escuros e poeirentos.

No entanto, a modernidade oferece-nos um novo design de cadeiras de baloiço, o que torna a sua funcionalidade mais vasta do que as cadeiras de antigamente. Sabia que existem poltronas de baloiço? Pois essa é a realidade e mostra bem o avanço das ditas.

Existem cadeiras estofadas com padrões modernos, as suspensas no teto, as de acrílico, de ferro grosso e fininho, plástico e até mesmo numa madeira moderna com um design único.

As cadeiras de baloiço, acompanhadas por um banquinho de pés trás não só a harmonia a uma sala ou quarto, mas um fantástico equilíbrio, tal como um conforto único. Verdade seja dita que mesmo quem não se fascina pelas cadeiras de baloiço para a sua própria decoração, fascina-se sim com uma cadeira de baloiço. Caminham então para as cadeiras e é-lhes impossível não resistir ao conforto de um baloiço sentado e recostado.

À venda em vários locais, conseguimos encontrar as cadeiras de baloiço em lojas de antiguidades, no caso das antigas, mas nos mais variadíssimos sítios no caso das modernas e capacitadas de designs exclusivos. Por internet ou em superfícies comerciais específicas em mobiliário vai encontrar uma enorme variedade de cadeiras de baloiço. Vai ver que se é um apaixonado, vai ter facilidade em encontrar uma cadeira fantástica.

Já agora e a titulo de curiosidade, a patente da primeira cadeira de baloiço que se transforma em cama é de um nosso transmontano. Baloiça e deita, mas isto foi só uma curiosidade.


Carla Horta

Título: Cadeiras de Baloiço

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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